Cecília do Carmo: ex-jornalista da RTP revoltada com hospital

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Cecília do Carmo revoltada!

Perante a sua revolta, a ex-jornalista da RTP decidiu mesmo escrever uma carta ao Ministro da Saúde.

Leia a carta, na íntegra, que Cecília do Carmo escreveu ao Ministro da Saúde, devido ao tratamento que a sua filha teve no hospital onde foi atendida:

«Sr. Ministro,

Escrevo-lhe esta carta, depois de ter passado várias horas da última noite/madrugada no Hospital de Santa Maria em Lisboa, instituição que tão bem conhece. E passo a explicar o porquê desta minha decisão.

A minha filha teve ontem (quinta-feira) à noite um acidente de viação (felizmente está bem e a recuperar de algumas escoriações). Logo após o acidente teve um episódio de perda de consciência e foi transportada pelos bombeiros ao hospital. Imobilizaram-na e transportaram-na com todo o cuidado, como ditam as regras do protocolo. Chegou ao hospital, já consciente, mas com um pré-diagnóstico de traumatismo craniano (que graças a Deus, também não se veio a confirmar). Deitada na maca (imobilizada) e depois da triagem feita por uma enfermeira, foi encaminhada para a urgência para ser observada por um médico.

Sr. Ministro: sabe quanto tempo esteve a minha filha à espera da primeira observação por um médico? 3 (três horas)! Repito: 3 horas à espera para uma primeira observação com um pré-diagnóstico de traumatismo craniano!

E sabe porquê? Porque naquela urgência só estava mesmo um médico a receber e observar todos os doentes traumatizados que íam chegando ao hospital. Escusado será dizer que, sem mãos a medir. Mas não ficamos por aqui!

Eu estive sempre ao lado da minha filha, como estavam outros acompanhantes com outros doentes, todos em fila deitados nas macas. Ao fim de quase 3 horas de espera, o médico chamou uma senhora (pareceu-me sexagenária) que estava sozinha. Pelo intercomunicador ouvimos 4 (quatro) vezes o médico chamar pelo nome da paciente. A senhora, a muito custo, lá foi dizendo que era ela, mas não conseguia ir ter ao gabinete médico. Porquê? Porque naquela altura só estava um auxiliar/maqueiro, no referido serviço de urgência, que tinha ido levar outro paciente a outra zona do hospital. Deixei a minha filha e transportei eu própria a senhora na maca ao gabinete do médico para ser observada.

Depois deste episódio a minha filha foi chamada. E que foi que vi quando transportava finalmente a maca da minha filha? O médico a sair do gabinete e a levar a senhora que tinha acabado de observar de novo para a zona de espera, onde estavam todos os outros doentes. Uma espécie de médico/maqueiro, está a ver?… Porque a senhora não tinha ninguém a acompanhá-la e não havia um auxiliar para a levar…

Sr. Ministro, há uma palavra que prezo muito: DIGNIDADE. Aquilo que vi ontem nas urgências de um hospital central do país não é digno de ninguém. Nem dos profissionais de saúde, sobre os quais nada tenho a apontar, apenas a elogiar (todos!), nem dos familiares dos doentes (que tudo fazem para agilizar as barreiras que encontram enquanto esperam e desesperam), mas principalmente para os pacientes.

A importância e avaliação do SNS não se pode apenas fazer pela excelência dos profissionais de saúde. Essa importância e eficácia tem muito a ver com os meios que todos eles dispõem para poderem trabalhar. Deixe-me dar-lhe um conselho: experimente ir a uma urgência, com um familiar seu, sem se identificar (será difícil eu sei, porque o Sr. Ministro é uma figura pública), mas vá na mesma sem anunciar a sua presença. Talvez não diga tão prontamente que o SNS está bem.

