Cristina Ferreira arrasada por comentários pouco positivos

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ARRASADA, reage!Veja o que ela disse às criticas destrutivas!

Cristina foi até Milão para assistir à semana de Moda.

E foi lá que foi fotografada, com o seu visual admirável e altamente surpreendente.

Só que, depois disso, sofreu fortes críticas por tão arrojado look….

A invulgar saia rodada e preta, a camisola azul com uns “olhinhos de pássaro” e as luvas muito fora do normal… Tudo isso foi alvo de acesas críticas.

Horrível“, ou “parece que foi para um desfile de Carnaval“, foram algumas das frases que recebeu. Bem como as acusações de falta de gosto indescritível.

Senti-me irreverente e divertida. Parei para tirar várias fotos“, respondeu Cristina.

In, Impala

Manuela Moura Guedes quebrou o silêncio

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Numa grande entrevista a um jornal nacional, Manuela Moura Guedes não poupa José Sócrates e defende Paulo Portas.

Mas o jornalismo tem sempre um papel, mesmo que as pessoas não entendam. Até quando estamos em ditadura, ele tenta passar mensagens.
Mas não estamos em ditadura! Estamos em democracia, as pessoas podem votar.

E podem enganar-se.
(Risos) Um povo inteiro? E ainda por cima com uma classe jornalística de se tirar o chapéu! Andam aí todos a ser comentadores do caso Sócrates, agora. Ele agora deixou de ser o rapaz inocente que era na altura.

O que sentiu no dia em que José Sócrates foi detido?

Estava num restaurante a jantar com o meu marido e liga-me um jornalista da minha equipa. Tivemos uma conversa que parecia de doidos porque ele só dizia “ele foi preso, ele foi preso”, e eu “preso? Mas quem?” (risos). Até que finalmente lá disse “o Sócrates!”. E eu, espantadíssima, “o Sócrates?”. Disse ao meu marido, as pessoas que estavam na mesa ao lado só olhavam para nós, e de repente pegam no telemóvel para ver também… Foi uma surpresa. Quer dizer, não porque eu nunca tivesse imaginado (risos) – uma pessoa tão séria…! Mas pensei que isso nunca iria acontecer em Portugal. Com Pinto Monteiro, isso nunca iria acontecer. Mudando a procuradora, seria possível, mas mesmo assim foi um passo gigante e confesso que comecei a ver as coisas no país de uma forma diferente.

Teve vontade de apresentar esse telejornal?

Não. É engraçado, porque tive uma revelação acerca de mim própria. Nas eleições em que ele perdeu (em 2011), eu achava que me queria conhecer um bocadinho melhor. Queria saber o sentimento que iria ter em relação a ele quando ele perdesse. Mas desinteressei-me. E passei a ter uma posição de antipoder, logo na altura. E achei uma miséria uma pergunta que uma repórter fez, a atacá-lo logo na noite das eleições quando nunca o atacou antes, e quando havia só uma pergunta a fazer: de que vai o senhor viver? Enfim. Mas tive a revelação de que ele já não me interessava nada, de que só me interessava enquanto primeiro-ministro.

Então não lhe deu um gozo especial a prisão dele?
Deu-me satisfação na medida em que vinha dar-me razão. Só nesse aspecto. Foi engraçado, porque tive uma chuva de mensagens nesse dia a dizer “a primeira pessoa de quem me lembrei foi de si”. Não me resolve nada, na prática, mas dá-me alguma satisfação pensar que tudo aquilo que o PS fez – que era uma coisa que me fazia sentir muita injustiça –, que aquela campanha toda que eles fizeram sobre eu andar a persegui-lo pessoalmente… eu só actuei como jornalista, que era o meu dever. Como se faz em relação a qualquer primeiro-ministro, a qualquer político que tenha responsabilidades. E quanto mais responsabilidades uma pessoa tem na gestão de um país, mais um jornalista deve estar em cima.

Como olhou para o caso BES?
Sempre achei que o Ricardo Salgado era tão mau como Sócrates. Sempre disse isso. Era um dos males deste país. Mas também digo que tiro o chapéu à justiça portuguesa. Como fizeram o “Dono Disto Tudo” alvo de um processo, mesmo com a pressão toda lá de fora: tiro o chapéu à justiça. A diferença que faz a mudança de pessoas num cargo, hem? Estou a referir-me ao Procurador-Geral da República, naturalmente. É extraordinário o que a mudança de Pinto Monteiro para Joana Marques Vidal faz, uma mulher que nem sequer é da área política deste governo. Há duas coisas que eu respeito neste governo: a não interferência na comunicação social e na justiça. São duas coisas que eu tenho em muito apreço. São coisas essenciais para que as coisas andem.

