OPINIÃO: Daniel Oliveira (SIC) copia estratégia adoptada pela TVI durante anos a fio

SIC segue estratégia da TVI

Artigo de Opinião

Tema: A cópia já é melhor que o original?

Um artigo de: Duarte Fanico

Daniel Oliveira, director da SIC, está a seguir as pisadas da TVI. Ou seja, neste momento já tem três telenovelas no ar, uma a seguir à outra: Terra Brava, Nazaré e Golpe de Sorte.

O que não deixa de ser curioso, uma vez que esta fórmula, que funcionou durante anos a fio na TVI, deixou de fazer sucesso no canal de Queluz de Baixo, muito antes da SIC ser líder de audiências.

Como volta a fazer sucesso na SIC?

Os portugueses não estavam fartos de tantas telenovelas?

É algo que não deixa de ser estranho e que dá que pensar…

Para além de ter três telenovelas no ar, também Daniel Oliveira trocou o horário de algumas delas. A que era do horário das 21h45 é a telenovela que actualmente ocupa o horário das 23h00. Falo da telenovela, apelidada pela SIC de série, Golpe de Sorte.

Afinal, as audiências, tal como são medidas em Portugal, são ou não de confiança??? Sinceramente, eu não acredito nesta medição, muito menos feita por uma empresa, a Gfk, que tantos erros tem apresentado ao longo dos anos em que tem tido esta tarefa.

As operadoras de TV por cabo, deveriam ser as responsáveis pela divulgação das audiências, pois melhor que elas para divulgar o que cada português vê não há. As operadoras do serviço de cabo sabem o que se vê em cada casa por este Portugal a fora. Esta sim, seria uma ferramenta fiável e com números realmente verdadeiros.

No início deste ano a TVI deixou de ser líder. A SIC começou a ganhar tudo, ou quase tudo e a TVI a perder tudo, ou quase tudo … estranho, não concordam?

Até breve, aqui na VOX POP TV

Duarte Fanico

Ele Há Coisas: “Este País Não é Para Velhos”

Ele Há Coisas | Nova Temporada| Ano: V | Por: João D´Oliveira

O espaço de opinião da VOX POP TV: o site sobre a nossa TV e os nossos Artistas!

Tema: “Este País Não é Para Velhos”

“Preferem pôr uns putos com bigode e barbas a fazer de velho” – a frase é do actor Carlos Areia, numa entrevista que deu esta segunda-feira ao programa “Agora Nós” da RTP1.

E, eu, não poderia estar mais de acordo. Este é o país onde quem manda esquece os velhos … esquece, não! Simplesmente os ignora, como se já estivessem fora de validade, inválidos, incapazes de fazer qualquer coisa que preste, como nunca tivessem existido.

Como português, dói-me a Alma quando vejo os nossos consagrados artistas ( e idosos em geral ) serem maltratados, ignorados e desprezados.

Lembro-me do caso da Anita Guerreiro que, este ano, será a terceira vez que estará afastada das Marchas Populares de Lisboa e, isso, é incompreensível! A Anita é a Alma das Marchas, é a vida das Marchas, é a alegria das Marchas, é o exemplo para os novos marchantes ….

Marchas sem Anita Guerreiro não são Marchas.

Acredito que, por cada ano que passe afastada das Marchas Populares de Lisboa, morra um bocadinho da Anita, que tanto deu aquele evento da cidade Lisboeta. Sem a Anita, as Marchas perderam brilho e aquele “P” de português.

A Anita é um ícone vivo de Lisboa, do fado, da ficção, é uma figura incontornável do nosso Portugal. A Anita faz parte da vida dos portugueses. Dos mais novos aos mais velhos, todos sabem bem que é a Anita … a sua voz denuncia-a logo. Tem 60 anos de carreira e já não precisa de provar nada a ninguém. Se não tivesse sido colocada na prateleira das nossas televisões, ainda hoje brilhava na ficção e ensinava os mais jovens que bem precisam de professores como a Anita.

Depois há a Florbela Queiroz, outra grande artista do nosso país, que ganhou todos os prémios que havia para ganhar na sua área profissional. Com tanto para dar à nossa ficção e aos actores mais jovens, também ela foi colocada na prateleira da RTP, SIC e TVI.

A Florbela Queiroz fez de tudo: teatro, comédia, drama, humor e até cantou e gravou discos que alcançaram galardões de Ouro. Foi preciso a tragédia bater-lhe à porta para que os canais se lembrassem de Florbela Queiroz… com o único objectivo de poderem aumentar as suas audiências com as coisas menos boas pelas quais a actriz passou. É triste! Muito triste … O normal seria lembrarem-se da Florbela e dos outros conceituados artistas pelo trabalho feito ao longo da sua brilhante carreira.

