Os 5 Jornalistas mais temidos pelos políticos portugueses!

Os 5 Jornalistas mais temidos!

Os políticos portugueses fogem deles a sete pés. E, se acederam uma vez a serem entrevistados por eles, à segunda já não aceitaram o convite.

A equipa da VOX POP TV reuniu-se e elegeu o top 5 dos jornalistas portugueses que os políticos portugueses mais temem em encontrarem como entrevistadores.

1 – Manuela Moura Guedes

Afastada da televisão por duas vezes, primeiro na TVI e depois na SIC, segundo a própria, por razões políticas, a jornalista Manuela Moura Guedes começou a ter dificuldades em ter convidados para serem entrevistados no “Jornal Nacional de Sexta” por não deixar nada por perguntar e por expremer quem se sentava na cadeira para responder às suas perguntas.

2 – José Rodrigues dos Santos

Por duas vezes foi Director de Informação, por duas vezes teve de se demitir por vários tipos de pressões e tentativas de corrupção, segundo já fez questão de relatar em várias entrevistas. Na segunda vez que se demitiu do cargo de director foi alvo de um processo disciplinar levantado pelo então Presidente da RTP, Almerindo Marques, com o objectivo de ser demitido. Entretanto, Almerindo Marques é afastado da presidência da RTP e o processo disciplinar ao pivot do Telejornal é arquivado.

Conduziu o espaço de comentário protagonizado José Sócrates nas noites de domingo e não deixou de perguntar aquilo que os portugueses queriam ver respondido. Resultado: irritou José Sócrates que saia do estúdio da RTP bastante irritado com José Rodrigues dos Santos.

3 – Ana Leal

Começou a dar visibilidade ao jornalismo de investigação em Portugal e depressa ganhou inimigos. Do seu Currículo na área de investigação, destacam-se várias reportagens, como o caso da Associação “Raríssimas” que abanou o governo e o ex-ministro Vieira da Silva que, apesar do escândalo, não se demitiu, nem foi demitido, continuando no cargo até à constituição do novo governo formado em setembro deste ano.

4 – Sandra Felgueiras

É o rosto do jornalismo de investigação da RTP e, recentemente teve um ´bate-boca’ com o secretário de estado João Galamba nas redes sociais, que mais tarde recebeu em estúdio para se explicar devido às porpoções da notícia dos “Sexta às 9” sobre o lítio alcançou no país.

Recentemente acusou a direcção de informação da RTP, liderada pela jornalista Maria Flor Pedroso, de ingerências no regresso do formato e de interferir nas investigações do programa que apresenta semanalmente no Canal 1 da estação pública.

5 – Alexandra Borges

Também na área do jornalismo de investigação, a jornalista Alexandra Borges não foge à regra, e também ela é temida pelos políticos devido às várias reportagens que já fez e denunciou casos nos serviços da função pública e não só. Já foi ameaçada depois da exibição de várias reportagens assinadas por si.

"Depois Vai-se a Ver e Nada" dispara nas audiências e Zé Pedro agradece aos telespectadores

Zé Pedro dispara nas audiências

Esta sexta-feira, José Pedro Vasconcelos recebeu uma convidada pouco consensual: Manuela Moura Guedes.

Mesmo a começar a horas tardias, o programa “Depois Vai-se a Ver e Nada” registou 1,9% de rating e 7,6% de share, uma das melhores audiências desde que estreou na RTP.

NOTA: os dados aqui apresentados são da responsabilidade da CAEM/Gfk. (Dados Live+Vosdal)

Perante este bom resultado, o aresentador da RTPO agradeceu aos telespectadores:

“Em nome de toda a equipa do @depoisvaiseaverenada muito obrigado pela fantástica audiência da emissão de ontem. São escolhas, se calhar uma boa conversa é como uns bons ovos estrelados, imbatíveis !” – escreveu na sua página de Instagram

Dina Aguiar incomodada com ofensas a Manuela Moura Guedes

Dina Aguiar

A notícia era avançada pela VOX POP TV: Manuela Moura Guedes vai regressar à RTP, ainda que temporariamente, para participar no programa “Depois, Vai-se a Ver e Nada” que a RTP1 transmite às sextas-feiras, pelas 23h30, com apresentação de José Pedro Vasconcelos. A entrevista será no dia 13 de dezembro.

Muitas foram as pessoas que reagiram, através de comentários, à notícia e nem todas as reacções foram correctas, havendo quem partisse para a ofensa dirigida a Manuela Moura Guedes.

Perante isto, a jornalista da RTP demonstrou o seu desagrado:

Manuela Moura Guedes: zangada com a SIC, volta à RTP: "Estou bem entregue"

Manuela Moura Guedes na RTP

A jornalista que já passou pelos três principais canais de televisão portugueses vai regressar ao canal público.

Manuela Moura Guedes vai ser convidada do programa “Depois, Vai-se a Ver e Nada”, que a RTP1 transmite nas noites de sextas-feiras, pelas 23h30, com apresentação de José Pedro Vasconcelos.

“Não, não me tornei um dos Shelby do gang de Birmingham, Peaky Blinders. Foi só uma pequena inspiração no momento em que me puseram uma caçadeira nas mãos…uma caçadeira de dois canos! O responsável? O Zé Pedro Vasconcelos . Nunca me diverti tanto num programa de televisão. E isto é só uma ideia das coisas loucas e inesperadas que saem da cabeça do Zé Pedro. Com ele não tenho medo do que me propõe fazer, sei sempre que estou bem entregue, O talento, a inteligência, o sentido crítico e o humor fazem-no único. Comecei com uma caçadeira no alto dum monte no Cacém e atirei , ó se atirei, andei de braço dado com o Zé Pedro a meter-me com pessoas nas ruas de Lisboa entre pulos, corridas e perseguições e ,por fim, fomos para a cozinha…nem vos conto. E amanhã (sexta-feira) por volta das 11h da noite na RTP 1 ” VAI-SE A VER E NADA”. Nada? É Imenso… vão ver” – escreveu nas redes sociais a jornalista

Manuela Moura Guedes arrasa SIC: “Sei que receberam pressões para me afastar”

Polémica na SIC!

Estalou o verniz entre Manuela Moura Guedes e a Direcção de Informação da SIC.

Em declarações à TV Guia, a jornalista conta tudo: “Propuseram-me nas férias fazer entrevistas e eu disse-lhes que ninguém iria aceitar ser entrevistado por mim, só personalidades de terceira e quarta categoria. E portanto, o projecto ia ser um flop. Insistiram na ideia e não aceitei. Vim-me embora.”

A rubrica “A Procuradora” durou 8 meses na SIC no horário nobre e não escapa às críticas da jornalista que aponta o dedo à Direcção de Informação sobre a perda de tempo para os seus comentários no “Jornal da Noite”: “Comecei por ter 18 minutos, acabei com 8. Tinha uma pessoa da pesquisa a trabalhar comigo e levaram-na para o Polígrafo, projecto que soube pela imprensa. Enfim … Se me empurraram? Não … Sei que receberam muitas pressões para me afastar e também sei que é preferível terem o Francisco Louçã e o Marques Mendes, gente muito independente, como todos sabemos”, disparou

Manuela Moura Guedes dá a entender que o fim de “A Procuradora” foi intencional uma vez que as eleições legislativas estavam próximas, tal como o período de pré-campanha dos partidos: “É, é … Deixei de comentar precisamente nessa altura. É estranho, não é?”

Manuela Moura Guedes era para ter regressado à SIC no mês de outubro mas, devido a esta polémica, acabou por bater com a porta e não regressar, tal como prometido em junho, em directo, no “Jornal da Noite” e com o Director Geral de Informação, Ricardo Costa, ao lado.

“Eu, em tempos, há 10 anos, despedi-me e disse que ia voltar um dia e não voltei. Portanto, trouxe o director para dizer que eu volto. E ele é o aval disso”, disse no seu último dia enquanto “Procuradora” da SIC. E, ao lado da jornalista, o director Ricardo Costa confirmou que Manuela Moura Guedes regressaria à antena da SIC: “Termina aqui este formato. Regresserá noutro, depois, em outubro”

SIC termina programa de Manuela Moura Guedes

A Procuradora terminou ontem, segunda-feira

Manuela Moura Guedes, A Procuradora da SIC, comentou pela última vez na passada segunda-feira, na rubrica do Jornal da Noite.

Nesta sua última aparição no Jornal da SIC, Manuela Moura Guedes fez-se acompanhar elo director de informação do grupo Imprensa, Ricardo Costa, para dizer o seguinte:

Sou muito directa a dizer as coisas. Já sei que iam surgir muitas dúvidas. Eu, em tempos, há 10 anos, despedi-me e disse que ia voltar um dia e não voltei. Portanto, trouxe o director para dizer que eu volto. E ele é o aval disso“

Ou seja, em outubro deste ano, Manuela Moura Guedes terá um novo espaço na SIC

Manuela Moura Guedes foi obrigada a mudar de nome no facebook

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A jornalista foi proibida pelo facebook de colocar o seu nome na sua própria página de facebook. Agora em vez de Manuela Moura Guedes a ex-apresentadora do “Quem Quer Ser Milionário?” teve de mudar o nome na sua página pessoal de facebook para Manuela Moniz.