Olha com bons olhos para a justiça, agora.
Naturalmente. Alguma vez algum ministro de um governo era investigado? Alguma vez, antes? Não me lembro de um. Demitiam-se e as coisas ficavam num nevoeiro. É claro que havia muito mais gente que devia ser investigada, mas vamos ver. Talvez lá cheguemos.

O que acha do juiz Carlos Alexandre? Um justiceiro?
Acho que os tem no sítio (risos).

Corremos o risco de achar que é Deus?
Os juízes são um bocadinho Deus, não é? Têm a lei, que é como se fosse a Bíblia, e desde que não infrinjam a lei, têm um poder que é deles próprios. E nós confiamos ou não nesses juízes. Até agora, confio nele. Justiceiro? Não vi até agora nada que me indique isso.

Voltando ao seu afastamento, não fez praticamente nada até regressar à televisão para apresentar o “Quem Quer Ser Milionário”.
Correcto. Foram quatro anos.

Como é que se vive?

Mal. A certa altura só pensava que não prestava para nada. É mais ou menos nessa fase que estou novamente. A achar que ninguém me quer. Escrevi umas crónicas para o “Correio da Manhã”, mas fui despedida de um dia para o outro. Não sei porquê, não me deram uma justificação. Disseram-me no dia anterior a eu ter de entregar uma crónica. Foi, aliás, uma jornalista que falou comigo – o director, que me levou a almoçar para me contratar, não teve a coragem para me dizer que não queria que eu fizesse mais. Eu tenho as minhas suspeitas, mas…

Que suspeitas são essas?

Acho que não agradei a algumas pessoas. Não gostava particularmente de um ministro… de dois, mas de um em particular, que era o Miguel Relvas. E ele era visita frequente do jornal. Mas isto é só uma suspeita, portanto…

E o “Quem Quer Ser Milionário”? Como surge o convite?
Surgiu da RTP, pela parte do Luís Marinho. E diverti-me imenso a fazer aquilo. O público era feito de pessoas fantásticas, das mais diversas proveniências… e eu criei uma empatia com o público que, afinal, é parte do espectáculo. Aquilo, nos intervalos, era uma coisa extraordinária: desde dançar valsa ou o tango com alguns que eram dos Alunos de Apolo até fazer discursos – alguns chamavam-me Evita Perón. Acabou por ser muito divertido, porque era outro registo, mas utilizei muito a minha experiência de jornalista. Mesmo na pesquisa das perguntas, tentei que o nível se elevasse um bocadinho para incutir a aprendizagem. Tentei que o critério não fosse o das perguntas para curiosos que lêem coisas estranhíssimas, aquelas perguntas malucas, mas sim o de perguntas de cultura geral, de facto. Perguntas que ensinem coisas às pessoas. Claro que a partir de um certo nível tem de haver perguntas estranhas e realmente mais difíceis. E depois tentava, nas conversas com cada concorrente, perceber como estava o país, como é que as pessoas viviam. Não me focava tanto nas histórias pessoais e particulares de cada um. Mas isso vem da minha experiência como jornalista. Adaptei-me a um formato que não é o meu e acharam-me muito simpática. E eu pensei: que engraçado, a imagem que têm de mim é a da bruxa má. E eu sou tudo isso, só que tenho de me adaptar às coisas, não é?

Alguma vez tem saudades, gostaria de voltar atrás no tempo?
Sabe do que tenho saudades? Agora naquela novela “A Única Mulher” toca uma música que é “Foram cardos, foram prosas”, e eu oiço aquilo e traz-me alguma nostalgia. Porque aquilo é a minha voz mas naquela altura, naquele tempo. E traz-me nostalgia. Para já, porque é uma coisa que eu não segui. Foi uma coisa que me deram a oportunidade de fazer, que teve imenso sucesso, mas que eu não continuei. Nem sabia o que aquilo daria. Mas foi assim uma coisa! Agora olho para aquilo e oiço-me, e às vezes nem me lembro de que sou eu. Também porque eu não sou pessoa de me ir ver, não vejo coisas de antigamente. E aquilo sou eu noutra época, com outra voz… é outra coisa.
Mas nós somos muitas coisas. A Manuela fez música, entretenimento, informação, foi deputada…
Sim, sempre fui muitas coisas. Fiz tudo o que me deram oportunidade de fazer.

E agora, se pudesse, o que seria?
Eu sou isso tudo. Em termos profissionais? Não sei…

Se tivesse uma oportunidade para voltar à televisão, não voltava? Para fazer o que fazia antes?

Para fazer jornalismo? Tinha de ser à minha maneira. Não é à minha maneira, é à maneira séria. Mas sim, se me dessem essa oportunidade, voltava.

Gosta de ir a manifestações? Porque foi a essa da TSU?
Fui a algumas. Fui a essa porque estava aborrecida. Não no sentido de ociosa (risos), mas chateada. Mas depois comecei a acreditar no governo e achei que este era o caminho.

Foi deputada pelo CDS-PP. Como olha para o partido agora?
Na altura fui convidada pelo Manuel Monteiro. Triste memória (risos). Eu acredito no Paulo [Portas].

Acha que a história dos submarinos é uma invenção da comunicação social?
Tinha um jornalista a investigar e começámos a meter-nos na história. Mas não posso falar sobre isso, porque não sei, não tive tempo. Acho que se passou tudo em termos de prazos, de falta de provas, que nunca permitiram que se chegasse a uma investigação. Politicamente, acredito nele. Podemos não ter a mesma visão sobre muitas coisas. Ele é muito mais conservador do que eu. Há posições do CDS que me fizeram muitas vezes questionar-me porque estava no parlamento. E dizia-lhe isso. Quer dizer, eu era independente. E só fui para lá nessas condições, com garantia de que tinha liberdade de voto. E exerci-a, para grande desconforto deles, porque cheguei a votar com o PCP. Imaginem, a bancada do PCP e uma deputada da bancada do CDS/PP, sozinhos a votar. E os do PC a darem-me um passou-bem e os do CDS a irem-se todos embora. Mas havia coisas com que eu não me identificava, coisas mais conservadoras.

Vamos falar um bocadinho de si. Fez parte de um coro de igreja, era crítica de João Paulo II. O que acha deste Papa?
Acho-o muito folclórico. As pessoas foram tão injustas com Bento XVI, que fez o pior trabalho que havia a fazer, que foi levantar a história toda da pedofilia que João Paulo II deixou a encoberto. Foi um Papa a sério, que deve ter sofrido tanto, tanto, tanto… Com um peso teológico imenso. Mas as pessoas gostam muito de Papas que falam muito, que vêm cá para fora… Acho que este é um bocadinho incontinente verbal, fala muito, e às vezes é um bocadinho assustador por isso.

Mexeu em questões fracturantes: nulidade dos matrimónios, acolhimento de divorciados e de homossexuais…
Bom, a Igreja é a Igreja, não é? É feita pelos homens e acho bom que ele a vá tentando mudar. Não pode ser ao ritmo da Igreja, que entretanto passam-se gerações e os católicos fogem todos, mas ele anda mais rápido que o Lucky Luke. Às vezes desconcerta, porque não sei se não fala mais rápido que o próprio pensamento. Acho este Papa muito para fora, e eu tenho dúvidas sobre isso.

Gostava muito de Bento XVI. Pensa muito em Deus?
Eu adorava o Bento XVI, e acho que foi muito incompreendido porque as pessoas gostam dos papas que são muito populares, que dão muitos beijinhos. Não compreendem o que é ser chefe da Igreja Católica e ter esse peso. Acham que é assim como o Tony Carreira. Não sei, parece que ele tem repentes. De repente abre os olhinhos, ficam muito iluminados e parece que houve um curto-circuito na cabeça. Dá ideia de que a coisa não é muito mastigada, ponderada. Confesso que sou uma católica muito… como explicar? Tenho o conforto da religião sem a chatice da Igreja (risos). Actualmente, não quero pensar muito, porque se pensar muito vem o racional ao de cima, e a fé não tem nada de racional. E não sei se no confronto da fé com o racional a fé ganha, e eu quero que a fé ganhe. A fé é um sustentáculo enorme para a vida que acaba com a morte. Porque a morte é fácil de pensar como uma coisa que é uma passagem, no sentido em que a vida não acaba. Na verdade gostava de ser budista, no sentido em que para eles a vida continua com uma evolução. No outro dia, no carro, dei por mim a pensar que a eternidade pode ser uma chatice. É uma never ending story. A eternidade, vista pelos católicos beatos – que são muito chatos, e talvez por isso não vejam a eternidade como uma chatice –, é uma coisa que não tem fim. É o ser sem fim. É sempre ser. E uma pessoa pensar que existe sempre é uma coisa… Ser sempre é cansativo. Agora, em termos budistas, eu vou ser sempre diferente. Não é a forma, é eu existir. Mas voltando ao início, a fé para mim é uma coisa muito forte. Falar com Deus é algo que eu faço regularmente.