Depois temos o Tozé Martinho, autor das 2 telenovelas mais vistas de sempre em Portugal, afastado da escrita e da representação. Cheio de projectos, ninguém o chama … porque será? Será porque os tachos e tachinhos aos amigos tem imperado na RTP? será porque a SIC continua viciada sempre nos mesmos autores para escrever as suas telenovelas? Ou será porque o Moniz não gostou de ouvir as verdades e desabafos do Tozé Martinho?

Tudo isto não é normal num país que teve Luíz Vaz de Camões, Gil Vicente, D. Afonso Henriques, Vasco da Gama, a rainha Santa Isabel… E por aí adiante …

Tanto talento posto de parte… tanto bons artistas com tanto ainda para dar e não os deixam … é por serem velhos? Velhos são os trapos! O talento não se mede pela a idade … A ditadura dos directores da televisão em Portugal impera e os telespectadores continuam privados de ver os nossos grandes artistas.

Anita Guerreiro, Florbela Queiroz, Natalina José, Octávio de Matos, Carlos Areia, Rosa Villa, Tozé Martinho, Simone de Oliveira são, apenas, alguns dos nomes que os directores já não querem para interpretar papéis de pais, mães, avós … são os rostos de tantos outros rostos que estão esquecidos … preferem, pelos vistos, colocar os mais novos a fazerem esses papéis … já no Brasil, há actores a trabalhar com 80 anos de idade … isto é uma lição para quem manda nas nossa televisões e na nossa ficção … deviam olhar mais para o exemplo que vem do país de Vera Cruz.

Que triste a sina dos nossos artistas.

Como disse numa entrevista Florbela Queiroz: “este país não é para velhos” … e, infelizmente, é uma triste e dura realidade.

Ele Há Coisas – o espaço de opinião da VOX POP TV

Texto de: João D´Oliveira – cronista de tv

“Ele Há Coisas”: crónica de opinião | Hélder Silva – O Pivot!

“Ele Há Coisas” – o espaço de opinião da VOX POP TV

Tema: Hélder Silva – Jornalista da RTP

A RTP tem um dos mais completos jornalistas no activo, de nome Hélder Silva, a trabalhar na redacção do Porto. Ele não é só mais um pivot de um noticiário,ele é O PIVOT!

Não conheço pessoalmente o jornalista Hélder Silva, por isso, mais facilmente poderei opinar sobre a sua performance enquanto profissional do jornalismo.

Dotado de um tom de voz inconfundível, que enche a casa dos telespectadores, Hélder Silva marca a diferença pelo seu tom calmo e sereno e com a credibilidade que lhe é reconhecida. Credibilidade é o primeiro adjectivo que surge quando vimos o pivot da RTP no ar.

Quer seja em estúdio ou em reportagem no exterior, Hélder Silva prima pela qualidade, isenção e rigor que coloca nos diversos trabalhos que lhe são atribuídos.

Na cobertura da RTP em torno da visita do Papa Francisco, Hélder Silva mostrou, mais uma vez, o que é fazer uma emissão em directo durante várias horas seguidas. Uma lição para muitos profissionais da sua área.

O “Jornal da Tarde” não seria o mesmo sem ele.

A estação pública tem jornalista de alto gabarito, dos melhor que há no mundo e que a actual direcção de informação, liderada pelo Paulo Dentinho, não sabe dar o devido valor. Talvez por andar demasiadamente preocupado a dar tachos e tachinhos no pelouro que dirige na estação pública.

Hélder Silva merece o reconhecimento do público, o reconhecimento que assistimos, por exemplo,  na VOX POP TV, após vencer a categoria “Melhor Pivot Masculino das 13h00” na edição deste ano de “Os Melhores do Ano”. Viu-se o quanto é acarinhado pelos portugueses, que o encheram de mimos e mensagens cheias de amizade e carinho, o que só prova que é um dos rostos mais queridos da televisão portuguesa. E, este reconhecimento, é merecido pelo seu percurso profissional, pelo seu carisma e carácter, pelo seu brio profissional e pela sua simpatia natural.

É sempre agradável quando se liga a TV e damos de caras com Hélder Silva na apresentação do noticiário da hora de almoço na RTP1.

Jornalista há muitos mas como este há muitos poucos. Ainda há esperança no futuro do jornalismo em Portugal.