Mas eu digo: nem está bem, nem se recomenda. Tenho vários amigos (profissionais de saúde) que trabalham em vários hospitais públicos em Portugal. Todos se queixam de situações parecidas com as que acabei de relatar. Lamento tirar-lhe algum do seu tempo com esta missiva que, confesso, preferia não ter que escrever. Mas trata-se, repito, de DIGNIDADE.

E sobre isto, tenho dito!» – Cecília do Carmo

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44 comentários Adicione o seu

  1. José Milhazes disse:

    Os Hospitais Administrador hospitalar, lamento muito o que aconteceu à sua filha, já procurou saber por quem foi nomeado o Administrador deste hospital?

  2. Mário Vitorino Gaspar disse:

    Vou iniciar o comentário pelo fim. Vivemos em Portugal que foi o meu berço. Caso tivesse 60 em lugar de 75 anos iria rapidamente para outro País. Nasci em Sintra, curiosamente habito na Freguesia do Campo Grande, Lisboa, que é Freguesia de nascimento dos meus dois filhos, e é para o Hospital de Santa Maria (HSM), onde nos deslocamos.A. Sou Deficiente das Forças Armadas, também vou ao HSM. Custa-me muito ver nos dias de hoje Comentários feitos por ANÓNIMOS. Como sou Português, ponho um acento agudo por ser palavra esdrúxula. Em Março de 2002 tive uma Síncope Cardíaca, fui sujeito a Cirurgia de Bypass (4 Bypass) e 16 dias em coma. A 14 de Maio do ano passado o meu filho com 42 anos teve uma Síncope Cardíaca e com bastantes complicações. Sucede que os corredores eram o habitat de grande número de doentes, chegados a Lisboa e oriundos de vários pontos do País, desde Braga ao Algarve. Só entendo explicação para os doentes caminharem para Lisboa, será por os Médicos preferirem viver em Lisboa. Quando de fala em descentralização, seria bom para os utentes. Pois o meu filho mais velho também teve uma Síncope Cardíaca, neste caso foi à urgência do Garcia da Orta. Não foi por acaso que disse ser Deficiente das Forças Armadas. O Estado vendeu os Hospitais da Estrela; de Belém e da Marinha à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa; Cruz Vermelha Portuguesa e a um Grupo Francês ou Belga, este com vista para o mar. Não seria justo ficarem esses Hospitais ao nosso Serviço já que são hospitais já equipados e com muitas camas. O meu filho mais novo foi logo prejudicado por terem sido detectados e entupimentos e levar só um Bypass, também sendo novo e cardíaco, ficou sem Cardiologista e sem Fisioterapia. Eu sendo Doente de Alto Risco tenho Consultas de 14 em 14 meses. Tenho familiares que aguardam por Consultas Urgentes para 9 de Setembro de 2019 e está à espera quase há um ano. De quem é a culpa? Grave e antes de serem operados, por vezes já debaixo de anestesias, colocam documentação para assinarem, decerto que seremos os culpados se algo correr mal. Os médicos lavam as mãos como Pilatos.

  3. Anônimo disse:

    A Sra. jornalista deveria era investigar quantos médicos deveriam estar a trabalhar e não estavam. As baldas nos serviços de urgência são o pão-nosso de cada dia.

  4. Mario Ponti disse:

    Dizer isto a um mi-nistro, ou deitar palavras ao ar, é igual.

    É ex-jornalista, mas se fosse actualmente jornalista seria igual.

    Os piores ignorantes. Cegos. Desligados da realidade. E só quando eles sentem na pele as consequências, é que medem o nível do desastre. Mas não percebem a razão.

    Por ignorância. Patética. Incompatível com a sua profissão.
    O trabalho de um jornalista consiste em informar. Ora como pode informar uma pessoa que é ignorante ? Só desenforma. Mantendo em paralelo os leitoras na ignorância
    .
    .
    O que a jornalista ignora :

    Não é o ministro da saúde português que detém o poder sobre a saúde portuguesa.

    Não é o ministro português, nem o governo, que mandam sobre a saúde portuguesa

    Se a articulação e a logística da saúde estão em caos, tanto em Portugal, como em TODAS as nações reféns da UE, é pela mesma razão. A mesma fonte. O mesmo mal.

    Um mal que não se cura em hospitais, nem com cartas enviadas a um simples ministro.

    Esse mal, que rói as nações, as sociedades, as populações, é a UE

    1 – Porque toda a politica relativa à saúde é ditada pela UE às nações reféns

    2 – Porque é a UE que impõe às nações reféns, nomeadamente pelos artigos 106 e 121 do TFUE, a abertura dos serviços públicos à concorrência e ao privado. Ou seja a venda tacita dos serviços públicos através as PPP’s

    3 – Porque a a UE que impõe que os serviços públicos sejam articulados sobre uma logica económica, de rentabilidade, e não como um apoio com custos normais, da sociedade aos seus cidadãos

    4 – E porque com a pilhagem perpetra pela mafia europeista às nações, as ditas ficam sem os recursos necessários para poderem prestar serviços de qualidade

    O que é a aliás o objectivo. Apodrecer lentamente os serviços públicos, para que sejam os próprios utentes a optar pelo privado. E eliminar os serviços publicos

    CONCLUSAO :

    Se a ex-jornalista nao fosse ignorante, em vez de escrever uma carte absolutamente inutil a um simples vassalo da UE sem qualquer poder; escreveria um artigo denunciando o caos que a UE impoe a Portugal. Como o impoe a todas as naçoes refens

    1. Adelino Sismeiro disse:

      Ignorante é você e também estúpido por insultar assim uma pessoa que está a chamar a atenção para problemas reais, e quanto ao resto quem manda e desmanda no SNS é o Governo, foi criado por um ilustre socialista António Arnault que deve estar aos saltos na sepultura de raiva por não poder responder-lhe a si pessoalmente, seu ignorante estúpido.

      1. Mario Ponti disse:

        Eu não insulto. Informo !

        Ignorante não é um insulto mas um estado. O que precede o estado do conhecimento

        E você faz manifestamente parte dos que ignoram a realidade.

        Você sim, insulta deliberadamente e injustamente os outros, tratando de “estupido” os que o informam. O qualificativo de estupido é que é um insulto. E pior ainda quando é dito por um ignorante

        .
        Para a sua informação :

        Em todas as nações reféns da UE é o mesmo caos, porque a fonte do mal é a mesma.

        Não. Não é um qualquer governo, seja ele de pseudo esquerda ou de pseudo-direita, que manda e desmanda o SNS

        Mas a entidade ilegítima e factualmente fascista chamada UE

        Como o relatei mais acima, é a UE e unicamente a UE, que com os seus tratados, as suas directivas e as GOPE, que impõe a TODAS as nações alvo sem excepção, as mesmas ordens, a mesma logica e o mesmo caos

        E enquanto pessoas como o senhor continuarem a olhar simples vassalos nacionais às ordens do facho-europeismo, sem verem a causa do mal, o caos continuará. De Portugal à França; da Espanha à Itália, da Grécia à Alemanha onde a sociedade atinge níveis históricos insustentáveis

        Enquanto as populações reféns do facho-europeismo (digo bem FACHO – europeismo porque a UE é uma entidade ilegítima, predadora e imposta à força às populações alvo),… enquanto portanto as populações prisioneiras deste impostura diabólica e arcaica não se libertarem, o desastre continuará

        Portugal continuará a sangrar, com dados falsificados consequentes ao exilio massivo da nossa população, o que corresponde a um genocídio tácito, que condena o futuro de Portugal

        Portugal continuará a ser o alvo de pilhagem, de entrega do nosso património a uma oligarquia mafiosa privada (aeroportos, hospitais, auto-estradas, transportes, Energia, correios, etc)

        Portugal continuará a ser violada da sua soberania e da democracia

        Portugal, como todas as nações reféns, continuará a caminho do precipício, até a UE se desintegrar enfim, como se desintegrou a precedente união soviética

        Só que reféns desta impostura arcaica e demente, ainda podemos salvar alguns cacos se nos libertarmos antes do caos final

        1. Anônimo disse:

          Tu não és ignorante,,, és Burro mesmo!!!

    2. Maria Santos disse:

      Isto, nada adianta. Foi operada ao coração pela segunda vez neste Hospital, e não posso dizer bem de nenhum profissional de saúde. Só eu sei o que sofri, e não me venham com desculpas que o pessoal é pouco. A vontade é que é, porque dizem eles (ganham pouco):

  5. Cristina Mota disse:

    Para mim, sem dúvida a referência mais importante desta carta é a frase: “A importância e avaliação do SNS não se pode apenas fazer pela excelência dos profissionais de saúde. Essa importância e eficácia tem muito a ver com os meios que todos eles dispõem para poderem trabalhar. ”

    Sim porque os profissionais são excelentes !

  6. Anônimo disse:

    O mundo real é como descreves ou pior, já foi muito pior, o mundo cor de rosa é onde vives, infelizmente:

  7. José Maria Videira. disse:

    OBRIGADO PELA CORAGEM E OPORTUNIDADE DA MISSIVA. ENVIADA. FALTA CORAGEM AOS PORTUGUESES EM FAZER SENTIR PERANTE OS RESPONSÁVEIS POLÍTICOS, DE MUITAS ÁREAS. AS LACUNAS. E INDIFERENÇAS, DE QUE TODOS (OU QUASE) SÃO VÍTIMAS, TALVEZ AS COISAS MELHORASSEM UM POUCO. CUMPRIMENTOS.

  8. Cecília disse:

    Amei, infelizmente estas verdades, quando vi esta publicação, logo me nasceu a vontade de responder, mas mais calma, vi que o trabalho estava completo e só partilho…. As pessoas acham ridículo quando alertamos apenas com o intuito de crescermos, sermos notados , mas não, infelizmente ou felizmente, há pessoas que têm o coração na boca e desabafam….

  9. emanuel marcos disse:

    Cara Cecília Carmo muito prezo o seu profissionalismo e o seu trabalho enquanto jornalista mas tenho pena de só agora ter aterrado no Pais que é portugal isto só porque pelos vistos a sua filha infelizmente teve um acidente..
    lembre-se isto acontece em todos os Hospitais de portugal e só os imbecis os incultos e os agarrados a maquina partidária que está no poder SUBLINHO A CADA ( 4 anos) PORQUE são TODOS IGUAIS ou não querem ver.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Como Jornalista infiltra-se sff faça uma reportagem a serio das urgências em portugal do tempo que se leva a atender um paciente e a ouvir os médicos de serviço dizerem aos pacientes de o como estão esgotados ….com horas acima de horas de como falta pessoas etc etc .e ESCREVO COM CAPS LOCK PARA SEJA OUVIDO BEM Alto Para quem não tenha capacidade para ser medico urgências ; quem já não consiga mais ; por fazer horas extras a mais ; etc etc..é a vida de quem tem de ir ao hospital dos pobres o PUBLICO.quem tem cartão de saúde para ir ao particular já nada acontece .agora quem desconta uma vida tem esta resposta como direito…

    Assim como tal infelizmente não sei se não foi bom lhe ter acontecido..
    isto é a vida de 9 milhões de portugueses ,AQUELES NÃO ROUBARAM O PAIS .AQUELES QUE TRABALHAM POR 580€ E TÊM DE PAGAR O QUE OS DONOS DOS BANCOS ROUBARAM E OS PRIMEIROS MINISTROS ROUBARAM OS ORDENADOS BALÚRDIOS DA TELEVISÃO PUBLICA as trafulhas feitas pelos deputados eleitos por estes e que recebem três e quatro vezes subsidios enfim …………….

    Cecilia aconteceu a um dos seus temos pena…………
    ESTA É A VIDA DE 9 MILHOS DE BURROS QUE AQUI ANDAMOS A DESCONTAR 580€ PARA VOÇES NA ( RTP) ENGORDAREM NA ASSEMBLEIA DA REPULICA ROUBAREM NO GOVERNO ROUBAREM ..

    TEMOS PENA VIVEM COMO OS 9MILHOES E TERÃO MUITAS REPORTAGENS POR FAZER DAQUI DE BAIXO PARA CIMA….

    1. Infelizmente, este desabafo é dos mais soft’s perante outras tantas situações diárias. O lado positivo, é que, pelo menos indignou-se publicamente… felizmente ela tem uma filha que aqui deu uma ajudazinha.
      Agora sem ironias… se há um lugar cuja dignidade é diariamente posta em causa é nas instituições ligadas à qualidade de vida e saúde. Não faço aqui apenas referência às unidades de saúde, vulgo hospitais e centros de saúde… veja-se o que se passa nos lares de idosos… chega a ser degradação total da dignidade humana…mas todos nós preferimos ignorar…

  10. Anabela Adrião disse:

    Na saúde, na educação e na justiça tudo está condicionado às decisões de apenas UM senhor, o ministro das finanças que tanto poupa qual Salazar, que poderá ser condecorado por isso, mesmo que morramos por falta de cuidados, atrofiemos por falta de educação ou percamos qualquer proteção dos nossos direitos. A sobrevivência de tudo tem dependido do profissionalismo e altruísmo de todos. Até um dia que venham outros cravos, que acabem os compadrios e a corrupção, as enormes diferenças entre as pessoas. Um novo Abril para acabar com as desigualdades. De tanto em tanto temos de mudar.

  11. Anônimo disse:

    Srª Cecília também eu lá estive nessa noite, ao seu lado.Confirmo tudo o que mencionou e também peço que haja dignidade que eu como doente e a sua filha estávamos com familiares, outros não.Triste, muito triste!

  12. Maria Diegues disse:

    Pois eu infelizmente tenho a dizer qu o sns está assim graças aos hospitais privados , que so sobrevivem à custa da adse e algumas seguradoras . Tambem infelizmente assisti e acompanhei uma amiga que faleceu ha 15 dias , andou sempre no privado, fizeram lhe todos os exames e mais algum , tratamentos inúmeros, passava dias inteiros no hospital à espera para os ditos todos e, eis que quando já não havia mais nada para experimentar e já não podiam cobrar à adse os milhares que tinham cobrado até ali pura e simplesmente foi abandonada. Por tudo isto, apelo a que se valorize e respeite o sns.

    1. Íris Azevedo disse:

      Pois, eu também sou dessa opinião. Parece-me que todos os médicos cuja especialidade não seja medicina familiar, fazem um pezinho no público – de que nunca abdicam, aliás – e um pezão no privado e assim vão constituindo fortuna à conta de um sistema público que se degrada, pois tanto recomendam pacientes para tratamentos públicos, como privados. O caso da ADSE é revoltante pois ninguém nos convença que esse subsistema sobrevive unicamente com as contribuições específicas. Para mim, equivale a tirar aos utentes não abrangidos. Enfim, as melhoras à vítima do acidente, mas há que ter uma visão global das Instituições e seu funcionamento.

  13. I(sabel Costa disse:

    Isto tudo é verdade. Também neste fim semana me aconteceu o mesmo com o meu pai.
    Que mais é irritante é que vejo a sociedade SATISFEITA com o governo que temos. Aprovação de 35 horas. Os profissionais da saúde não querem trabalhar para o sector publico.
    É tudo uma manobra de diversão/charme da parte do governo, para cima de nós contribuintes.
    Não vejo que se queria mudar seja o que for….

  14. Anônimo disse:

    – Eu estive no Hospital Lusiadas cinco horas à espera nad urgências. Comentei com familiares que agora era mais plausível ir ao hospital público. O facto é que uma familiar teve mesmo de se dirigir à urgência do S. José com um problema ocular e, foi vista pelo especialista em meia hora.

