José Rodrigues dos Santos parte a loiça toda!

Entrevista a JRS

Foi numa entrevista ao jornal “i”, que o jornalista da RTP falou de algumas polémicas que viveu na RTP.

De seguida, pode ler um excerto da referida entrevista onde o pivot do “Telejornal” parte a loiça toda:

Como é que sabe que os políticos não gostam de ser entrevistados por si? 

É óbvio que não gostam, faço perguntas chatas…

Há aquela entrevista célebre com José Sócrates, em que ele começou a ficar irritado com a sua insistência…

A pergunta essencial era esta: como é que ele podia ser contra a austeridade, se ele próprio havia cortado salários e pensões e aumentado impostos? Ele podia dizer algo como “a austeridade é algo a evitar”. Mas não pode dizer “sou contra a austeridade”. Fazia-me confusão que ninguém lhe fizesse essa pergunta. Tinha de ser confrontado com os factos.

Mas há outros políticos que não queiram ser entrevistados por si?

Obviamente as minhas perguntas são incómodas. Tenho um conhecimento dos assuntos – de política e não só – mais ao pormenor, porque tive de os estudar para escrever os meus romances, pois eles são justamente veículos de conhecimento. Aliás, curiosamente, saiu agora numa revista literária em França um ensaio a analisar os meus romances como veículos de conhecimento.

Imagino que ouça muitos elogios e felicitações. Também ouve coisas desagradáveis?

Em geral as pessoas não fazem isso. Ocasionalmente, pode acontecer dizerem-me “não gosto do seu romance”. Mas geralmente não me interpelam negativamente…
 

Já nas redes sociais é diferente…

Aí sim, mas não ligo. Os partidos possuem departamentos e recorrem a agências que criam perfis falsos e inundam as redes sociais. Aliás, julgo que isso foi feito comigo, com aquela história do Alexandre Quintanilha, quando eu me enganei e referi que o deputado mais velho do Parlamento era uma mulher. Isso foi um escândalo, acusaram-me de ser homofóbico e de outras coisas que não faziam sentido nenhum. Depois acabei por perceber que aquilo era manipulado por partidos para atingir determinados fins. É um mundo que desprezo totalmente, e aconselho os jornalistas a fazerem o mesmo. A política tem um lado que é o que se diz abertamente. E depois tem outro lado que é o das campanhas negras, que todos fazem. Portanto, quando leio coisas nas redes sociais entra por uma orelha e sai pela outra, o que é fácil dado o tamanho das mesmas.
 

[risos] Por na influência dos partidos, tem-se discutido muito o caso da Sandra Felgueiras e de o Sexta às 9 ter sido adiado para depois da campanha. As pessoas na RTP falam disso?
 

Sobre questões internas da RTP não vou falar. Há órgãos próprios para tratar destas questões, como a Direção de Informação ou o Conselho de Redação. É evidente a importância da Sandra Felgueiras e do Sexta às 9, e terminar com o programa é impensável. É uma ideia que não tem pernas para andar e toda a gente tem consciência disso.

Quando era diretor de Informação sofria muitas pressões?

Ocupei o cargo por duas vezes, durante um governo PS e outro PSD/CDS, e as coisas eram todas feitas de forma mais subtil. Vou dar um exemplo. Não querem que se fale sobre o cultivo da batata e dizem-nos: “Você acha que é ético falar sobre o cultivo da batata? Há tantas coisas tão mais importantes”. Depois tem duas hipóteses: ou afirma “tem razão”, e finge que a decisão é sua; ou diz “Não. O cultivo da batata é importante”. Essa capacidade de contrariar o político, de lhe dizer “não” nos olhos pode não estar ao alcance de toda a gente. Até porque sabemos que se dissermos “não” muitas vezes não permanecemos muito tempo no cargo. Eu saí duas vezes, e as duas foram saídas complicadas, sobretudo a segunda. Mas aquela função é de compromisso com o público e não com o político, que tem de ser colocado no seu lugar. No meu segundo mandato recebi uma mensagem de alguém que me disse: “Eles – do Governo – sentem que não têm à-vontade para falar contigo”. Eu disse: “Ainda bem, é assim que eu quero e vai continuar a ser assim até ao fim”. Quando fiz a minha tese de doutoramento sobre reportagem de guerra, li vários relatórios, e havia um feito por norte-americanos na II Guerra que dizia que os únicos soldados eficientes eram aqueles que entravam no campo de batalha conscientes de que podiam morrer. Eram os únicos que lutavam, enquanto os que tinham esperança de sobreviver se escondiam. Na altura pensei nisso: “Só posso ser diretor de Informação se acreditar que posso não sair daqui vivo”. E lutei com essa convicção. Das duas vezes não saí de lá vivo, mas das duas vezes cumpri o meu trabalho e a minha missão. Porque aquilo é uma missão, não é uma carreira.
 