Uma crónica de Rui L.L. Cohen

“Ele Há Coisas”: Triste Sina esta, do Festival RTP da Canção!

Queriam eles (Daniel Deusdado e Nuno Artur Silva) fazer renascer o “Festival RTP da Canção“, aliás, afirmaram que seria o renascer deste evento mas, findo as três emissões (duas semi-finais e uma final) tudo não passou disso mesmo, ou seja, de um querer sem terem concretizado o que tanto apregoaram.

Triste sina esta, do Festival da Canção em Portugal.

A primeira semi-final teve a dupla José Carlos Malato/Sónia Araújo. Uma coisa ficou certa: esta dupla não funciona em palco. É o risco de se criar duplas improváveis, que também dão resultados improváveis.

A segunda semi-final trouxe Tânia Ribas de Oliveira/Jorge Gabriel. Tudo teria sido perfeito se o Jorge Gabriel perdesse os seus tiques de vedeta e a vontade de querer parecer estar a narrar um acontecimento para o “Telejornal”

A final trouxe outra dupla improvável, Catarina Furtado/Sílvia Alberto. Em vez de começar por cumprimentar os telespectadores, Sílvia Alberto entrou pela a emissão directa com um “Merda, Merda“, que deixou a sua colega Catarina Furtado quase sem reacção, mas que reagiu a tempo e minimizou a situação vergonhosa que Sílvia Alberto criou.

Depois, no domingo passado, conheceu-se o grande vencedor, aquele que vai levar às costas a responsabilidade de representar e defender as cores de Portugal perante toda a Europa.

E quem ganhou?

Bem, ganhou, na minha opinião, uma das piores opções!

Salvador Sobral conseguiu vencer a edição deste ano com a ajuda do júri, é certo, mas mesmo que seja um grande cantor, uma grande voz, um grande tema, uma grande música de amor, uma coisa é certa, a Eurovisão já não quer só amor … quer inovação, quer ousadia, quer coisas arrojadas e diferentes e, claro, não quer mais do mesmo. E o que a RTP vai levar? Mais do mesmo, parecendo ter parado no tempo e demonstrando que em Portugal não há inovação, arrojamento, criatividade… A RTP ainda não acordou para o que é hoje a Eurovisão da Canção, é pena!

Sobre o Salvador Sobral ainda tenho a dizer duas coisas:

1ª. –  o Guarda-Roupa: de quem terá sido a responsabilidade da escolha da roupa para o Salvador actuar? Péssima escolha que em nada o favoreceu em palco.

2ª. – Por momentos, temi pela vida do Salvador, pois os gestos que fez ao pescoço durante toda a actuação fez-me acreditar que algo de menos bom poderia acontecer … felizmente tudo acabou em bem.

Esteve-se em jejum do Festival da Canção um ano, por vontade da RTP, para depois regressarem e aprovarem uma das piores performances apresentadas em palco este ano.

Não tenho nada contra o Salvador Sobral, nem contra a sua música, nem tema levado ao concurso da música ligeira mas, não é, ainda, desta vez que Portugal vai brilhar aos olhos da grande família europeia.

Este ano, até tivemos em palco o Justin Bieber português, pois foi assim que o jovem Pedro Gonçalves se apresentou, bem ao estilo do polémico cantor. Se foi inovação? Não! Se foi diferenciador? Não! Foi sim, uma cópia, ou seja, uma falta de originalidade.

Termino tirando o chapéu a duas músicas que, para mim, conseguiram ser melhores do que todas as outras que se apresentaram em palco:

Vila La Diva: “Nova Glória” – Para mim, seria a justa vencedora.

Lena D´´Agua:“Nunca Me Fui Embora”, foi outra das boas surpresas na edição deste ano que também merecia um lugar na Eurovisão. Esta seria a minha segunda opção para representar Portugal.

Quero ainda referir que, preferia ter visto muito mais e muito melhor do que os temas apresentados. É pena não ver os artistas portugueses arriscarem, inovarem e acima de tudo primarem pela diferença…

E se acho que as minhas duas escolhas se sairiam bem na edição deste ano? Respondo com um óbvio “Não”. Por todas as razões que acima apresentei sobre o que actualmente a Eurovisão quer.

Boa sorte Portugal e … RTP!

