“Jornal da Tarde” da RTP1 vence Jornais da SIC e da TVI

Jornal da Tarde

O informativo da hora de almoço da RTP1 registou a melhor audiência de 2019.

Em dia de jogo da selecção nacional de futebol, o informativo do Canal 1 foi líder de audiência, vencendo o “Primeiro Jornal” da SIC e o “Jornal da Uma” da TVI.

Passamos aos números: o “Jornal da Tarde” que ontem, domingo, foi apresentado pelo jornalista Carlos Daniel registou 7,2% de rating e 19,4% de share.

O “Primeiro Jornal” da SIC surge no segundo lugar do pódio com 6,9% de rating e 17,8% de share.

A TVI e o seu “Jornal da Uma” aparecem na terceira posição com 6,0% de rating e 16,2% de share.

NOTA: os dados aqui apresentados são da responsabilidade da CAEM/Gfk. (Dados Live+Vosdal)

«Telejornal» vai ter emissão de 2 horas

Telejornal

O principal informativo da RTP vai ter duas horas de emissão.

O Telejornal faz 60 anos na próxima sexta-feira, sendo o programa mais antigo da televisão portuguesa no ar. E é por esta razão que, neste dia, o bloco de notícias da estação pública terá, excepcionalmente, duas horas de duração.

TEXTO:

Nasceu a 18 de outubro de 1959 e, desde então, constituiu-se como uma âncora da grelha do primeiro canal generalista da TV portuguesa. O seu nome, Telejornal, confunde-se com o género televisivo. Nestes anos, foi ali, na RTP1, que parte de nós pontuou a importância daquilo que ia acontecendo no país e no Mundo. Ainda assim é, embora o atual ambiente mediático seja mais diversificado, o que relativiza a sua centralidade. No entanto, é exatamente isso que torna os desafios ainda maiores. Podemos fixar quatro períodos na história do Telejornal da RTP: o da censura, o do monopólio em regime democrático, o da concorrência e o da pós-TV. São marcos importantes que ajudam a perceber o percurso da televisão portuguesa, a conhecer a sociedade que fomos construindo e a compreender a evolução do jornalismo. É obra.

1959-1973: Período da censura. Eis o Telejornal como ritual de legitimação do poder político, a espelhar um país vagaroso, vergado a hierarquias e preso a tradições. Percorrendo os alinhamentos da altura, encontrámos um jornalismo que confundia munícipes com paroquianos, que arriscava preencher uma edição com a divulgação das listas da União Nacional às eleições nacionais (8 de outubro de 1965), que tratava os governantes como “nossos ministros”, que promovia campanhas de apoio aos soldados enviados para as Colónias e que transmitia apelos de ajuda individual…

1974-1991: Período do monopólio em regime democrático. Nesta linha temporal, cabem a revolução de abril e a instabilidade que decorria dos primeiros passos em liberdade. E cabe igualmente a aprendizagem de um jornalismo que se abre a uma ideia de atualidade que tem os assuntos do dia como principal referência. Ainda estamos longe do primado do direto, mas caminha-se progressivamente para uma agilidade de um noticiário onde a importância começa a desenhar-se como um valor-notícia.

1992-2000: Período da concorrência. Com o aparecimento da SIC em outubro de 1992, a RTP percebeu que havia mudanças a fazer. O Telejornal era uma poderosa âncora de audiências e foi, durante anos, um importante instrumento de contraprogramação. Sentia-se na velha Redação da 5 de outubro em Lisboa um esforço colossal para que o noticiário fosse o primeiro a noticiar a última coisa que estava a acontecer. As peças tornavam-se mais curtas, o grafismo mais valorizado, os ângulos imprevistos mais destacados, o direto mais recorrente. O jornalismo televisivo fixava aqui uma das suas maiores evoluções.

2001-2018: A era pós-TV. Os canais do cabo chegavam e consigo transportavam uma informação contínua a exigir mais peças para os alinhamentos noticiosos, mais interlocutores para os plateaux informativos e mais formatos de informação. Nas redações das TVS, os jornalistas deixaram de trabalhar ao ritmo dos noticiários da hora do almoço e do jantar. A urgência em formatar a atualidade é acentuada pelo universo digital que vai multiplicando ecrãs e introduzindo uma mobilidade no consumo de notícias que há muito deixou de estar circunscrita aos lugares onde (ainda) temos os tradicionais ecrãs de televisão. “ 

Fonte:JN Felisbela Lopes – 19 Outubro 2018 

Informação da RTP é aquela em que os portugueses mais confiam

RTP confiável

A informação do canal público é aquela em que os portugueses mais confiam.

“De acordo com o Digital News Report 2019, que analisa o consumo de notícias em 38 países, os portugueses confiam mais em marcas de notícias “respeitáveis”, sendo a televisão e online os meios mais procurados como fonte de notícias. A RTP é a marca mais confiável em Portugal, revela ainda o relatório anual.