    1. Anônimo disse:

      No hospital Pedro hispano passa-se o mesmo só que os ditos assistentes operacionais ou estão no bar ou estão na sala de emergência no computador nos sites de jogos ou a marcar férias

  15. Maria Garcia disse:

    A lamentável realidade é quererem acabar a qualquer custo com o SNS . A campanha está em marcha e tudo e todos aproveitam para dizer mal.

  16. Maria da Conceição Silva disse:

    Só tenho a dizer que para me tirarem um osso de frango,que sem querer engoli, passei por três hospitais para me fazerem uma endoscopia pois só assim me poderiam tirar o osso. É caricato, mas é verdade tudo isto se passou em plena cidade do Porto

  17. Anônimo disse:

    Boa noite Cecília obrigada por dar o seu testemunho como figura pública espero que haja mais pessoas como você a denunciar este tipo de situações .
    No meu Conselho Manteigas a 40 km do Distrito da Guarda hoje( e nao é de agora )estava fechado o serviço de urgência e nao havia nenhum médico ao serviços (3 que ha no concelho )um de despesa ,outro de baixa e outro de férias, como é possível no pais que se diz civilizado !Mais uma vez agradeço e peço que como portugueses que somos que nos assistam essa dignidade!

  18. Anônimo disse:

    Sou Enfermeira num Hospital Central e dou-lhe toda a razão e isto não se passa só na urgência mas em todas as enfermarias. Eu como Enfermeira até tenho medo de um dia eu ou os meus termos de ir para lá e ficar. E isto sabe porquê? Porque os “Grandes” quando precisam vão para o privado e se tiverem mesmo de ir para um Central todos os funcionários são “obrigados” pelas chefias e até direção a estar em número presentes para que nada lhes falte. Isto é a realidade. O povo não tem o mesmo tratamento porque não há pessoal suficiente. Infelizmente é assim o nosso SNS.

  19. Josefina disse:

    Eu acredito no que escreveu infelizmente a minha mãe está a ser seguida nesse hospital, na cirurgia vascular e a 3 semanas soubemos que ela irá ser operada para lhe amputarem o pe e o dr. Disse que naquela semana não poderia ser operada não havia bloco e na 2semana iria estar cheio e nesta 3semana iriam ver… Agora pergunto quem trata das dores da minha mãe? O seu mal estar? A tristeza que ela sente? Ninguém! Outro episódio insólito a 3semanas na mesma consulta que frisei estava eu e a minha mãe a espera de sermos chamadas uma segurança veio a correr aflita porque um sr se estava a sentir mal e a onde estava com a minha mãe havia médicos e a segurança foi pedir ajuda pra quer sr ao que um dra que prometeu ou jurou tratar dos utentes respondeu a segurança: se p sr estiver mal a sra que o leve pras urgências para o tratarem! E assim o fizeram! Onde está a HUMANIDADE? É vergonhoso! É uma tisteza

  20. Maria de Jesus Filipe disse:

    Nas urgências de um hospital público nunca está só um médico! Estão sempre 2 equipas de cada uma das diferentes especialidades! Infelizmente conheço por experiência própria este funcionamento. Não obstante a razão que possa ter, denegrir o SNS é uma estratégia bem articulada entre alguns órgãos de comunicação social e altos interesses financeiros. De facto, o “negócio “ da saúde é um grande e apetitoso repasto para os interesses privados. Gostaria que alguns dos jornalistas e “ex-jornalistas “ também olhassem para o que há de bom (e é muito) no SNS e analisassem de forma isenta o que significa privatizar este setor. Obrigada. Maria de Jesus Filipe.

    1. Anônimo disse:

      Se é quem eu penso, não frequenta os hospitais públicos.