Notou diferenças de um Governo para o outro, entre PS e PSD?

Sim. Estive no tempo de António Guterres e Guterres não se metia em nada. Depois, estive no de Durão Barroso, que também não se metia, mas pronto… Também tem a ver com os ministros e aqueles que tutelam, e com as suas personalidades. No caso do PSD eram mais brutos e no PS mais sofisticados… mas o resultado final era o mesmo. Todos eles querem que se fale bem deles e calar o que lhes é desagradável. Eu encarava as coisas como um jogo de futebol. A equipa que fazia a falta dizia que não era falta e a que sofria dizia que era. E eu tinha de ser o árbitro. Sentia que essas queixas aconteciam para pressionar, para ficar com medo, para condicionar e intimidar. Quando me sentia condicionado, ia falar com alguém em cujo juízo editorial confiava, como a Judite de Sousa ou a Marina Ramos, e deixava a decisão nas mãos deles.
 

Como jornalista e apresentador ainda sente essas pressões?

Vou contar-lhe o pretexto que conduziu à minha demissão em 2004. Andaram durante quase dois anos a sugerir-me a nomeação de determinada pessoa para correspondente em Madrid. Obviamente que era uma cunha – e isso para mim, naqueles termos, era corrupção. Eu podia ter dito: “Olha que boa ideia”. E a decisão era legítima. A partir do momento em que a tomasse, ninguém percebia. Mas a pessoa tem de ter coragem. De repente, temos o mundo contra nós. Dizemos: “Vocês querem que seja nomeada esta pessoa, mas não vai ser, porque não são vocês que tomam essa decisão”. Cheguei a receber recados e até podia fazer como me sugeriam, mas fazia ao contrário para perceberem que eu não estava às ordens. Para aquela função é preciso coragem, integridade e uma grande convicção do que estamos a fazer. Se não tivermos espírito de missão, aquela noção de que podemos “morrer”, não vamos exercer bem a função.
 

Mas essa coragem hoje é muito rara. Olhando à sua volta encontra pessoas que a tenham?

Encontrei casos. O Joaquim Furtado fez isso. Ou o Nuno Santos. O Nuno Santos foi despedido por ter coragem. “Morreu”, efetivamente, em combate. Para mim, é uma das grandes vergonhas da RTP. Como é que despedem um diretor só porque a RTP cobriu exemplarmente o caso da licenciatura de Miguel Relvas? Depois inventaram uma desculpa qualquer, mas a razão foi essa. O Nuno Santos sabia que o seu destino podia ser esse. Apenas porque estava a afrontar o ministro que tutelava a RTP – aliás, não estava a afrontar, estava apenas a fazer o seu trabalho.
 

Quando há mudanças de Governo, como em 2015, também se nota uma mudança de ambiente na RTP?

Graças ao ministro Poiares Maduro, a RTP saiu da tutela do Governo. O Governo já não pode nomear ou demitir administradores. Isto faz uma grande diferença.
 

Mesmo assim, quando há mudança de Governo, certas figuras podem passar a ter mais influência por serem amigos de um ministro, por exemplo…
 

Pode acontecer. Mas do ponto de vista do mecanismo, a RTP saiu da tutela do Governo e isto é um avanço civilizacional. Consta que existem projetos para que o Governo voltar a nomear a administração. Isto será o mais perigoso para a nossa democracia. Quando a RTP saiu da tutela do Governo foi o 25 de Abril da RTP e isto quer dizer que há projetos para regressar ao 24 de Abril. É inaceitável. Chegámos ao ponto de o presidente da RTP anunciar que o Governo soube pelos jornais o nome da pessoa nomeada para diretor de Informação, pela primeira vez na história, com o Paulo Dentinho. Quem pode negar que isto é um grande avanço? A RTP é um serviço público, não é um serviço estatal ou governamental. Tem de ser tutelada, como tudo, mas não pelo Governo, que é parte interessada. E dizer que passa para o Parlamento é uma falsa solução, pois quem está no Governo é, normalmente, quem controla o Parlamento. Isso seria fazer a RTP regressar ao 24 de Abril fingindo que não está. Claro que quem o fizer nunca vai dizer: “Isto é para acabar com o excesso de liberdade, nós queremos controlar a RTP”. Vão dizer: “Isto é para a RTP ficar melhor”. Mas o objetivo seria controlar. O poder político procurará sempre tentar fazer isso.

