“Ele Há Coisas”, por Rui Miguel | O espaço de comentário sobre a TV portuguesa

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Ele Há Coisas” é uma rubrica de comentário sobre a televisão portuguesa assinada pelo cronista da VOX POP TV, Rui Miguel.

RTP – rádio e televisão de portugal

A Informação: Desde que o jornalista Paulo Dentinho assumiu a cadeira de Director de Informação da RTP, a área de informação parece ter parado no tempo, onde a inovação parece ser coisa do passado. A mudança de grafismo e de cenário na RTP1 não poderia ter sido pior. Um cenário cinzento, sem vida, que não é apelativo aos olhos … não é só na gastronomia que os olhos “comem”. Na TV, os olhos são os primeiros a avaliar os seus conteúdos. O legado que José Manuel Portugal (ex-director de informação da RTP) deixou a Paulo Dentinho devia ter sido aproveitado, pois os resultados estavam a começar a aparecer, ou seja, as audiências diziam que os portugueses estavam a fazer as pazes com a informação da televisão pública, após o polémico caso que envolveu o ex-director de informação da RTP Nuno Santos, Luís Castro , Vítor Gonçalves e a PSP. Como bom português, Paulo Dentinho preferiu não aproveitar a obra feita e decidiu refazer tudo, tal e qual fazem os políticos quando muda o governo.

A polémica que o Provedor do Telespectador da RTP, Jaime Fernandes, começou em torno do jornalista e correspondente da RTP em Bruxelas (Bélgica), António Esteves Martins, o qual acusou a direcção de informação e o jornalista de incompetência por não terem feito a cobertura dos atentados na Bélgica em cima do acontecimento, merecia que Paulo Dentinho, responsável máximo pela a informação da televisão pública, tivesse saído, em primeiro lugar, em sua defesa e da restante direcção de informação, em segundo lugar, deveria ter saído em defesa de António Esteves Martins que, há 33 anos está ao serviço da RTP como correspondente em Bruxelas e, quando é preciso, seja a que hora for, lá está ele, pronto a entrar na emissão da RTP e, em terceiro lugar, deveria ter mostrado aos restantes jornalistas que, como responsável pela a informação do canal, sai em defesa dos profissionais da RTP . Até agora, passados quase 3 meses sobre esta polémica, nem uma palavra de Paulo Dentinho… Fosse José Manuel Portugal o director, tenho quase a certeza que nada disto teria chegado a este patamar que só envergonha os jornalistas da RTP. É, no mínimo, estranho que, como director de informação, Paulo Dentinho não tenha, sequer, telefonado a António Esteves Martins para saber se ele estava bem, uma vez que estava a fazer a cobertura dos atentados terroristas naquele país.

Jaime Fernandes, o Provedor, mostrou aos portugueses como é incompetente. Preferiu acusar, durante 5 minutos, dos 10 que o seu programa tem, “A Voz do Cidadão“,  António Esteves Martins e a direcção de informação sem antes ter confirmado qual era a razão pela qual o correspondente em Bruxelas não estar a fazer a cobertura dos acontecimentos na Bélgica. A razão era simples: António Esteves Martins estava de férias em Londres, não tem o dom de adivinhar atentados terroristas, e não podia viajar para Bruxelas porque, devido aos atentados, o Reino Unido fechou o seu espaço aéreo por precaução. Custava assim tanto ao Provedor Jaime Fernandes perguntar aos Recursos Humanos ou à Direcção de Informação da RTP a razão da ausência do correspondente do canal público????

Semanas depois, o Provedor Jaime Fernandes diz numa entrevista que a RTP3, o canal de informação da estação pública, não tem razão de existir. Mais uma vez, da parte de Paulo Dentinho nem uma palavra … Que director é este que não defende a sua equipa das “facadas” exteriores e, neste caso, interiores…?

 

SIC – sociedade indepentende de comunicação  

Globos de Ouro 2016: a edição deste ano seguiu o rumo da do ano passado, ou seja, cada vez mais, sem interesse.

Desde que, retirou a categoria “Televisão” da atribuição dos prémios, os “Globos de Ouro” da SIC perderam interesse. Porque razão retiraram esta categoria? Será que foi pela SIC perder, constantemente, para a RTP e TVI? Se foi esta a principal razão fica tudo dito. Nunca ninguém explicou esta decisão com fundamento plausível. 

A homenagem que foi feita a personalidades que nos deixaram tinha tudo para ser brilhante mas a SIC conseguiu estragar aquele que seria, talvez, o momento maior da gala deste ano. O realizador optou por não focar o objectivo principal  daqueles minutos, ou seja, por vezes, ficou-se sem saber quem foram alguns dos homenageados, pois as camaras estiveram mais preocupadas em filmar a performance da vocalista dos Amor Electro, Marisa Liz, do que propriamente os rostos dos nossos artistas que, infelizmente, nos deixaram.

Depois houve vários momentos caricatos, dos quais destaco 2:

1 – a atitude da actriz Inês Castel-Branco que usou a sua má educação, sim foi má educação porque os nervos que a actriz alegou não justificam a falta de educação, para o público presente na plateia, presente em casa e para com o seu colega José Mata. Entrou séria, sem cumprimentar a plateia e os telespectadores e começou a debitar o texto que estava no teleponto, pronto a ler. Não deixou falar o seu colega que a acompanhava em palco. José Mata disse, apenas, um “boa noite” que mais parecia ter vindo do fundo de um poço tal não foi o tom fraco da sua voz perante a atitude da sua colega.

2 – a “boca” do jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho que não evitou querer ensinar aos actores como ler um teleponto… coisa desnecessária e sem graça. Aliás, o rosto do actor José Fidalgo ,após ouvir tal afirmação, disse tudo perante a atitude do pivot do “Jornal da Noite” da SIC. A arrogância não é o melhor caminho, meu caro Rodrigo Guedes de Carvalho, ou já se esqueceu das imensas gaffes que já cometeu enquanto pivot? É terrível quando se tem memória curta e se aponta o dedo aos outros.

De resto, a festa do ano da SIC foi mais do mesmo: o belo do croquete, as tias do Jet 7 português, a escolha da fatiota por parte de alguns convidados deram que falar e geraram polémica nas redes sociais.

A audiência desceu em relação à gala do ano passado e assim vão os “Globos de Ouro” da SIC que ficam a léguas dos “Globos de Ouro” originais e, que grande diferença de um para o outro!

E Se Fosse Consigo?:  os apanhados chegaram à informação da SIC! Conceição Lino, afastada do ecrã da estação há 18 meses, inspirou-se num formato estrangeiro e vá de o colocar em prática na SIC.

A ideia é boa mas peca por ser mal produzida pela SIC. Tanto que há para afinar neste programa que tem rendido boas audiências à SIC. A jornalista Conceição Lino passa o programa a “cruxificar” as pessoas que não param para ajudar, no entanto, não vai atrás dessas mesmas pessoas para as questionar o porquê de terem seguido em frente. É tão fácil acusar sem ouvir a outra parte… que coisa tão feia Conceição Lino! Foi isto que aprendeu quando esteve na área do entretenimento da SIC a apresentar o “Boa Tarde“? É que no jornalismo não foi de certeza!

A fórmula do programa é popular, fácil de atrair público e garante, à partida, chorudas audiências. No entanto, esperava-se mais e melhor da SIC.

 

TVI – televisão independente

Tardes de Sábado: a TVI tem andado perdida e desnorteada ao fim-de-semana, principalmente nas tardes de sábado. Tanto encolheu o horário do programa “Juntos, Fazemos a Festa” que o resultado foi o fim do programa. Este sábado a TVI anunciou na sua grelha a repetição de um reality show, o “Perdidos na Tribo” mas, na mesma hora que o anunciou trocou-o pela repetição do segundo episódio do “MasterChef Júnior“. Será que, até sábado, se ficará por aqui com estas trocas e baldrocas? Ideias precisam-se e o desastre do reality show “A Quinta” ainda se faz sentir no canal. Porque não apostar nas tardes de cinema?

Manuel Luís Goucha: o apresentador começa a preocupar a TVI de tanta vez dizer que um dia, quando sair do “Você na TV” fará isto ou aquilo. E, hoje, quinta-feira, 02 de junho, voltou a falar sobre o tema, em directo, na emissão do “Você na TV“. O apresentador disse que quando sair da apresentação do programa das manhãs apagaria a sua página oficial de facebook. Os responsáveis da TVI sabem que esta é uma das grandes vontades de Goucha, pois o apresentador prefereria abrandar o ritmo da sua vida profissional e gostaria de apresentar outro tipo de programa. Mas cuidado caro Goucha, olhe que menos trabalho talvez possa ser significado de perder o ordenado de 40 mil euros que ganha por mês.

 

 

 

 

 

 

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