  21. António Manuel Valente do Carmo disse:

    O dinheiro não chega para tudo…..
    Ou se pagam ordenados milionarios a uns…..ou se metem mais umas centenas de medicos e enfermeiros…
    O problema é que não há tabela e medida para as coisas , é tudo feito ao Deus dará
    Espero que tua Filha ( mais uma Carmo como eu ), fique bem
    Desejo-lhe as melhoras

  22. Resistir à crise disse:

    Infelizmente, acontece o mesmo a todos os que têm a desdita de adoecer e ter de recorrer a um Hospital Público! Há tempos, senti-me muito mal por volta das 23.30, quando ia para me deitar. Como vivo sozinha, telefonei à uma irmã que vive a uns km de distância. Ela chamou o 112. Entretanto, eu comecei a vomitar, não me segurava em pé e os Bombeiros quando vieram,com uma carrinha de “emergência”, mas eram os Bombeiros Voluntários do meu concelho. Levaram-me para Viseu, uma enfermeira fez-me umas perguntas, puseram-me uma pulseira verde e levaram-me numa cadeira de rodas para um corredor cheio de cadeirantes iguais a mim e alguns familiares acompanhando. Estive à espera até às 4:30 da manhã e ninguém me disse disse uma palavra. Não vi médico nem enfermeira… Só os gemidos, a tosse… O desespero no olhar! Perante a situação, como senti que já estava melhor, já me segurava em pé, pensei :Que estou aqui a fazer? Disse para a minha irmã :Vou embora! E assim fiz, cheguei em casa, trazida pela minha irmã às 5:30,onde pude tomar um chá e finalmente descansar! O que me aconteceu foi uma indisposição do estômago ligeira e ao outro dia já estava bem, só tinha esta história para contar. Mas que porra de História! Oh! Quantas histórias, infelizmente bem mais tristes se podem contar! SNS? Uma coisa abominável!

  23. Francisca Leibundgut disse:

    Desejo que a sua filha esteja melhor .Parabens pela sua calma e personalidade , Infelizmente as urgencias nunca tiveram um atendimento rapido !Quer dizer que sempre ouve falta de operadores sanitarios ? Realmente o nosso Pais tem de mudar a respeito da saude ,mas muito

    1. NunoMe disse:

      QUE PAIS E ESTE……TERCEIRO MUNDO,TALVEZ,QUAO UTIL SERIA,SE EM VEZ DE CENTENAS DE HORAS GASTAS EM TODOS OS CANAIS,DISCUTINDO DA VIDA DE QUEM GANHAM MILHOES,QUANTO VALIE NAO TERIAM DISCUTINDO ESTES ASSUNTOS DA SAUDE E DA PREGUICOSA JUSTICA,SIM ESTARIAMOS MELHORES,E DEIXAVAMOS DE HABITAR COMO SEMORE NAS TRASEIRASDO EDIFICIO EUROPEU….NAO FALO NA COMPETENCIA DOS DOUTORES,FALO NA FALTA DE UM SISTEMA,QUE PRATIQUE UM SISTEMA JUSTO,OARA AS OESSOAS NAO SOFRAM O QUE TEEM SOFRIDO….TENHO PENA E TRISTEZA,,PARA QUE AS OESSOAS SINTAM DIGNAS DE UM SISTEMA DE SAUDE,VIRADO PARA QUEM NECESSITA E SE SINTA ALIVIADO DA SUA DOR E SOFRIMENTO….SRS.GKVERNANTES VAMOS LA DAR DIGNIDADE AO PORTUGUESES E COLOCAR PORTUGAL NUM CAMINHO DE ESOERANCAVE DIGNIDADE PARA TODOS…..

  24. Henrique Oliveira disse:

    Cecília do Carmo.

    Muito obrigado pela publicação.

    Quem aponta as misérias do SNS, defende o SNS, defende-nos a todos.