“Acontecem-me coisas estranhíssimas ultimamente aqui no Facebook. Agora foi um problema com o meu nome . De repente , foi reprovado. Eu não posso chamar-me Manuela Moura Guedes , imaginem ! Alguém entende que não tenho o direito de ter o nome que tenho e , assim ,tive que mudar. Estranho, não é ?”kkkk

Manuela Moura Guedes volta ao ataque e arrasa António Costa

NFS Nuno Ferreira Santos - 6 Outubro 2014 - Primeiro episodio do programa " Barca do Inferno " na RTP (RTPI) com Manuel Moura Guedes , Raquel Varela , Isabel Moreira , Marta Gautier e moderadas por Nilton

Após se conhecer o resultado de hoje das votações dos portugueses nas eleições legislativas, Manuela Moura Guedes volta a atacar o Secretário-Geral do PS, António Costa.

Depois de ter postado vários textos no seu facebook durante a campanha, Manuela Moura Guedes pede a demissão de António Costa:

“A não demissão de Costa é uma vergonha e é mais um dado para mostrar de que é feita a personagem. Mas , é só uma questão de tempo. Seguro teria tido melhor resultado.”

Manuela Moura Guedes defende PSD e CDS/PP e arrasa PS e BE

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Manuela Moura Guedes entrou na Campanha Eleitoral a favor do governo.

Num longo texto que escreveu na sua página de facebook a jornalista faz um ataque cerrado ao PS e ao Bloco de Esquerda, sempre com o objectivo de defender os partidos que actualmente estão no governo, o PSD e CDS/PP.

“Se o País endoidecer

Passaram-se 4 anos…tanta coisa mudou no País e, no entanto , corremos o risco de voltar ao que era porque houve coisas que não mudaram , de facto. Uma certa mentalidade de aceitar o que é fácil sem olhar às consequências ,uma facilidade em esquecer as causas do que nos levou a fazer sacrifícios, em indignar-se por não termos tido o melhor dos mundos durante este período e em fazer querer que era possível a austeridade não nos ter tocado. Infelizmente teve de ser em todo o lado. Lembram-se como a esperança dos socialistas ,o Sr. Hollande, teve de pôr as suas promessas no saco e aplicar austeridade ? E de como António Costa ficou entusiasmado com a vitória do Syrisa ? Pois…foi Sol de pouca dura. A austeridade que o Syrisa tem de aplicar na Grécia é muito mais dura que a que nós sofremos por cá.Só que continuamos a ter o antigo Syrisa de Varoufakis que teve de engolir as promessas todas que andou a fazer aos gregos, o BE de Catarina Martins com quem António Costa , desesperado,admite coligar-se . Estão a imaginar o que poderá ser? Uma coisa é um BE como partido para fazer barulho no Parlamento e levantar questões.Outra, é no Governo. António Costa está disposto a tudo para chegar ao Poder , mesmo que isso torne ingovernável o País . Mas,essa característica , a de estar disposto a tudo, não é de agora , já a tínhamos detectado com o que fez a António José Seguro ou a José Sócrates , de quem foi o número dois e agora é renegado .Um afastamento que não lhe retirou o mesmo gosto para controlar a Comunicação Social ou a mesma estratégia para fazer política.Há 4 anos , ninguém , ou muito pouca gente, imaginaria que o então candidato a novamente primeiro ministro , José Sócrates,iria nas próximas eleições , votar sob escolta policial por estar detido sob suspeito de corrupção. O que já sabíamos na altura é que o mesmo primeiro-ministro tinha conduzido o País à necessidade de pedir empréstimo com a tutoria da troika. Não havia dinheiro para pagar a médicos, a professores , a ninguém… Passados 4 anos , vencemos o pior , as dificuldades que foram muitas para que o País voltasse a crescer , não foi preciso 2º resgate como muitos previam… Agora o pesadelo é outro . É pensar que os mesmos que levaram o País à falência estão aí outra vez , sem qualquer tipo de mea culpa e mais ainda … dispostos a tudo para chegar ao Poder. Se este pesadelo se tornar realidade, repito,os portugueses endoideceram.” – ESCREVEU MANUELA MOURA GUEDES

Manuela Moura Guedes quebrou o silêncio

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Numa grande entrevista a um jornal nacional, Manuela Moura Guedes não poupa José Sócrates e defende Paulo Portas.

Mas o jornalismo tem sempre um papel, mesmo que as pessoas não entendam. Até quando estamos em ditadura, ele tenta passar mensagens.
Mas não estamos em ditadura! Estamos em democracia, as pessoas podem votar.

E podem enganar-se.
(Risos) Um povo inteiro? E ainda por cima com uma classe jornalística de se tirar o chapéu! Andam aí todos a ser comentadores do caso Sócrates, agora. Ele agora deixou de ser o rapaz inocente que era na altura.

O que sentiu no dia em que José Sócrates foi detido?