Falou em excesso de liberdade. É assim que vê a atual situação?

Quando tive de me demitir em 2004, o ministro da tutela declarou em público que havia excesso de liberdade na RTP. É um grande elogio, devo dizer. A verdade é que semanas depois eu saí. O poder político tem sempre esta tentação, e nós temos de fazer barreira a isso. A nossa liberdade é a coisa mais importante que temos enquanto jornalistas. A liberdade de poder dizer as coisas como elas são.”

Última Hora: Maria Vieira arrasa RTP

Última Hora

A actriz Maria Vieira acaba de arrasar a estação pública, onde a principal área visada foi a informação.

Num texto bastante longo, Parrachita fala da entrevista a Lula da Silva e do programa Sexta às 9:

Ontem à noite, a RTP transmitiu uma entrevista com o presidiário Lula da Silva que teve lugar na cadeia onde ele está apodrecendo, em Curituba. Ou seja, a emissora de televisão gerida e controlada pelo Estado português, uma emissora que é sustentada pelos impostos dos contribuintes do meu país, resolveu enviar ao Brasil um jornalista pago com o meu dinheiro para entrevistar um ladrão da pior espécie, um criminoso condenado em Segunda Instância, sobre o qual continuam pendendo ainda mais seis processos de corrupção e lavagem de dinheiro que continuam aguardando julgamento!!!
Antes de mais, como é que é possível que um ladrão encarcerado, possa conceder entrevistas a orgãos de comunicação social? Será que a seguir o jornalista Paulo Dentinho vai entrevistar algum pedófilo preso na cadeia de Bangu, um assassino de mulheres detido numa choça de São Paulo, ou um ladrão de velhinhos numa pildra de Porto alegre?
A RTP, uma estação de televisão completamente dominada pelo Partido Socialista (a suspensão do programa “Sexta Às Nove”, da jornalista Sandra Felgueiras, nas vésperas das eleições, é mais uma prova disso mesmo) uma estação de televisão cuja Directora de informação (pasme-se) é familiar do actual Primeiro Ministro de Portugal, prefere entrevistar um criminoso justa e devidamente condenado, que foi ex-presidente do Brasil, do que entrevistar o actual presidente daquele país que foi democraticamente eleito pela esmagadora maioria do povo brasileiro!!! Isto só visto, porque contado ninguém acreditaria!
Durante a referida entrevista, o criminoso Lula da Silva afirmou-se inocente, ofendeu o presidente Jair Bolsonaro, contou um rol de mentiras sobre o mesmo e acusou Sérgio Moro, ex-juiz e actual Ministro da Justiça do Brasil, de ser um mentiroso, entre outras barbaridades regurgitadas na Cara de Paulo Dentinho!!!
Se eu estivesse nos sapatos do Bolsonaro, cortaria de imediato as relações diplomáticas com o governo português e no seguimento da sua maravilhosa e hilariante recusa em assinar e ratificar o Prémio Camões que Portugal resolveu atribuir ao comunista/milionário Chico Buarque, só para ser mais fofinho, negaria ainda qualquer tipo de financiamento público brasileiro para encher mais os bolsos desse cantor socialista/caviar!

Dina Aguiar esteve na SIC | Vejam as fotos

Jornalista da RTP na SIC

Dina Aguiar, jornalista da estação pública que está a comemorar este ano 41 anos de carreira esteve no programa das manhãs da SIC, a falar com Cristina Ferreira.

Veja as fotos:

VEJA O VÍDEO:

https://sic.pt/Programas/o-programa-da-cristina/videos/2019-07-19-Dina-Aguiar-tem-41-anos-de-carreira-e-conta-Ate-amanha-se-deus-quiser.-Desde-que-estou-na-televisao-que-digo-isso

Filho de Bolsonaro, embaixador nos EUA atrapalha-se a falar inglês: «c*ralh*, deu branco» | VEJAM O VÍDEO!

Brasil

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, indicou o seu filho, Eduardo Bolsonaro, como Embaixador do Brasil nos Estados Unidos da América.

Numa das suas primeiras entrevistas como Embaixador nos EUA, Eduardo Bolsonaro dá que falar perante a maneira como fala inglês.

Veja o vídeo: