Carlos do Carmo repreendeu em palco Marcelo Rebelo de Sousa E António Costa

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Carlos do Carmo repreendeu Marcelo Rebelo de Sousa em palco e o Primeiro-Minstro também não escapou ao raspanete.

No sábado, 25 de Junho, às 21h30, Carlos do Carmo deu um concerto no Anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian. Com ele, como convidado especial, estava o brasileiro Ivan Lins. A acompanhar, a orquestra Gulbenkian. Na plateia, via-se Camané, Teresa Patrício Gouveia, ou Rui Vieira Nery.

Problema (pelo menos para alguns): à mesma hora, Portugal jogava com a Croácia os oitavos de final do Euro 2016. Daí haver na escuridão muitas luzes acesas, dos ecrãs dos telemóveis.

Carlos do Carmo sabia que a concorrência era de peso nessa noite, e começou o concerto por fazer um anúncio: “Disseram-me que o senhor presidente da Câmara, o Primeiro-ministro e o Presidente da República iam estar presentes. Mas ainda não chegaram, devem estar colados ao ecrã, o que compreendo”.

Mais tarde, Carlos do Carmo apercebeu-se de um pequeno erro. “Afinal, o presidente da minha cidade, o Dr. Medina, está cá desde o início, agarrado ao telemóvel, a sofrer, mas está”.

Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, não. “Devem vir a correr os dois”, gracejou Carlos do Carmo. “Portanto, isto vai ser um concerto de afectos e de um optimismo por vezes difícil…”, concluiu, para entusiasmo da plateia.

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O jogo entrou em prolongamento e uns vinte minutos depois algum gritou golo e depois ouviu-se um “acabou!” Portugal ganhou. Ivan Lins levantou-se do piano e aplaudiu.

Dez minutos depois, movimentação na plateia. “Aí estão eles…”, diz Carlos do Carmo. As cabeças viram-se para cima à espera de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa. Mas era só o primeiro, que vinha com a mulher e seguranças. Sorridente, Costa sentou-se dois lugares ao lado de Fernando Medina.

“Senhor Primeiro-ministro, para não dizerem que falo as coisas nas costas, vou repetir o que disse no início.” E Carlos do Carmo voltou a falar de afectos e optimismo. Depois, concluiu para Costa: “Olhe que isto [concerto] já está muito adiantado, está mais perto do fim do que do princípio.”

E quanto a Marcelo Rebelo de Sousa? “Já o senhor Presidente [Marcelo], deve estar quase a chegar, porque ele consegue chegar a todo o lado…”

Marcelo não chegou a aparecer.

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Recorde-se que Marcelo Rebelo de Sousa estivera em França no Portugal-Hungria e afirmara, em declarações à RTP na zona das flash interviews, que não sabia se podia voltar para ver o Portugal-Croácia. “Vou ver se arrumo a minha vida, não estava previsto vir. Tenho umas cerimónias até às três da tarde.” Marcelo referia-se à Cerimónia Militar de Homenagem ao General Ramalho Eanes.

Pedro Mexia, consultor cultural do Presidente da República, diz à SÁBADO que não sabia do ocorrido, adiantando que “acontece com alguma frequência” Marcelo Rebelo de Sousa faltar a eventos devido a agenda sobrecarregada, havendo até “um encavalgamento de acontecimentos”. Pedro Mexia pediu alguns minutos para saber o que se passou. Novo telefonema e a posição oficial é a seguinte: “O senhor Presidente encontrou o Carlos do Carmo em Paris, houve um convite, ele disse que sim – ele tem tendência para dizer que sim – , mas [naquela noite] tinha uma comemoração familiar e acabou por não ir [ao concerto].” Nada a ver com o Portugal-Croácia? “O que me dizem é que tinha uma comemoração familiar”.

No dia seguinte, domingo, Marcelo Rebelo de Sousa esteve em Torres Vedras (na comemoração dos 60 anos da Adega Cooperativa de São Mamede da Ventosa) e referiu que durante o jogo com a Croácia foi contactado pelo seu homólogo de Moçambique e ficou “muito emocionado por ver que, de tão longe, havia, irmãos moçambicanos e outros que falam a língua portuguesa, além dos portugueses, a sofrer”.

Recorde-se que Carlos do Carmo tem 76 anos e é considerado o maior fadista português vivo. Em 2014, ganhou um Grammy, feito nunca antes atingido por um artista português. Tem um concerto agendado no Multiusos de Guimarães para 17 de Dezembro.

Os seus concertos já não são muito longos, por “ordens dos médicos”, como disse no sábado. A mais pedidos de encore, teve de recusar. “Não pode ser, ordens dos médicos, depois eu é que os aturo…”

In, Sábado

 

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