Ana Leal: “Francisco George agarrou-me no braço porque a entrevista correu-lhe mal”

Ana Leal

A grande entrevista da jornalista da TVI ao jornal Sol continua a dar que falar.

Ana Leal, comentou a entrevista que fez a Francisco George, Presidente da Cruz Vermelha, e o momento em que o mesmo a terá agarrado no braço. imagens que a TVI tem com áudio.

Numa recente investigação à Cruz Vermelha, houve um episódio em que nas imagens de uma câmara que não fora desligada se queixa de que Francisco George a magoou. Foi um exagero ou houve mesmo intimidação?

Hoje estive a responder sobre isso na Carteira Profissional, que coincidência, depois de uma queixa dele. Eu fui a primeira jornalista portuguesa à época a chegar no início da guerra a Sarajevo. Era uma miúda, foi a primeira experiência em cenário de guerra. E vou dizer-lhe que a forma como ele me agarrou o braço… eu nunca me senti tão incomodada em 33 anos de profissão como naquele momento. A entrevista já tinha terminado, há oito minutos em que estamos a arrumar o material e o senhor está incomodado porque sabe que a entrevista não lhe correu bem e está a tentar dar-me a volta. E tudo se passa no corredor de saída, quando ele percebe que não controlou a coisa e que eu estou a ir-me embora. É nesse momento que ele perde a cabeça e agarra, magoando-me. Não foi só um agarrar, que não tinha sequer de o fazer.

Mas sentiu antes que isso poderia vir a acontecer? É que só assim se justifica que tenha pedido que a câmara se mantivesse ligada…

A câmara ficou ligada porque há uma altura em que ele pede para ser em off e eu digo que não há offs porque aceitou dar uma entrevista. A dada altura, como ele queria tudo em off, eu levanto-me e a câmara não é desligada, porque, assumo, quando eu sinto hostilidade eu dou indicação aos repórteres de imagem que até entrarmos no carro a câmara não é desligada. Ponto. Faço quando sinto que há coisas graves que podem vir a acontecer, não faço em todas as entrevistas. Este senhor achava-se o dono do mundo. Ele chegou a estar aqui na porta da TVI a dizer que queria ir fazer queixa de mim à administração. Os telefonemas que fez para o diretor de informação são formas de pressão que antecedem esta entrevista. 

Depois fez uma nova investigação sobre a Cruz Vermelha…

Sim, a dos carros. Ele aí inclusivamente queria que eu fosse ter com ele à Cruz Vermelha sem câmara e eu recusei. Não ia voltar a um sítio onde fui agredida. Disse que aceitava que fosse num local público e que levava câmara. E recusei. Ele criou uma hostilidade…”

Excerto da entrevista de Ana Leal ao Jornal SOL

Deixa o teu comentário

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s