SIC TVI

SIC e TVI lutam para ter Paulo Portas

Portas negoceia comentário na SIC ou TVI

O ‘professor Marcelo’ da televisão acabou. Temos agora o Presidente Marcelo. O líder do CDS Paulo Portas está a acabar. Em março, deveremos ter o ‘doutor Paulo Portas’ numa estação de televisão a comentar em canal aberto.

Portas tem estado em conversações com a SIC e a TVI, mas só decidirá em março – ao que apurou o SOL. É nesse mês que termina o seu mandato como líder do CDS, no Congresso de 12 e 13, que deverá eleger Assunção Cristas como sua sucessora.

O formato de programa que está a ser desenhado é o de uma rubrica de comentário sobre política internacional em canal aberto, ligada ao jornal televisivo da noite e com uma duração de 10 a 15 minutos. Portas não deseja – por enquanto – meter-se na política nacional como comentador.

Não é a primeira incursão do ex-jornalista Paulo Portas, fundador de O Independente, no comentário televisivo. Quando se demitiu da liderança do CDS, na sequência da derrota nas legislativas de 2005 – convocadas por Jorge Sampaio para demitir o Governo Santana-Portas –, Paulo Portas aproveitou o ‘interlúdio’ partidário para se dedicar ao comentário político.

O programa chamava-se O Estado da Arte e era transmitido pela SIC-Notícias às terças-feiras. Arrancou a 6 de março de 2006, às 23 horas, era conduzido pela jornalista Clara de Sousa e durava 40 minutos – neste momento Paulo Portas está em conversações com a SIC e TVI para um programa de duração bastante menor.

Enquanto O Estado da Arte se dedicava a assuntos nacionais e internacionais – sendo que, nos assuntos nacionais as opiniões de Portas eram muitas vezes uma dor de cabeça para José Ribeiro e Castro, o líder que lhe sucedera no CDS. Agora, Paulo Portas não vai querer ser dor de cabeça para a sua sucessora – e entende restringir-se a temas internacionais.

Antes de O Estado da Arte, Portas já tivera um espaço de comentário na SIC, em 1997, chamado As escolhas de Paulo Portas. Estávamos em pleno Governo Guterres, no pós-cavaquismo.

Marcelo, o recordista

Marcelo foi, até agora, o comentador político com com maior longevidade. O seu Exame na TSF, aos sábados de manhã, nos anos 90, foi um sucesso. Marcelo dava literalmente notas aos políticos, como um professor aos alunos. Em 1996, na sucessão de Cavaco, cometeu a proeza de ser ao mesmo tempo comentador da TSF e ator político – interveio no Congresso que elegeu Fernando Nogueira líder do PSD.

Hoje, as estações televisivas estão cheias de políticos com espaços de comentário fixo, de Marques Mendes (agora, o único em canal aberto) a Santana Lopes, de António Vitorino a Jorge Coelho, de Francisco Louçã a Bagão Félix e Manuela Ferreira Leite.

In, SOL

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1 comment on “SIC e TVI lutam para ter Paulo Portas

  1. Se puserem este como comentador deixo de ver o canal onde ele ficar…..

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