“A Espia” – Estreia dia 8 na RTP1

   

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APRESENTAÇÃO

Durante a 2ª Guerra Mundial operaram em Portugal diversas redes de espionagem. A ESPIA acompanha uma dessas redes, a rede Shell. Uma rede que era dirigida pelos Britânicos que operaram em Portugal entre 1941 e 1942, e que tinha um plano de destruição de infraes – truturas e de contraespionagem no caso de o país ser invadido pelos Alemães. Inspirámo-nos na rede Shell e em parte dos seus operacio – nais para criar duas personagens: Maria João e Rose. Em conjunto, vão guiar-nos pelo labirinto da espionagem ao serviço das potências beligerantes: os aliados e os alemães. Vão dar-nos a conhecer os meandros da propaganda da época, a batalha ideológica que a marcou, como a falsificação de passaportes e as negociações complexas do volfrâmio (o minério mais valioso da 2ª Guerra Mundial). As nossas protagonistas estão no centro de um tabuleiro de xadrez diplomático cujas jogadas são efetuadas em festas luxuosas, partidas de golfe, sabotagens, casinos, mensagens em código e assassinatos.

CONTEXTO HISTÓRICO

1939, o mundo entra em guerra. Salazar declara a neutralidade de Portugal. Inicia-se uma verdadeira corrida ao volfrâmio fundamen – tal no armamento das potências beligerantes que enche os cofres do Estado. A neutralidade abre as portas a milhares de refugiados, mas também à espionagem internacional. Ingleses e alemães criam redes de contactos recrutando informadores nas principais empresas portuguesas. A Polícia de Vigilância e Defesa do Estado tenta vigiar os espiões, controlar as ruas e reprimir as greves. Enquanto a Legião Portuguesa criada para combater a ameaça comunista, assume agora a defesa civil. Não estamos em guerra, ou assim nos fazem crer… Num mundo sem internet, a informação é vital. Diversos espiões ao serviço das potências beligerantes instalaram-se em Portugal, onde criaram uma atmosfera à Casino Royale. As suas ordens eram claras: controlar a informação e o volfrâmio. Para assegurar o cumprimento das suas ordens, muitos deles executaram em Portugal algumas das mais importantes operações clandestinas de espionagem durante a 2ª Guerra Mundial. 02. C.

SINOPSE

1941, 2ª Guerra Mundial. Portugal vive na neutralidade. Na sombra, muitos portu – gueses decidem servir os Aliados, mas também forças do Eixo, ou ambos em simultâneo. Maria João Mascarenhas (Daniela Ruah) trabalha para o sogro (Antó – nio Capelo) numa empresa de transportes. Aliciada pela sua amiga Rose Lawson (Mª João Bastos), procura informações sobre os carregamentos de volfrâmio. Entre festas, casinos e mensagens codificadas, as duas envolvem-se numa intriga diplomática. Sobre a mesa, encontra-se uma rede que pode destruir o país. Os ingleses, Major Jack Beevor (Pedro Lamares) e Richard Thompson (Marco d’Almeida), pretendem evitar uma possível invasão alemã. O escolhido para esta missão é o Selecionador Nacional: Cândido de Oliveira (Sisley Dias). Por outro lado, o espião alemão da SD, William Larenz (Adriano Carvalho), tenta convencer o agente Paulo da PVDE (Luís Eusébio) de que são os ingleses que estão prestes a ocupar Portugal. Paralelamente, Ribeiro Casais (Joaquim Nicolau) e Vieira (Nuno Gil) da Legião Portuguesa colaboram com os aliados para preparar Portugal em caso de invasão. Maria João parece reunir todos os atributos de uma espia perfeita: sedutora, inte – ligente e idealista. Mas ao aproximar-se do engenheiro alemão Siegfried Brenner (Diogo Morgado) vai compreender o preço de viver uma vida dupla…

Personagens

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