Com base no Digital News Report anual, do Reuters Institute for the Study of Journalism, da Universidade de Oxford, a televisão é o meio que os portugueses mais procuram como fonte de notícias (81%), seguido de perto pelo online (79%).

Entre as marcas mais confiáveis para o acesso a notícias a nível televisivo está a RTP, seguida da SIC Notícias, de acordo com o relatório. “A televisão pública RTP continua a ser a marca mais confiável“, pode ler-se no documento.

Quanto à confiança nas notícias em geral, regista-se um decréscimo de 4 pontos percentuais (58%) em relação ao ano passado. Ainda assim, Portugal continua a ser o segundo país deste estudo onde mais se confia nas notícias. 

A nível global, o relatório anual conclui que há cada vez maior preocupação com a desinformação, e por isso algumas pessoas são “mais cuidadosas” marcas escolhidas para o acesso a notícias e partilha de conteúdos online. 

Acerca dos modelos de negócio, o relatório destaca que “é muito pouco provável as assinaturas de um título único funcionarem para muitos dos consumidores, que desejam aceder a várias marcas de uma forma fácil o ou que não encontram real mais valia no pagamento por notícias”. 

“Nalguns países a fatiga da subscrição também pode estar a instalar-se, com a maioria das pessoas a preferirem gastar o seu orçamento limitado no entretenimento (Netflix/Spotify) em vez de em notícias. Com muitos a olhar para as notícias como uma tarefa/obrigação, o relatório sugere que os editores podem lutar para aumentar substancialmente o mercado das subscrições a preços mais elevados para apenas um título”, pode ler-se ainda no documento. 

A mudança de comportamentos no acesso à informação é “mais aparente” nos mais jovens e mais instruídos. Por exemplo, o relatório revela que há cada vez menos consumidores no Facebook e cada vez mais noutras plataformas como o Whatsapp, Instagram e Youtube, por comparação com o ano passado.

Existe ainda um “crescimento continuado” do formato podcast entre os grupos mais jovens. 

O relatório aponta também que “a confiança nas notícias via pesquisa (33%) e nas redes sociais (23%) mantém-se estável, mas baixa”.

Há um dado preocupante em países como o Reino Unido, onde se registou um aumento significativo de pessoas que dizem evitar as notícias. Metade dos inquiridos “afirmam que o fazem porque os faz sentir em baixo”, enquanto outros dizem sentir-se “impotentes face ao que está a acontecer”. 

Outro dado a destacar é, por exemplo, a queda abrupta dos níveis de confiança nos media noticiosos em França para 24% (menos 11% que no ano passado), com os media “sob ataque por causa da sua cobertura do movimento dos ‘coletes amarelos’”, pode ler-se no relatório.

Entre os vários países analisados, quase dois terços dos inquiridos “sentem que os media são bons a mantê-los informados (62%), mas que são menos bons a ajudar a compreender as notícias (51%)“.

Estes são apenas alguns dados que foram revelados esta terça-feira pelo Reuters Institute for the Study of Journalism. A 24 de setembro será lançado o Digital News Report Portugal, onde serão divulgados dados mais detalhados sobre o país.  ” – noticiou a RTP

Jornal da Tarde vence Jornal da Uma, da TVI

Audiência TV

Na passada sexta-feira, o informativo da hora de almoço do canal do estado venceu o noticiário da TVI.

Jornal da Tarde, RTP1 – 4,6% de rating e 20,2% de share

Jornal da Uma, TVI – 4,3% de rating e 19,2% de share

A SIC e o seu Primeiro Jornal foram líderes no horário ao alcançarem 6,7% de rating e 28,8% de share.

Mas no sábado, o informativo da RTP1 desceu até ao último lugar do pódio ao registar 4,8% de rating e 15,% de share. A TVI e o Jornal da Uma ocuparam o segundo lugar do pódio com 5,5 de rating e 18,3% de share. A SIC, mais uma vez, foi líder no horário com o Primeiro Jornal que registou 6,1% de rating e 19,7% de share.

NOTA: os dados aqui apresentados são da responsabilidade da CAEM/Gfk. (Dados Live+Vosdal)

“Jornal da Tarde” vence “Jornal da Uma”

Audiências das 13h00

O informativo da hora de almoço da RTP1 venceu esta sexta-feira o informativo da TVI.

O “Jornal da Tarde” registou 4,8% de rating e 21,7% de share, segurando o segundo lugar do pódio.

A SIC com o seu “Primeiro Jornal” alcançou o primeiro lugar do pódio com 6,7% de rating e 30,8% de share.

A TVI com o seu “Jornal da Uma” desceu até ao terceiro, e último, lugar do pódio com 3,3% de rating e 15,1% de share.

NOTA: os dados aqui apresentados são da responsabilidade da CAEM/Gfk. (Dados Live+Vosdal)