Tem medo de envelhecer?
Há uns anos não tinha, mas agora tenho. Acho que é natural. Assusta-me ir ficando incapaz. Não quero viver muitos anos. Não tenho medo de morrer, mas tenho medo de ficar dependente.

Tem recorrido muito ao dr. Chams, o “médico dos famosos”?
Tenho, tenho. Acho que estou melhor, não estou? É ele que está a tentar recuperar-me as minhas feições antigas, depois de eu ter andado com a cara tipo balão por causa de todas as coisas que me injectaram para tentar tapar os buracos com que fiquei por causa dos quistos que tive. É um excelente médico e eu vou lá frequentemente. Além de que é muito divertido. Lisboa inteira vai ao dr. Chams, encontra-se sempre alguém.

É fascinada por moda?

Gosto de seguir a moda, gosto mesmo. Acho graça. Mas pergunto sempre aos meus filhos se não estou ridícula. Acredito que eles não me vão deixar ir ridícula para a rua (risos)

Acha que ainda vai voltar à televisão?
Duvido. Mas o engraçado é que me estão a aparecer várias coisas que espero que se concretizem mesmo, que é para ensinar comunicação, tanto na universidade como em escolas profissionais e em cursos mais específicos.

Bronca: Manuela Moura Guedes arrasa Nilton

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A ex-jornalista da RTP e da TVI decidiu quebrar o silêncio numa entrevista dada a um jornal nacional.
Nesta grande entrevista, Manuela Moura Guedes fala da polémica que a própria causou ao sair, em directo, do programa “Barca do Inferno”, da admiração que tem por Paulo Portas entre outros assuntos.

NILTON e a Barca do Inferno da RTP Informação

E o “Quem Quer Ser Milionário”? Como surge o convite?

Surgiu da RTP, pela parte do Luís Marinho. E diverti-me imenso a fazer aquilo. O público era feito de pessoas fantásticas, das mais diversas proveniências… e eu criei uma empatia com o público que, afinal, é parte do espectáculo. Aquilo, nos intervalos, era uma coisa extraordinária: desde dançar valsa ou o tango com alguns que eram dos Alunos de Apolo até fazer discursos – alguns chamavam-me Evita Perón. Acabou por ser muito divertido, porque era outro registo, mas utilizei muito a minha experiência de jornalista. Mesmo na pesquisa das perguntas, tentei que o nível se elevasse um bocadinho para incutir a aprendizagem. Tentei que o critério não fosse o das perguntas para curiosos que lêem coisas estranhíssimas, aquelas perguntas malucas, mas sim o de perguntas de cultura geral, de facto. Perguntas que ensinem coisas às pessoas. Claro que a partir de um certo nível tem de haver perguntas estranhas e realmente mais difíceis. E depois tentava, nas conversas com cada concorrente, perceber como estava o país, como é que as pessoas viviam. Não me focava tanto nas histórias pessoais e particulares de cada um. Mas isso vem da minha experiência como jornalista. Adaptei-me a um formato que não é o meu e acharam-me muito simpática. E eu pensei: que engraçado, a imagem que têm de mim é a da bruxa má. E eu sou tudo isso, só que tenho de me adaptar às coisas, não é?

Alguma vez tem saudades, gostaria de voltar atrás no tempo?
Sabe do que tenho saudades? Agora naquela novela “A Única Mulher” toca uma música que é “Foram cardos, foram prosas”, e eu oiço aquilo e traz-me alguma nostalgia. Porque aquilo é a minha voz mas naquela altura, naquele tempo. E traz-me nostalgia. Para já, porque é uma coisa que eu não segui. Foi uma coisa que me deram a oportunidade de fazer, que teve imenso sucesso, mas que eu não continuei. Nem sabia o que aquilo daria. Mas foi assim uma coisa! Agora olho para aquilo e oiço-me, e às vezes nem me lembro de que sou eu. Também porque eu não sou pessoa de me ir ver, não vejo coisas de antigamente. E aquilo sou eu noutra época, com outra voz… é outra coisa.
Mas nós somos muitas coisas. A Manuela fez música, entretenimento, informação, foi deputada…
Sim, sempre fui muitas coisas. Fiz tudo o que me deram oportunidade de fazer.

