Polémica: RTP usa ambulância para filmar sem autorização

É mais uma polémica a marcar o mandato de paulo dentinho na direcção de informação da RTP.

O grupo parlamentar do PS pediu esclarecimentos ao ministro da Cultura depois de, na quinta-feira, uma equipa de reportagem da RTP ter usado uma ambulância dos Bombeiros de Cabo Ruivo para filmar o interior do recinto do Hospital de Santa Maria, Lisboa. No texto, assinado por deputadas como Gabriela Canavilhas e Edite Estrela, os socialistas dizem que, após a equipa de segurança ter pedido ao motorista que parasse a ambulância, “o condutor apressou ainda mais a sua marcha, obrigando o vigilante a desviar-se, sob pena de correr risco“. Mais: as deputadas afirmam que, após pedida a colaboração da PSP para identificar os ocupantes da viatura, o condutor “se pôs em fuga“.

Ao CM, os Bombeiros de Cabo Ruivo negam. “Isso é mentira. Não cabe na cabeça de ninguém que o condutor avançasse com velocidade dentro do hospital, onde há tantos peões”, esclareceu o segundo comandante Carlos Simões. “O condutor não se pôs em fuga“, assegura. “Quando recebi a chamada da segurança do hospital para identificar o condutor, a ambulância ainda lá estava“, disse. Carlos Simões assume: “A RTP pediu que disponibilizássemos uma ambulância“, mas a corporação não sabia se havia autorização para filmar. Ao CM, a RTP diz que “cumpriu escrupulosamente todas as regras a que está obrigada, seguindo o Código Deontológico dos Jornalistas e o enquadramento legal do país”, mas não deu pormenores sobre o que estava a fazer no Hospital de Santa Maria, já que se trata “de uma reportagem que está ainda em fase de produção“. Já o Ministério da Cultura ainda não recebeu as perguntas das deputadas socialistas.

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vai pedir a abertura de um inquérito ao bombeiro que conduzia a ambulância com uma equipa televisiva que terá tentado entrar sem autorização no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. “Irei solicitar à Autoridade Nacional de Proteção Civil que abra um inquérito, a fim de saber o que é que se passou exatamente e, se for caso para um processo disciplinar, pois que se avance para esse processo disciplinar“, disse Jaime Marta Soares à Lusa. Em causa está o facto de, alegadamente, o motorista da ambulância não ter parado quando foi recebeu ordens nesse sentido da parte do segurança do hospital. Contactada pela Lusa, fonte dos órgãos sociais dos Bombeiros de Cabo Ruivo confirmou que a ambulância em causa foi utilizada no âmbito de um “serviço pro bono” feito à RTP e que sabiam “qual era o objetivo: era uma reportagem sobre mobilidade reduzida“.

O presidente da Mesa da Assembleia Geral, António Calado, adiantou que quem conduzia a ambulância era um bombeiro devidamente habilitado e assegurou ser “completamente falso” que tenha tentado fugir ou atropelar o segurança do hospital. António Calado frisou, ainda, que a ambulância “circulou sempre em espaço público“. Afirmando não estar, ainda, na posse de todos os elementos porque não ouviu os bombeiros de Cabo Ruivo — que cederam a ambulância em causa –, o presidente da Liga dos Bombeiros classificou como “absolutamente anormal e criticável” toda a situação. Jaime Marta Soares frisou que “não aceita, em situação alguma, que se tivessem permitido disponibilizar uma ambulância, que tem uma função exclusiva, para esse tipo de atividades“. “As viaturas dos bombeiros não são para ser usadas nessas situações, a não ser em coisas que tenham interesse público devidamente definido“, disse o responsável.

Numa carta enviada na sexta-feira, as deputadas do PS Gabriela Canavilhas, Eurídice Pereira, Edite Estrela, Luísa Salgueiro e Maria Antónia de Almeida Santos questionam o ministro da Cultura se confirma tratar-se de uma equipa da RTP e se, em caso afirmativo, considera adequado que o serviço público de televisão obtenha imagens de forma dissimulada, não autorizada e, no seu decurso, desafie a autoridade. Na carta, as deputadas do PS dizem ter tido conhecimento de que uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Cabo Ruivo entrou no acesso principal do Hospital Santa Maria, sendo notório que no seu interior seguia um operador de câmara profissional que procedia à captação de imagens. “A situação foi detetada pelo vigilante da entrada, que procedeu à comunicação dos factos a quem de direito, tendo este tentado, ainda que em vão, sensibilizar o condutor da dita viatura para que a imobilizasse“, lê-se na carta. No entanto, acrescentam, “além de não ter parado a viatura, o condutor apressou ainda mais a sua marcha, obrigando o vigilante a desviar-se, sob pena de correr risco“. Depois, com a colaboração da PSP presente no local, a ordem também não terá sido acatada pelo condutor da ambulância, que se pôs em fuga. “A identificação do condutor da ambulância terá sido feita com auxílio policial.