Estava num restaurante a jantar com o meu marido e liga-me um jornalista da minha equipa. Tivemos uma conversa que parecia de doidos porque ele só dizia “ele foi preso, ele foi preso”, e eu “preso? Mas quem?” (risos). Até que finalmente lá disse “o Sócrates!”. E eu, espantadíssima, “o Sócrates?”. Disse ao meu marido, as pessoas que estavam na mesa ao lado só olhavam para nós, e de repente pegam no telemóvel para ver também… Foi uma surpresa. Quer dizer, não porque eu nunca tivesse imaginado (risos) – uma pessoa tão séria…! Mas pensei que isso nunca iria acontecer em Portugal. Com Pinto Monteiro, isso nunca iria acontecer. Mudando a procuradora, seria possível, mas mesmo assim foi um passo gigante e confesso que comecei a ver as coisas no país de uma forma diferente.

Teve vontade de apresentar esse telejornal?

Não. É engraçado, porque tive uma revelação acerca de mim própria. Nas eleições em que ele perdeu (em 2011), eu achava que me queria conhecer um bocadinho melhor. Queria saber o sentimento que iria ter em relação a ele quando ele perdesse. Mas desinteressei-me. E passei a ter uma posição de antipoder, logo na altura. E achei uma miséria uma pergunta que uma repórter fez, a atacá-lo logo na noite das eleições quando nunca o atacou antes, e quando havia só uma pergunta a fazer: de que vai o senhor viver? Enfim. Mas tive a revelação de que ele já não me interessava nada, de que só me interessava enquanto primeiro-ministro.

Então não lhe deu um gozo especial a prisão dele?
Deu-me satisfação na medida em que vinha dar-me razão. Só nesse aspecto. Foi engraçado, porque tive uma chuva de mensagens nesse dia a dizer “a primeira pessoa de quem me lembrei foi de si”. Não me resolve nada, na prática, mas dá-me alguma satisfação pensar que tudo aquilo que o PS fez – que era uma coisa que me fazia sentir muita injustiça –, que aquela campanha toda que eles fizeram sobre eu andar a persegui-lo pessoalmente… eu só actuei como jornalista, que era o meu dever. Como se faz em relação a qualquer primeiro-ministro, a qualquer político que tenha responsabilidades. E quanto mais responsabilidades uma pessoa tem na gestão de um país, mais um jornalista deve estar em cima.

Como olhou para o caso BES?
Sempre achei que o Ricardo Salgado era tão mau como Sócrates. Sempre disse isso. Era um dos males deste país. Mas também digo que tiro o chapéu à justiça portuguesa. Como fizeram o “Dono Disto Tudo” alvo de um processo, mesmo com a pressão toda lá de fora: tiro o chapéu à justiça. A diferença que faz a mudança de pessoas num cargo, hem? Estou a referir-me ao Procurador-Geral da República, naturalmente. É extraordinário o que a mudança de Pinto Monteiro para Joana Marques Vidal faz, uma mulher que nem sequer é da área política deste governo. Há duas coisas que eu respeito neste governo: a não interferência na comunicação social e na justiça. São duas coisas que eu tenho em muito apreço. São coisas essenciais para que as coisas andem.

Olha com bons olhos para a justiça, agora.
Naturalmente. Alguma vez algum ministro de um governo era investigado? Alguma vez, antes? Não me lembro de um. Demitiam-se e as coisas ficavam num nevoeiro. É claro que havia muito mais gente que devia ser investigada, mas vamos ver. Talvez lá cheguemos.

O que acha do juiz Carlos Alexandre? Um justiceiro?
Acho que os tem no sítio (risos).

Corremos o risco de achar que é Deus?
Os juízes são um bocadinho Deus, não é? Têm a lei, que é como se fosse a Bíblia, e desde que não infrinjam a lei, têm um poder que é deles próprios. E nós confiamos ou não nesses juízes. Até agora, confio nele. Justiceiro? Não vi até agora nada que me indique isso.

Voltando ao seu afastamento, não fez praticamente nada até regressar à televisão para apresentar o “Quem Quer Ser Milionário”.
Correcto. Foram quatro anos.

Como é que se vive?

Mal. A certa altura só pensava que não prestava para nada. É mais ou menos nessa fase que estou novamente. A achar que ninguém me quer. Escrevi umas crónicas para o “Correio da Manhã”, mas fui despedida de um dia para o outro. Não sei porquê, não me deram uma justificação. Disseram-me no dia anterior a eu ter de entregar uma crónica. Foi, aliás, uma jornalista que falou comigo – o director, que me levou a almoçar para me contratar, não teve a coragem para me dizer que não queria que eu fizesse mais. Eu tenho as minhas suspeitas, mas…

Que suspeitas são essas?