  25. Zé Miguel Meneses disse:

    Para que cada vez aconteça menos ou nem aconteça, assinem esta petição.
    https://participacao.parlamento.pt/initiatives/338

  26. Marina disse:

    A minha avó que já faleveu há uns anos foi muitas vezes para o Hospital de Santa Maria e a situação que relata de chamarem por doentes e eles em macas sem poderem sequer reagir, aconteceu-me dezenas de vezes. Transportei imensos para as salas de onde chamavam e não sou maqueira apenas neta emprestada de muitos avós que não tinham lá os seus netos!! Era isto 😢

    1. Íris Azevedo disse:

      Felizmente, quando acompanhei a minha tia ao hospital, como demorámos imenso a pô-la direita para se conseguir levantar e andar, quando demos por ela, o médico andava a ‘cirandar’ entre nós e a gritar o nome dela. Pensei que era o procedimento normal: se o doente não vai ter com ele, vem vêr o que se passa. Afinal, pelo seu testemunho, vejo que não! Muito mau. deve ser de Hospital para Hospital ou de profissional de Saúde, para profissional de Saúde.

  27. Marina disse:

    A minha avó que já faleveu há uns anos foi muitas vezes para o Hospital de Santa Maria e a situação que relata de chamarem por doentes e eles em macas sem poderem sequer reagir, aconteceu-me dezenas de vezes. Transportei imensos para as salas de onde chamavam e não sou maqueira apenas neta emprestada de muitos avós que não tinham lá os seus netos!! Era isto 😢

  28. Ferreira Santos disse:

    É lamentável e revoltante o que sucedeu à sua filha, infelizmente recorrente e diário em todos os hospitais públicos.

    Não adianta reclamar, temos um Ministro Faz De Conta, com cara de sonso, que faz de nós autênticos patêgos.

    O pior é que temos um PM que se fosse cantor ganhava todos os festivais ds Eurovisão, que assobia para o lado em situações como esta bem como noutras tão dramáticas mas que nem chega ao conhecimento dos portugueses.

    Tenho amigos e vários familiares profissionais da saúde e sem bem do que falo.

    Esperemos que os portugueses mantenham a memória bem fresca nas próximas eleições.

  29. Fernando Fernandes disse:

    Lamento o sucedido com sua filha e espero que continue tudo bem com ela, mas é nestas situações (sem câmaras por perto e sem avisos prévios de visitas jornalísticas e politicas), que se vê o real funcionamentos dos serviços de urgência/hospitalares. Só lhe peço que faça uso do poder que tem como jornalista, para denunciar esta e outras situações, a bem do SNS, dos utentes e dos seus profissionais.

  30. Anônimo disse:

    O SN Saúde está sob ataque. Querem transformar o SNS num sistema de negócio, isto é, num sistema com fins lucrativos. Desejo que a senhora jornalista, agora com esta experiência, possa manter este seu activismo critico e lute por um Serviço Nacional de Saúde como António Arnaut o criou. António Arnaut defendia um serviço Nacional de Saúde universal (para todos), publico e gratuito e bem gerido. A experiência nos principais países europeus mostra que a passagem do SNS de publico a privado tem sofrido retrocesso. O que penda disto a Srª jornalista? Quer um SNP sem fins lucrativo e publico?

  31. Justiça disse:

    É uma situação transversal ao SNS mas realmente a situação em Lisboa chega a mínimos de dignidade.
    Ainda bem que toca no Hospital de Braga, anónimo das 20:40. Sabe que tipo de gestão esse Hospital tem? É uma PPP. Pode ter resolvido as contas mas veja se resolveu o problema estrutural de recursos humanos.
    Está o SNS nesta situação (que se agrava há anos!) e ainda vêm certos senhores da política sugerir virar tudo a PPPs! Como se isso fosse resolver o problema!

  32. Sonia Rua disse:

    Infelizmente viveu o que os Portugueses vivem quando têm de se deslocar a um hospital; e mais; com dores ,cheia de tubos, sentada numa cadeira de plástico 7 horas e mandada para casa sem o problema estar resolvido.

  33. Anônimo disse:

    Só quem esrá metida nesta afjliçāo é que pode avaliar, nāo é só em Lisboa, mesmo em Braga é assustador

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