E agora, se pudesse, o que seria?
Eu sou isso tudo. Em termos profissionais? Não sei…

Se tivesse uma oportunidade para voltar à televisão, não voltava? Para fazer o que fazia antes?
Para fazer jornalismo? Tinha de ser à minha maneira. Não é à minha maneira, é à maneira séria. Mas sim, se me dessem essa oportunidade, voltava.

Recentemente esteve no programa “Barca do Inferno”. Porque aceitou o convite?
O director de informação da RTP, o José Manuel Portugal, disse que gostava muito que eu participasse num programa de debate. Eu disse que sim e ele disse que iam pensar nas outras pessoas. A certa altura, dei com aquele preenchimento. Não fui eu que o escolhi. E só com mulheres, que é uma coisa a que eu fico alérgica.Era preferível que tivesse sido de luta na lama, era mais sério do que aquilo. Aquilo não era um programa sério. Para já, com aquele moderador, que é um humorista. Mas há humoristas que podem moderar, e aquele nunca o fez. Nunca quis moderar. Estou a dizer que nunca quis porque ele voluntariamente queria, muitas vezes, atiçar-nos umas contra as outras. Não sei, se calhar acha graça a que as mulheres se piquem.

Isso dá audiência.
Pois, mas a certa altura ninguém nos conseguia ouvir. Eu saí de lá algumas vezes de lágrima no olho – também típico de mulher. Mas era insuportável, havia alturas em que era impossível discutir. E eu não podia mandar pessoas à merda. Mas dava vontade, às vezes, de dizer: “Peço imensa desculpa, mas vou mandar aqui a minha colega… bardamerda.” Não se pode, não é? Em televisão, não se pode. Mas dá vontade, porque disseram-se ali coisas extraordinárias.

Por exemplo?
Sei lá, que não há dívida. Que eu não tenho de pagar dívida porque não contribuí para a dívida. Uma confusão entre Estado e governo, inclusivamente. Enfim. Que se era contra, que se queria a falência das empresas, dos bancos, e que seria o pleno emprego… é uma equação difícil de resolver.

Como conviveu com o programa, então?

Mal. Mas tinha-me comprometido.


Mas um dia levantou-se e foi-se embora…

Eu tenho uma regra em televisão. Aguentei o Marinho e Pinto sem lhe dizer o que pensava. E aguentei estoicamente ouvir as maiores enormidades, o que com o meu feitio não é fácil. E há pessoas com quem não se pode dar uma resposta porque aquilo dá peixeirada da grossa. E em televisão não se pode fazer isso, mesmo que a pessoa esteja a ouvir o pior. Portanto, aguentei. Tal como aguentei insultos inacreditáveis na Barca do Inferno e tive de estar calada. Porque se eu respondesse à letra, se calhar aquilo até à chapada ia. Mas sou profissional de televisão. Sei que há um determinado limite que não dá. Portanto, das duas, uma: ou respondia ou amochava. E ficava ali a deitar fumo.

Optou pela terceira alternativa. O que fez saltar-lhe a tampa?

Já tinha sido demais. Eu estava a perguntar à Isabel Moreira coisas sobre o programa do PS e ela virava a cara. Eu falava com ela, insistentemente, sobre a história do consumo e como isso ia garantir emprego, e ela, em silêncio, olhava para o outro lado, por cima da burra. E eu voltei-me para o Nilton e disse: “Ó Nilton, modera. Modera.” E ele achou que aquilo tinha sido uma ofensa, porque ele queria que a coisa escalasse. E disse para eu ter mais educação. E eu, ou respondia “Nilton, devias moderar, que é coisa que não tens feito” – e aí as duas iam saltar em cima de mim e aquilo ia ser muito bom para audiências –, ou ia-me embora. Preferi ir-me embora.