Acho que não agradei a algumas pessoas. Não gostava particularmente de um ministro… de dois, mas de um em particular, que era o Miguel Relvas. E ele era visita frequente do jornal. Mas isto é só uma suspeita, portanto…

E o “Quem Quer Ser Milionário”? Como surge o convite?
Surgiu da RTP, pela parte do Luís Marinho. E diverti-me imenso a fazer aquilo. O público era feito de pessoas fantásticas, das mais diversas proveniências… e eu criei uma empatia com o público que, afinal, é parte do espectáculo. Aquilo, nos intervalos, era uma coisa extraordinária: desde dançar valsa ou o tango com alguns que eram dos Alunos de Apolo até fazer discursos – alguns chamavam-me Evita Perón. Acabou por ser muito divertido, porque era outro registo, mas utilizei muito a minha experiência de jornalista. Mesmo na pesquisa das perguntas, tentei que o nível se elevasse um bocadinho para incutir a aprendizagem. Tentei que o critério não fosse o das perguntas para curiosos que lêem coisas estranhíssimas, aquelas perguntas malucas, mas sim o de perguntas de cultura geral, de facto. Perguntas que ensinem coisas às pessoas. Claro que a partir de um certo nível tem de haver perguntas estranhas e realmente mais difíceis. E depois tentava, nas conversas com cada concorrente, perceber como estava o país, como é que as pessoas viviam. Não me focava tanto nas histórias pessoais e particulares de cada um. Mas isso vem da minha experiência como jornalista. Adaptei-me a um formato que não é o meu e acharam-me muito simpática. E eu pensei: que engraçado, a imagem que têm de mim é a da bruxa má. E eu sou tudo isso, só que tenho de me adaptar às coisas, não é?

Alguma vez tem saudades, gostaria de voltar atrás no tempo?
Sabe do que tenho saudades? Agora naquela novela “A Única Mulher” toca uma música que é “Foram cardos, foram prosas”, e eu oiço aquilo e traz-me alguma nostalgia. Porque aquilo é a minha voz mas naquela altura, naquele tempo. E traz-me nostalgia. Para já, porque é uma coisa que eu não segui. Foi uma coisa que me deram a oportunidade de fazer, que teve imenso sucesso, mas que eu não continuei. Nem sabia o que aquilo daria. Mas foi assim uma coisa! Agora olho para aquilo e oiço-me, e às vezes nem me lembro de que sou eu. Também porque eu não sou pessoa de me ir ver, não vejo coisas de antigamente. E aquilo sou eu noutra época, com outra voz… é outra coisa.
Mas nós somos muitas coisas. A Manuela fez música, entretenimento, informação, foi deputada…
Sim, sempre fui muitas coisas. Fiz tudo o que me deram oportunidade de fazer.

E agora, se pudesse, o que seria?
Eu sou isso tudo. Em termos profissionais? Não sei…

Se tivesse uma oportunidade para voltar à televisão, não voltava? Para fazer o que fazia antes?

Para fazer jornalismo? Tinha de ser à minha maneira. Não é à minha maneira, é à maneira séria. Mas sim, se me dessem essa oportunidade, voltava.

Gosta de ir a manifestações? Porque foi a essa da TSU?
Fui a algumas. Fui a essa porque estava aborrecida. Não no sentido de ociosa (risos), mas chateada. Mas depois comecei a acreditar no governo e achei que este era o caminho.

Foi deputada pelo CDS-PP. Como olha para o partido agora?
Na altura fui convidada pelo Manuel Monteiro. Triste memória (risos). Eu acredito no Paulo [Portas].

Acha que a história dos submarinos é uma invenção da comunicação social?
Tinha um jornalista a investigar e começámos a meter-nos na história. Mas não posso falar sobre isso, porque não sei, não tive tempo. Acho que se passou tudo em termos de prazos, de falta de provas, que nunca permitiram que se chegasse a uma investigação. Politicamente, acredito nele. Podemos não ter a mesma visão sobre muitas coisas. Ele é muito mais conservador do que eu. Há posições do CDS que me fizeram muitas vezes questionar-me porque estava no parlamento. E dizia-lhe isso. Quer dizer, eu era independente. E só fui para lá nessas condições, com garantia de que tinha liberdade de voto. E exerci-a, para grande desconforto deles, porque cheguei a votar com o PCP. Imaginem, a bancada do PCP e uma deputada da bancada do CDS/PP, sozinhos a votar. E os do PC a darem-me um passou-bem e os do CDS a irem-se todos embora. Mas havia coisas com que eu não me identificava, coisas mais conservadoras.

Vamos falar um bocadinho de si. Fez parte de um coro de igreja, era crítica de João Paulo II. O que acha deste Papa?
Acho-o muito folclórico. As pessoas foram tão injustas com Bento XVI, que fez o pior trabalho que havia a fazer, que foi levantar a história toda da pedofilia que João Paulo II deixou a encoberto. Foi um Papa a sério, que deve ter sofrido tanto, tanto, tanto… Com um peso teológico imenso. Mas as pessoas gostam muito de Papas que falam muito, que vêm cá para fora… Acho que este é um bocadinho incontinente verbal, fala muito, e às vezes é um bocadinho assustador por isso.

Mexeu em questões fracturantes: nulidade dos matrimónios, acolhimento de divorciados e de homossexuais…
Bom, a Igreja é a Igreja, não é? É feita pelos homens e acho bom que ele a vá tentando mudar. Não pode ser ao ritmo da Igreja, que entretanto passam-se gerações e os católicos fogem todos, mas ele anda mais rápido que o Lucky Luke. Às vezes desconcerta, porque não sei se não fala mais rápido que o próprio pensamento. Acho este Papa muito para fora, e eu tenho dúvidas sobre isso.

Gostava muito de Bento XVI. Pensa muito em Deus?
Eu adorava o Bento XVI, e acho que foi muito incompreendido porque as pessoas gostam dos papas que são muito populares, que dão muitos beijinhos. Não compreendem o que é ser chefe da Igreja Católica e ter esse peso. Acham que é assim como o Tony Carreira. Não sei, parece que ele tem repentes. De repente abre os olhinhos, ficam muito iluminados e parece que houve um curto-circuito na cabeça. Dá ideia de que a coisa não é muito mastigada, ponderada. Confesso que sou uma católica muito… como explicar? Tenho o conforto da religião sem a chatice da Igreja (risos). Actualmente, não quero pensar muito, porque se pensar muito vem o racional ao de cima, e a fé não tem nada de racional. E não sei se no confronto da fé com o racional a fé ganha, e eu quero que a fé ganhe. A fé é um sustentáculo enorme para a vida que acaba com a morte. Porque a morte é fácil de pensar como uma coisa que é uma passagem, no sentido em que a vida não acaba. Na verdade gostava de ser budista, no sentido em que para eles a vida continua com uma evolução. No outro dia, no carro, dei por mim a pensar que a eternidade pode ser uma chatice. É uma never ending story. A eternidade, vista pelos católicos beatos – que são muito chatos, e talvez por isso não vejam a eternidade como uma chatice –, é uma coisa que não tem fim. É o ser sem fim. É sempre ser. E uma pessoa pensar que existe sempre é uma coisa… Ser sempre é cansativo. Agora, em termos budistas, eu vou ser sempre diferente. Não é a forma, é eu existir. Mas voltando ao início, a fé para mim é uma coisa muito forte. Falar com Deus é algo que eu faço regularmente.

Tem medo de envelhecer?
Há uns anos não tinha, mas agora tenho. Acho que é natural. Assusta-me ir ficando incapaz. Não quero viver muitos anos. Não tenho medo de morrer, mas tenho medo de ficar dependente.

Tem recorrido muito ao dr. Chams, o “médico dos famosos”?
Tenho, tenho. Acho que estou melhor, não estou? É ele que está a tentar recuperar-me as minhas feições antigas, depois de eu ter andado com a cara tipo balão por causa de todas as coisas que me injectaram para tentar tapar os buracos com que fiquei por causa dos quistos que tive. É um excelente médico e eu vou lá frequentemente. Além de que é muito divertido. Lisboa inteira vai ao dr. Chams, encontra-se sempre alguém.

É fascinada por moda?

Gosto de seguir a moda, gosto mesmo. Acho graça. Mas pergunto sempre aos meus filhos se não estou ridícula. Acredito que eles não me vão deixar ir ridícula para a rua (risos)

Acha que ainda vai voltar à televisão?
Duvido. Mas o engraçado é que me estão a aparecer várias coisas que espero que se concretizem mesmo, que é para ensinar comunicação, tanto na universidade como em escolas profissionais e em cursos mais específicos.

Bronca: Manuela Moura Guedes arrasa Nilton

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A ex-jornalista da RTP e da TVI decidiu quebrar o silêncio numa entrevista dada a um jornal nacional.
Nesta grande entrevista, Manuela Moura Guedes fala da polémica que a própria causou ao sair, em directo, do programa “Barca do Inferno”, da admiração que tem por Paulo Portas entre outros assuntos.

NILTON e a Barca do Inferno da RTP Informação

E o “Quem Quer Ser Milionário”? Como surge o convite?

Surgiu da RTP, pela parte do Luís Marinho. E diverti-me imenso a fazer aquilo. O público era feito de pessoas fantásticas, das mais diversas proveniências… e eu criei uma empatia com o público que, afinal, é parte do espectáculo. Aquilo, nos intervalos, era uma coisa extraordinária: desde dançar valsa ou o tango com alguns que eram dos Alunos de Apolo até fazer discursos – alguns chamavam-me Evita Perón. Acabou por ser muito divertido, porque era outro registo, mas utilizei muito a minha experiência de jornalista. Mesmo na pesquisa das perguntas, tentei que o nível se elevasse um bocadinho para incutir a aprendizagem. Tentei que o critério não fosse o das perguntas para curiosos que lêem coisas estranhíssimas, aquelas perguntas malucas, mas sim o de perguntas de cultura geral, de facto. Perguntas que ensinem coisas às pessoas. Claro que a partir de um certo nível tem de haver perguntas estranhas e realmente mais difíceis. E depois tentava, nas conversas com cada concorrente, perceber como estava o país, como é que as pessoas viviam. Não me focava tanto nas histórias pessoais e particulares de cada um. Mas isso vem da minha experiência como jornalista. Adaptei-me a um formato que não é o meu e acharam-me muito simpática. E eu pensei: que engraçado, a imagem que têm de mim é a da bruxa má. E eu sou tudo isso, só que tenho de me adaptar às coisas, não é?