“Ele Há Coisas” – o espaço de opinião da VOX POP TV, assinado pelo cronista Rui Cohen

“Calaram António Esteves Martins” | Especial “Ele Há Coisas”

“Ele Há Coisas” –  Edição Especial

“Calaram António Esteves Martins”

Quem acompanha o site VOX POP TV saberá quais foram as razões para este desfecho. Desde que comecei a acompanhar este caso, que envolve a RTP, sempre tive em mente que o caso ditaria a saída de António Esteves Martins da RTP. Infelizmente, não me enganei!

Segundo sei, este era um objectivo de Paulo Dentinho , director de informação, ou seja, conseguir fazer “cair” o correspondente da RTP em Bruxelas. Dentinho quer, à força, mudar os correspondentes da RTP espalhados pelo mundo e tem conseguido. Tirou a jornalista Rosa Veloso de Espanha, tirou o jornalista João Pacheco de Miranda do Brasil e, curiosamente, deixou o lugar que ocupava como correspondente da RTP em França vazio, desde que assumiu o cargo de director. É, no mínimo, estranho. Preferiu substituir os cargos de correspondentes que estavam ocupados, em vez de colocar alguém no lugar por si deixado, num país como a França, que tem sofrido vários atentados terroristas e que justifica a presença de um correspondente da RTP neste país. Até hoje, não há correspondente da RTP em França. Finalmente vai pode cantar vitória e colocar outro rosto no lugar de António Esteves Martins que se demitiu por ser maltratado pelo seu próprio Director de Informação.

Foi preciso ter Paulo Dentinho como director de informação da RTP para que António Esteves Martins deixasse de ser bom profissional. O que é estranho, com tantos directores de informação que já passaram pela a RTP, nenhum teve razão de queixa do jornalista, muito pelo o contrário, muitos até elogiaram o trabalho do jornalista.

Como é óbvio, este caso levanta suspeitas da forma com surgiu e de como foi conduzido dentro da estação pública.

Como é que o Provedor da RTP Jaime Fernandes – pode tecer, durante 5 minutos seguidos, afirmações e acusações sobre um profissional sem primeiro ter recolhido todas as informações necessárias para poder apresentar no seu programa, a “Voz do Cidadão”?

Como é que perante todas as acusações infundadas apresentadas pelo Jaime Fernandes, o director de informação Paulo Dentinho fica em silêncio e não defende o membro da equipa que lidera?

Até hoje, de Paulo Dentinho nem uma palavra sobre o assunto, mesmo sabendo que o jornalista António Esteves Martins foi acusado injustamente.

A história é esta: António Esteves Martins estava de férias em Londres, com a família, quando o terrorismo se abateu sobre a Bélgica. Logo, o Reino Unido fechou o espaço aéreo e, não só, por precaução. O correspondente da RTP não tinha como regressar a Bruxelas para fazer a cobertura dos acontecimentos e, muito menos, não tinha, nem tem, o dom de adivinhar atentados terroristas para poder marcar as suas férias junto da família.  Ora, a direcção de informação da RTP sabia que o jornalista estava ausente mas, mesmo sabendo deste facto, o director-adjunto de Vitor Gonçalves ficou furioso e, aos gritos, no meio da redacção de jornalistas e, nas costas de António Esteves Martins, chamando-o de “porco de Bruxelas” e acusando-o de “nunca estar quando é preciso”.

Será que  Vitor Gonçalves não goza férias na RTP? Será que as oferece aos colegas da direcção e à administração?? Será que pensa que só ele é que tem direito a usufruir deste direito? Ou será que pensa que os correspondentes da RTP são escravos e, por isso mesmo,  trata-os abaixo de cão? Tudo isto com a cumplicidade de Paulo Dentinho.

Se não tivesse tido adeptos nesta cabala contra o jornalista António Esteves Martins, alguém teria colocado Vitor Gonçalves, um xico-esperto, no seu devido lugar. Ser director-adjunto de informação não significa abusar do poder.

Será que alguém já se esqueceu que este mesmo Vitor Gonçalves esteve no meio da polémica sobre a cedência de DVDs à PSP, referentes à manifestação em frente do Parlamento, no dia 14 de novembro de 2012? Ele nega e diz que não deu autorização à PSP para visualizar as imagens “num ligar discreto” como alguém contou… mas, o que é certo é que possuía no seu gabinete 4 DVDs que diz ter destruído … foi também responsável de um livro sobre Cavaco Silva de nome a “Agenda de Cavaco Silva“. Não acho correcto um jornalista andar de mãos dadas com políticos porque, a sua independência profissional fica, desde logo, beliscada e é colocada em causa.

