Júlio Isidro: “A SIC lembrou-se de mim pela segunda vez”

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Júlio Isidro na SIC

Ontem, dia 21 de novembro, comemorou-se o Dia Mundial da Televisão e a SIC chamou Júlio Isidro.

Num longo texto, o apresentador conta a experiência de passar a tarde na SIC:

“A TELEVISÃO MATOU A JANELA….
Agora vivemos à janela de todos os aparelhómetros que nos trazem imagens, sons, verdades, muitas mentiras, medos, angústias, humores, amores, desamores, e que tendo sido concebidos como formas de comunicação têm vindo a diminuir drasticamente a comunicabilidade entre as pessoas.
Digo isto no dia Mundial da televisão onde me senti tão amavelmente convidado para falar desta minha paixão / ganha pão de quase 60 anos,
Fui ao programa da Júlia e ali aconteceu o falar ao perto, o diálogo positivo, o encontro de olhos nos olhos Júlia versus Júlio e ambos com um imenso público que gosta de ser parte destes encontros.
Diz-se tanto mal da televisão e tantas vezes com razão. mas ela pode ser aquilo que os seus donos quiserem, informativa, formativa, divertida, positiva, sonhadora e futurista , nunca se esquecendo que há gente do outro lado.
Estive 45 minutos na SIC onde fui tão bem recebido, particularmente porque venho de outro lado, da minha RTP, sem que tenha sentido esse estigma inventado a que chamam concorrência.
Agora a chegar ao 59 anos desta vida,( a assinalar no dia 16 de Janeiro) com tanta coisa feita de que me orgulho, com tanto trabalho, porque sempre percebi que não me chegavam algumas qualidades para este ofício e que só faria aquilo a que chamam uma carreira, se me preparasse para durar uma maratona.
Cá estou, no final desta vida profissional e da vida, tranquilo, orgulhoso pelo tijolo que acrescentei ao edifício da televisão em Portugal, desinteressado como sempre de honrarias e cada vez menos dado a acompanhar o pátio de galinhas ou fogueira de vaidades em que alguns querem transformar a minha querida televisão.
No dia mundial da televisão, a SIC lembrou-se de mim pela segunda vez, hoje com a querida Júlia Pinheiro, e há um ano, para ajudar a fazer o jornal da tarde. Fui de visita e senti-me como em casa.
Também a rádio me chamou, a TSF, mas não tive possibilidade de abraçar o notável colega Fernando Alves.
Com a idade vamos querendo uma casa um pouco melhor, um carro mais pequeno e mais confortável, uma ocupação mais leve mas que ajude ao exercício do corpo e do espírito a par de um reforço para o orçamento familiar, e uma televisão num cantinho só para vermos o que preferimos. Sim, porque o nosso maior poder como cidadãos do mundo, é o comando da televisão.
Não sei se é isso que quero ou desejo. Sei que gostava de ir ao jogos Olímpicos do Japão (nunca vi uns jogos e nunca fui ao Japão) adorava poder cumprimentar e falar com o Papa Francisco cinco minutinhos, sonho ver as minhas meninas formadas e encaminhadas, ainda andar de mão dada sem coxear ,com a Sandra da minha vida, e continuar a ser cumprimentado na rua por tanta gente, com carinho e respeitabilidade.
E mais: Gostava de estar vivo quando morresse, para ver com os meus olhos o que iriam dizer da minha partida,
A avaliar pelo que tenho visto com outros nomes do meio artístico e cultural, uma notícia de rodapé e um clip de 45 segundos com breves imagens de uma vida dedicada a esta invenção e amanhã há mais assuntos.
Tudo isto e muito mais, pensei e senti, neste dia mundial, mas também pessoal da televisão.” – escreveu Júlio Isidro

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