Alguma vez tem saudades, gostaria de voltar atrás no tempo?
Sabe do que tenho saudades? Agora naquela novela “A Única Mulher” toca uma música que é “Foram cardos, foram prosas”, e eu oiço aquilo e traz-me alguma nostalgia. Porque aquilo é a minha voz mas naquela altura, naquele tempo. E traz-me nostalgia. Para já, porque é uma coisa que eu não segui. Foi uma coisa que me deram a oportunidade de fazer, que teve imenso sucesso, mas que eu não continuei. Nem sabia o que aquilo daria. Mas foi assim uma coisa! Agora olho para aquilo e oiço-me, e às vezes nem me lembro de que sou eu. Também porque eu não sou pessoa de me ir ver, não vejo coisas de antigamente. E aquilo sou eu noutra época, com outra voz… é outra coisa.
Mas nós somos muitas coisas. A Manuela fez música, entretenimento, informação, foi deputada…
Sim, sempre fui muitas coisas. Fiz tudo o que me deram oportunidade de fazer.

E agora, se pudesse, o que seria?
Eu sou isso tudo. Em termos profissionais? Não sei…

Se tivesse uma oportunidade para voltar à televisão, não voltava? Para fazer o que fazia antes?
Para fazer jornalismo? Tinha de ser à minha maneira. Não é à minha maneira, é à maneira séria. Mas sim, se me dessem essa oportunidade, voltava.

Recentemente esteve no programa “Barca do Inferno”. Porque aceitou o convite?
O director de informação da RTP, o José Manuel Portugal, disse que gostava muito que eu participasse num programa de debate. Eu disse que sim e ele disse que iam pensar nas outras pessoas. A certa altura, dei com aquele preenchimento. Não fui eu que o escolhi. E só com mulheres, que é uma coisa a que eu fico alérgica.Era preferível que tivesse sido de luta na lama, era mais sério do que aquilo. Aquilo não era um programa sério. Para já, com aquele moderador, que é um humorista. Mas há humoristas que podem moderar, e aquele nunca o fez. Nunca quis moderar. Estou a dizer que nunca quis porque ele voluntariamente queria, muitas vezes, atiçar-nos umas contra as outras. Não sei, se calhar acha graça a que as mulheres se piquem.

Isso dá audiência.
Pois, mas a certa altura ninguém nos conseguia ouvir. Eu saí de lá algumas vezes de lágrima no olho – também típico de mulher. Mas era insuportável, havia alturas em que era impossível discutir. E eu não podia mandar pessoas à merda. Mas dava vontade, às vezes, de dizer: “Peço imensa desculpa, mas vou mandar aqui a minha colega… bardamerda.” Não se pode, não é? Em televisão, não se pode. Mas dá vontade, porque disseram-se ali coisas extraordinárias.

Por exemplo?
Sei lá, que não há dívida. Que eu não tenho de pagar dívida porque não contribuí para a dívida. Uma confusão entre Estado e governo, inclusivamente. Enfim. Que se era contra, que se queria a falência das empresas, dos bancos, e que seria o pleno emprego… é uma equação difícil de resolver.

Como conviveu com o programa, então?

Mal. Mas tinha-me comprometido.


Mas um dia levantou-se e foi-se embora…

Eu tenho uma regra em televisão. Aguentei o Marinho e Pinto sem lhe dizer o que pensava. E aguentei estoicamente ouvir as maiores enormidades, o que com o meu feitio não é fácil. E há pessoas com quem não se pode dar uma resposta porque aquilo dá peixeirada da grossa. E em televisão não se pode fazer isso, mesmo que a pessoa esteja a ouvir o pior. Portanto, aguentei. Tal como aguentei insultos inacreditáveis na Barca do Inferno e tive de estar calada. Porque se eu respondesse à letra, se calhar aquilo até à chapada ia. Mas sou profissional de televisão. Sei que há um determinado limite que não dá. Portanto, das duas, uma: ou respondia ou amochava. E ficava ali a deitar fumo.

Optou pela terceira alternativa. O que fez saltar-lhe a tampa?