Com tudo isto é a RTP e, principalmente, os telespectadores que perdem um profundo conhecedor dos assuntos de Bruxelas, que está encarregue de monitorizar os orçamentos nacionais e recomendar medidas correctivas.

Perante estas graves e falsas acusações, sem apoio do seu director de informação, António Esteves Martins foi claro e disse que não estava para aturar insinuações e intrigas do seu colega Vitor Gonçalves.

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No decorrer desta polémica, António Esteves Martins disse ainda que “A RTP é uma boa casa, está é mal frequentada” e, tem toda a razão. Enquanto houver este tipo de parasitas, de lambe-botas na RTP, a estação pública nunca terá paz. E, deste tipo de gentinha a RTP tem de sobra, começando na actual administração, acabando nalguns directores.

Olho para isto tudo e vejo que a RTP está nas mãos erradas e caminha, outra vez, para o abismo.

Olho para isto tudo e fico chocado por ver que as mentiras que  Jaime Fernandes disse no seu programa, garantem-lhe o lugar de Provedor, ao invés de ser demitido do cargo que ocupa, depois de ter que dar o dito pelo não dito, perante a sua falta de profissionalismo e rigor que o cargo lhe exige.

Já que Paulo Dentinho não defendeu os jornalistas da estação pública, a Comissão de Trabalhadores da RTP emitiu um comunicado onde pediu a demissão de Jaime Fernandes por considerar que, no caso que envolve António Esteves Martins, o provedor faltou ao respeito e à “dignidade profissional e pessoal” de quem trabalha na RTP e ao “direito de defesa perante eventuais acusações

A Comissão de Trabalhadores da RTP disse ainda que, “confirmar a veracidade de uma acusação antes de lhe dar honra de espaço televisivo e permitir a hipótese de defesa não é uma obrigação reservada aos jornalistasé uma questão de simples decência“.

O Provedor Jaime Fernandes foi acusado pela a Comissão de Trabalhadores da RTP de, fruto da sua ausência de diligências para apresentar a verdade aos telespectadores, ter sido obrigado “a dar o dito por não dito“, o que concluem ter levado à perda de credibilidade junto do público e trabalhadores.

Não resta outra saída ao Provedor que não a demissão“, conclui o comunicado da CT da RTP.

António Esteves Martins é um jornalista com provas dadas e não precisa de provar nada a ninguém. Preferiu ser verdadeiro, em vez de colocar a máscara da falsidade como tantos fazem dentro da RTP. Não gostou de ver o seu trabalho e dignidade posta em causa e, como já diz o ditado “quem não se sente, não é filho de boa gente“.

Deixo ainda, uma palavra de parabéns à revista TV Guia que denunciou este caso e que se manteve atenta ao desenrolar dos acontecimentos. Pouca imprensa, para além desta revista e da VOX POP TV, teve a coragem de trazer o assunto para fora da estação pública e de contar a grande injustiça que estava a acontecer dentro da RTP, a televisão que é paga por todos os portugueses.+

Um Texto de Rui M. – Cronista da VOX POP TV

“Ele Há Coisas” – O espaço de opinião da VOX POP TV

O espaço de opinião está de volta à nossa/vossa página de sempre: a VOX POP TV!

“Agora é Tarde”, por Rui M.

Após uma longa ausência da rubrica “Ele Há Coisas“, ela está de volta e muito haveria para escrever sobre um passado não muito longínquo dos nossos canais de TV. Mas não é sobre esse passado mais recente que irei escrever, até porque presentemente há pano para mangas e muito por onde escolher. Assim sendo, não vamos perder mais tempo e passemos à acção das palavras!

TVI – Televisão Independente

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Foi preciso morrer Nicolau Breyner para a TVI se lembrar que tinha uma série guardada na gaveta desde o ano de 2011, intitulada “A Casa é Minha” e que tinha, só por acaso, o actor que agora partiu, como protagonista principal. O Nico  morreu, certamente, com mais este desgosto… e não teve a alegria de ver a sua sitcom ver a luz do dia no ecrã da TVI. Os responsáveis da TVI fazem jus aquele conhecido ditado popular que diz “Só se lembram de Santa Bárbara quando faz trovoada”, o que não deixa de ser irónico uma vez que “Santa Bárbara” é o nome de uma telenovela actualmente em exibição no canal. Embalada pela morte de Nicolau Breyner, a TVI não esperou tempo e depressa decidiu estrear a série já na próxima segunda-feira. Triste sina esta, a dos nossos artistas que para serem bons e recordados precisam, primeiro, morrer.

