Pedro Boucherie Mendes

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Director da SIC elogia Moura Guedes

Pedro Boucherie Mendes escreveu um texto onde não poupa elogios à antiga jornalista da TVI.

O DIRECTOR DA SIC CRITICA AINDA ALGUNS JORNALISTAS PREMIADOS EM PORTUGAL.

Leia, agora, na íntegra, o texto escrito pelo jornalista e director da SIC.

“Ao contrário do que se pensa, as pessoas que trabalham na televisão não são todas inimigas ou amigas umas das outras e calhou só ter cumprimentado uma vez na vida Manuela Moura Guedes. Sempre gostei dela, quando era locutora de continuidade, cantora, jornalista repórter, apresentadora. A beleza está sempre na harmonia trazida pela desarmonia mas MMG sempre foi mais que uma mulher bonita. Antes do feminismo estar na ordem do dia, já ela era levada da breca. Por exemplo, recordo-me de ela ter processado o presidente do Sporting João Rocha (não recordo os motivos, mas sei que ganhou). Às tantas, MMG passou a ficar falada por dizer o seu próprio nome no início dos jornais que apresentava, o que em Portugal e para os portugueses soava esquisito e pedante. Como em todos os casos de alguém que ousa ser diferente, MMG pagava esse preço, como pagou sempre.
Ali na primeira década deste século, o seu jornal de sextas-feiras na TVI tornou-se muito peculiar por ser agressivo mas sobretudo por a sua equipa de repórteres parecer não ter aquele filtro tão opaco que caracteriza a relação entre jornalistas e políticos na nossa Democracia. Iam onde os outros não iam e metiam-se com que os outros não se metiam. Como MMG era o rosto, era ela quem era insultada, maldita, ofendida, por ser mulher e jornalista. A corda partiu pelo lado de MMG e da sua equipa. O jornal acabou suspenso e MMG acabou por rescindir com a TVI, admitindo em entrevistas seguintes que precisou de recorrer a tratamento para se equilibrar emocionalmente. Se na altura MMG tivesse ganho um dos 400 prémios de jornalismo que em que Portugal premeiam sempre o mesmo tipo de jornalismo e de jornalistas, cairia o Carmo, a Trindade, o Convento de Mafra, a Torre de Belém, o Cristo Rei, o Templo de Diana, o Convento de Cristo e talvez até o Bom Jesus. MMG era um insulto para o jornalismo com agá grande que Portugal sempre teve a sorte de ter.
A pergunta que faço hoje é se os seus colegas jornalistas que agora detém o controlo desses prémios, qualquer um que seja, estão a pensar nela – ou na equipa que fazia aquele jornal – para os prémios a decidir em breve, dado este final de 2017 tão cheio de revelações surpreendentes.” – Pedro Boucherie Mendes

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