Já tinha sido demais. Eu estava a perguntar à Isabel Moreira coisas sobre o programa do PS e ela virava a cara. Eu falava com ela, insistentemente, sobre a história do consumo e como isso ia garantir emprego, e ela, em silêncio, olhava para o outro lado, por cima da burra. E eu voltei-me para o Nilton e disse: “Ó Nilton, modera. Modera.” E ele achou que aquilo tinha sido uma ofensa, porque ele queria que a coisa escalasse. E disse para eu ter mais educação. E eu, ou respondia “Nilton, devias moderar, que é coisa que não tens feito” – e aí as duas iam saltar em cima de mim e aquilo ia ser muito bom para audiências –, ou ia-me embora. Preferi ir-me embora.

Foi um momento de ruptura total.
Já o devia ter feito antes. Cheguei a ir para casa a chorar. Chegou uma altura em que era o Nilton que escolhia editorialmente os temas do programa com as duas – as duas de esquerda, bem entendido. Uma não discutia nunca Sócrates. Na altura da prisão de Sócrates, elas diziam que aquilo não era assunto! Que era um tema da justiça. Não se discutiu! Acabou por não haver programa nesse dia. Segundo eles, eu tinha problemas pessoais com o Sócrates. “Depois disto tudo, vocês dizem que eu tenho problemas pessoais com o Sócrates?” Bom…

Continua a não fazer cedências, portanto?
Como se vê, continuo. Se fizesse cedências, já teria emprego. Mas essa experiência foi muito dolorosa. Eu tenho sempre este azar: até queria fazer um programa de debate, mas tinha de me calhar esta composição? Uma deputada do género (risos), de esquerda-caviar [Isabel Moreira]; a deputada “wannabe”, que não é deputada e que gostava de ser da esquerda-caviar [Raquel Varela], uma investigadora que a qualquer momento dizia que era investigadora de conflitos laborais, no meio de 50 mil investigadores que há em Portugal. E depois, vá lá, havia a Sofia Vala Rocha, que tinha os pés assentes na terra. Tivemos uma estreia de programa fantástica, com a Marta Gautier, que suponho que também foi escolha do outro humorista… enfim, tenho sorte.

Bronca: Opinião de Manuela Moura Guedes censurada no FB

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Manuela Moura Guedes criticou fortemente a TVI e o PS na sua página de facebook mas passados uns dias a publicação da jornalista acabou por ser censurada por, provavelmente, ter recebido muitas denúncias. A jornaklista já reagiu a reste facto:

“A Censura ainda é o que foi!

Como prova esta noticia do jornal I , anteontem à noite, publiquei ,aqui nesta minha página pessoal ,um comentário sobre o que tinha acabado de ver na TVI e que , por ser tão óbvio, era mais uma prova da manipulação vergonhosa que a estação tem estado a fazer a favor da campanha de António Costa. Bom, como se pode verificar, a minha publicação desapareceu! Evaporou-se!… Como não fui eu que a apaguei , só me resta concluir que alguém não gostou do que escrevi e censurou. Já não bastava terem censurado um jornal nas vésperas das eleições de 2009 porque não agradava aos socialistas, agora vão ao ponto de me cortarem a liberdade de expressão no meu espaço pessoal. Os donos da TVI são os mesmos, os espanhóis que em Espanha detêm o jornal El País, afecto ao PSOE. É o vale tudo!” – escreveu Manuela Moura Guedes

Recordamos agora o que Manuela Moura tinha escrito na sua página pessoal de facebook:

“vergonha dos media” 

“O crescimento do emprego na Europa é uma excelente notícia para Portugal e para os portugueses , principalmente porque diz respeito a um dos maiores problemas do País, que afecta directamente as pessoas. Ora , por tudo isto, era natural que fosse uma das principais notícias do dia” (…)

“Pelo menos ,que não fosse mandada quase para o fim do jornal, como aconteceu na TVI. Faltavam seis minutos para as 21h00 quando deram a notícia. O mais curioso é que até tinham já incluído no jornal o programa do Ricardo Araújo Pereira que de Informação não tem nada. É claro que isto é uma opção editorial e política. Só quem estiver distraído é que não reparou na campanha a favor de Antonio Costa que a TVI está a fazer” (…)

“Aqui, são todos muito ” independentes” e, assim, assistimos, sob a capa de grande “independência” , às mais vergonhosas manipulações. Porque não assumem? A TVI está longe de ser caso único!”, escreveu na altura.

Manuela Moura Guedes acusa a TVI

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Depois de ter protagonizado o momento mais quente da televisão portuguesa deste Verão, ao abandonar o programa “A Barca do Inferno” a meio da emissão em directo conduzida pelo o humorista Nilton, Manuela Moura Guedes decidiu atacar o jornalismo da TVI, num texto a que lhe deo o título de “Vergonha dos Media”: Continuar a ler “Manuela Moura Guedes acusa a TVI”