Finalmente o “Degredo” que é “A Quinta: o Desafio” vai chegar ao fim já este domingo. Aquela que diz ser a ficção da vida real há muito que perdeu essa vericidade. Hoje, sabe-se que os concorrentes são manipulados e “obrigados” a fazerem teatrinhos para que as audiências do reality show da TVI possam subir. O caso mais gritante é a concorrente Bernardina que tem sido a mais usada para “dar barracada” no programa, onde os palavrões são o seu ponto forte. Felizmente o fim deste telelixo está a um dia de acabar sem deixar saudades.

SIC – Sociedade Independente de Comunicação

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Pelos lados da SIC reina a revolução feita pelo novo Presidente do Grupo Impresa, filho de Francisco Pinto Balsemão, que promete nada deixar como antes. A dança de cadeiras foi dura e o resultado foi a subida de uns e a descida de cargo para outros.

No entanto a revolução, para já, foi mais na área da informação, uma vez que no entretenimento nada ou pouco mudou. Mas acredito que a área de programas também irá sofrer uma razia muito em breve. A principal mudança, até agora, na área do entretenimento é em torno do programa de cantorias,”Portugal em Festa“, que tem os dias contados e no seu lugar voltam as tardes de cinema que outrora deram alegrias à estação de Carnaxide, no que diz respeito às audiências.

Quem também anda numa revolução interna é a apresentadora Júlia Pinheiro que disse, muito recentemente, numa entrevista, que tinha ido para a SIC para não ser líder de audiências … isto depois de ter dito meses antes que ia ser líder nas manhãs e acabar com a liderança do “Você na TV“, da TVI. O grave nisto tudo não é tanto a afirmação, mas sim o cargo que a apresentadora ocupa na SIC, o cargo de Directora de Formatação de Conteúdos. Ora se tem poder na área de programas, como pode proferir frases desta natureza?! Será assim tão difícil de assumir que continua a ser derrotada pelo programa da Cristina Ferreira e do Goucha, passados quase 6 anos da sua saída da TVI para a SIC?

RTP – Rádio e Televisão de Portugal

Na tarde de ontem, sexta-feira Santa, Daniel Deusdado (director de programas da RTP1) lembrou-se de exibir, pelas 16h40, o filme “Os Gatos Não Têm Vertigens“. Até aqui, nada contra, até porque, para mim, é um dos melhores filmes feitos em Portugal, por portugueses. O problema é a RTP1 exibir um filme onde, na maior parte da acção, há palavrões atrás de palavrões, e ser transmitido numa tarde que coincide com o período de férias das crianças onde o consumo de televisão aumenta. Entre as 16h40 e as 19h00, a RTP1 seguiu entre alhos e bugalhos. O filme nem aos 10% de share chegou, ficando-se pelos 3% de rating e 9,5% de share. Será por causa deste tipo de atitudes na programação  que a RTP1 “está outra”????!!!!

Enquanto Daniel Deusdado e Nuno Artur Silva não “mataram” a série “Bem-Vindos a Beirais” não descansaram. Primeiro anunciaram que não iam renovar a série e depois mudaram-lhe o horário para mais tarde, chegando a não ser exibida vários dias seguidos. Assim se dá cabo de uma série bem feita, simples e que os portugueses abraçaram de coração cheio. O último episódio nem sequer foi anunciado durante a emissão da RTP1 e registou, apenas, 3,9% de rating e 8,3% de share, tendo sido o décimo-nono programa mais visto do dia em Portugal.

Até para a semana,

Rui M.

A Opinião na VOX POP TV: “Ele Há Coisas” por Cristiano S.

José-Pedro-Vasconcelos-Tânia-Ribas-de-Oliveira-e-Daniel-Deusdado-Agora-NósO espaço de opinião da VOX POP TV está de volta. E agora, para além do comentador habitual, Rui Miguel, o espaço de opinião passa a contar com um reforço de peso: Cristiano Santos.

Em setembro, é bom voltar a casa com a VOX POP TV!

ESTREIA Continuar a ler “A Opinião na VOX POP TV: “Ele Há Coisas” por Cristiano S.”

As 55 Sombras de Júlio Isidro

img_999x556$2015_03_17_17_37_37_113340_im_635622107204501891ELE HÁ COISAS | Por: Rui Miguel
“As 55 Sombras de Júlio Isidro”

O Júlio Isidro demonstrou ontem, na RTP1, que velhos são os trapos. Em Portugal há poucos como ele. Só no nosso país é que um profissional do calibre do Júlio é suplente.

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