Ao que pudemos apurar, terão sido elementos da RTP a alugar a ambulância e o indivíduo que recolhia as imagens seria um operador da RTP”, adiantam. Contactada pela Lusa, fonte oficial da RTP confirmou a tentativa de entrar naquela unidade hospital dentro de uma ambulância, explicando tratar-se de “uma reportagem que está ainda em fase de produção“, e afirmou que a RTP “cumpriu escrupulosamente todas as regras a que está obrigada, seguindo o Código Deontológico dos Jornalistas e o enquadramento legal do país“.

Questionado sobre as questões levantadas pelas deputadas do PS no pedido de esclarecimentos ao ministro da Cultura sobre a situação, o presidente da Assembleia Geral dos Bombeiros de Cabo Ruivo disse “não entender como se envolvem nisto“, porque “há coisas mais escandalosas” a acontecer. “Já não é a primeira vez. Já tínhamos recebido pedidos de particulares, normalmente por parte de autarquias, associações, etc. Uma coisa é certa, fazemos serviços para particulares“, afirmou.

Contactada pela Lusa, fonte do Hospital de Santa Maria disse apenas que o motorista da ambulância “não parou ao sinal do segurança, assim como não parou ao sinal da polícia“, remetendo outros esclarecimentos para mais tarde.

Vera Roquette revoltada com o Palácio da Foz

A apresentação do livro que correu mal…

A apresentação do livro a que foi Vera Roquette tinha tudo para ser normal, como não poderia deixar de ser mas, nem tudo correu como seria esperado. A ex-apresentadora da RTP decidiu dar voz à sua revolta e contou tudo o que se passou no evento:

“HÁ QUE FALAR!

PALÁCIO FOZ: VERGONHA!

Lancei um livro no Palácio Foz. Esteve cheio não só nas cadeiras sentadas, mas igualmente cá atrás onde se mantiveram amigos em pé.

ONTEM NO LANÇAMENTO DA MINHA PRIMA RITA FERRO… ASSISTI AO IMPENSÁVEL.
NÃO DEIXAVAM ENTAR PARA FICAR EM PÉ!!!

Não só não deixavam entrar os convidados como os insultavam!!!

A Direcção mudou. Veio à porta uma senhora da chefia, meio engasgada!, e havia um segurança de uns 30 anos a praguejar alto e a mandar bocas de ódio aos convidados, coisa que nunca tinha visto antes.

Tudo o que ouvi, não dá para reportar!

Estive mesmo para filmar com meu telemóvel, mas temi que tal brutamontes me partisse a cara.
Era tipo segurança do kremelin (discoteca) e escarnecia!

Eu estive no lançamento, mas à saída assisti a este triste espectáculo.
Nem no fim deixaram entrar as pessoas para assinar os livros!!!

A imagem do Palácio Foz sob estas ordens e com um capanga destes
à porta… fica de rastos!

Eu estando lá em cima, ainda vim
resgatar uma amiga a todo o custo.
No mínimo alguém da organização deveria ter feito o mesmo, acho eu.

Pobre Portugal!… Palácio Foz? Ou Palácio Algoz?” – contou Vera Roquette.

António José Teixeira fala sobre os risos na RTP3

Semanas depois da polémica ter “estoirado” nas redes sociais através de um vídeo onde a pivot da estação pública, Alberta Marques Fernandes, surge exuberante na emissão em directo e Dina Aguiar acaba por ter um ataque de riso por causa do trocadilho da colega, o director da RTP3 quebra agora o silêncio sobre os risos na RTP3:

Não existiu situação alguma” garantiu António José Teixeira à imprensa, referindo-se à polémica que envolveu a jornalista Alberta Marques Fernandes que acabou por ser acusada de estar alcoolizada.

Bronca: Paulo Dentinho recorre ao palavrão para se defender!

Paulo Dentinho, director de informação da RTP, reagiu a uma crítica de um ex-jornalista da SIC recorrendo ao palavrão. Tudo aconteceu na página de facebook do repórter de imagem da estação pública, Carlos Pinota.

“Sinceramente, acho que um director de informação não deve fazer isto, não é este o papel dele. É a minha opinião, não se pode querer o melhor de dois mundos, como se costuma dizer … Ou o Paulo Dentinho demitiu-se e eu não ouvi falar de nada?” disparou Carlos Narciso, ex-jornalista de guerra da SIC

A resposta do repórter de imagem da RTP não tardou: E quando se consegue fazer o melhor de dois mundos ?!?!
Porque não…
Um director de informação também é jornalista. Não entendo porque se deve ter a ideia de que um director não pode andar no terreno, ou eventualmente até num cenário de guerra”
, disparou Carlos Pinota.

Carlos Narciso, ex-jornalista da SIC, não ficou satisfeito com a resposta do cameraman da estação pública e voltou a lançar mais achas para a fogueira: “Carlos Pinota meu caro, não vamos iniciar aqui uma polémica sobre isto, espero eu… mas um director de Informação nunca pode escolher-se a si mesmo, em detrimento da redacção… eu só aceitaria que o PD aí estivesse contigo se não houvesse bons repórteres na redacção ou se nenhum deles quisesse essa reportagem… se foi isso que aconteceu, retiro o que disse já, se não foi acho um abuso.Um director de informação nunca pode escolher-se a si mesmo, em detrimento da redacção … Eu só aceitaria que o Paulo Dentinho aí estivesse se não houvesse bons repórteres  na redacção ou se nenhum deles quisesse essa reportagem … se foi isso que aconteceu , retiro o que disse já, se não foi acho um abuso”, disparou.

E, de repente, Paulo Dentinho entra de rompante na conversa e é aí que a conversa começa a azedar: “Pois, Carlos, falas do que não sabes . E, lamento, não concordo nada contigo. Um director nunca deixa de ser jornalista. Eu sou. Vou continuar a ser. Não concordas? É a tua opinião. Vale tanto como a minha. Mas vais perceber melhor dentro de alguns dias. Eu quero fazer parte da tradição do grande Adelino Gomes. As minhas referências são mais essas., escreveu Paulo Dentinho.

Carlos Narciso volta à carga: “Paulo Dentinho, portanto, não havia jornalistas capacitados para essa tarefa. O Director de Informação teve de escolher o Paulo Dentinho. Não se fala mais nisso.

 A resposta de Paulo Dentinho não tardou: “Carlos, contínuas a falar do que não sabes. Repito: o Adelino Gomes foi director e não deixou de fazer reportagens. É melhor exemplo do que o do simples director; ou o director pivot; ou o director comissário político. Podia também referir o jornalista assessor do ministro. Relembra as coisas. O Adelino é um excelente exemplo. Por outro lado, e como não percebes nada disto, achas na tua imensa sabedoria e, constato, profundo moralismo – que bem que te fica! – que qualquer repórter pede o visto e chega aqui. Estás muito bem informado, pelo que vejo. Sim, não se fala mais nisso. É melhor para ti.” – atirou o director da RTP.
Carlos Narciso não se fica por ali e acrescenta: “Paulo dentinho é a segunda vez que dizes que não sei do que falo… gostava que me dissesses o que tens tu para me ensinar de reportagem. Quanto ao teu alter ego apenas registo o teu deslumbramento, mas isso não muda nada naquilo que é o centro desta questão: tu és o único jornalista da RTP que pode estar aí e portanto aceitaste o convite que te foi feito pelo senhor director de Informação.”
Paulo Dentinho responde assim: A conversa acabou. Depois percebes. Ou não. O mais estranho é depois de tantos anos ainda não me conheceres minimamente. Mas que se lixe. Eu também não te reconheço agora. Além disso, já não tenho idade para medir o tamanho da pila. A minha serve-me como é.”
Carlos Narciso volta a responder: Conheço-te o suficiente. Mas eu estive apenas a a falar de ética, mas não percebeste.
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NA FOTO: Carlos Narciso – Jornalista