Foi um momento de ruptura total.
Já o devia ter feito antes. Cheguei a ir para casa a chorar. Chegou uma altura em que era o Nilton que escolhia editorialmente os temas do programa com as duas – as duas de esquerda, bem entendido. Uma não discutia nunca Sócrates. Na altura da prisão de Sócrates, elas diziam que aquilo não era assunto! Que era um tema da justiça. Não se discutiu! Acabou por não haver programa nesse dia. Segundo eles, eu tinha problemas pessoais com o Sócrates. “Depois disto tudo, vocês dizem que eu tenho problemas pessoais com o Sócrates?” Bom…

Continua a não fazer cedências, portanto?
Como se vê, continuo. Se fizesse cedências, já teria emprego. Mas essa experiência foi muito dolorosa. Eu tenho sempre este azar: até queria fazer um programa de debate, mas tinha de me calhar esta composição? Uma deputada do género (risos), de esquerda-caviar [Isabel Moreira]; a deputada “wannabe”, que não é deputada e que gostava de ser da esquerda-caviar [Raquel Varela], uma investigadora que a qualquer momento dizia que era investigadora de conflitos laborais, no meio de 50 mil investigadores que há em Portugal. E depois, vá lá, havia a Sofia Vala Rocha, que tinha os pés assentes na terra. Tivemos uma estreia de programa fantástica, com a Marta Gautier, que suponho que também foi escolha do outro humorista… enfim, tenho sorte.

“Lisboacolhe” hoje na RTP1

facA EGEAC junta no São Luiz Teatro Municipal alguns artistas portugueses, num espetáculo solidário cujas receitas revertem para o apoio ao acolhimento de refugiados.

A RTP1 22:10, RTPinternacional e Antena1 são parceiras do evento e a transmissão será feita em direto para todo o mundo a partir das 21:00 tanto em antena como em RTP Play.

Sérgio Godinho, Jorge Palma, Camané, Sara Tavares, Cristina Branco, Márcia e Rita Redshoes e dos músicos Carlos Mendes, Samuel Úria e Carlão e Dead Combo dão um concerto com vista à angariação de fundos a entregar ao Centro Português de Refugiados e ao Serviço Jesuíta aos Refugiados.

A apresentação ficará a cargo de Catarina Furtado, Cláudia Semedo e Margarida Pinto Correia, convidadas pela EGEAC e pelo São Luiz Teatro Municipal.

As receitas de bilheteira do espectáculo Lisboacolhe reverterão na totalidade a favor das associações envolvidas na operação de acolhimento de refugiados em Portugal e será disponibilizado um número de telefone, a divulgar no dia do espetáculo, através do qual os espectadores poderão fazer o seu donativo.

IN, RTP

A Praça: Cristina Candeias reforça nova Praça da Alegria

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Quem está de regresso à “Praça da Alegria” é a conhecida e muito querida do público português a astróloga Kármica Cristina Candeias.

O anúncio foi feito pela própria na sua página de facebook:

“Muito boa tarde a todos os meus amigos, conhecidos, venho informar a todos que estou de regresso à Praça, não percam na segunda-feira a partir das 10 horas.”

O texto emocionante de Tânia Ribas de Oliveira

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Um ano após a sua morte, Tânia Ribas de Oliveira recorda o seu querido avô:7

“Faz hoje um ano que partiste, meu Avôzinho querido. Estamos cheios da saudade que a tua ausência nos deixa. Tens mais um bisneto, para além do Tomás. É lindo e doce, chama-se Pedro. Obrigada por continuares a ser o abraço que me apazigua, nessa nuvem branca onde vives em paz.

Aqui está a carta que te escrevi há precisamente um ano:

O que seria dos barcos no mar sem um farol? O que será de nós sem ti, Avôzinho? O meu homem perfeito, como tantas vezes te chamei. O meu guia de conduta, o meu livro de instruções, a minha referência mais bonita, o meu padrão de lealdade e respeito, o meu máximo exemplo de Amor. Temi este dia durante toda a minha vida, tremi de todas as vezes que te disse “até amanhã, se Deus quiser”. De todas essas tantas vezes (e porque é que agora todas me parecem insuficientes?) em que estivemos juntos a conversar. Ou na mesa de um restaurante, ou nos sofás das nossas casas (que sendo duas eram sempre só uma), ou em qualquer outra parte deste mundo que te perdeu. Glória ao céu que te conquistou, a ti e à tua implacável sinceridade e transparência. Tantas vezes nos lemos em silêncio, tantas vezes adormeci no teu colo quente e apaziguador. As agruras do crescimento tinham tréguas no teu colo e tu sabias isso como ninguém. Passa-se um filme nos meus olhos que, agora turvos, olham um corpo onde já não estás. Já não estás aqui à minha frente, este não és tu. Estás lá em cima, lá longe e aqui tão perto, tão dentro do meu coração e tão entranhado naquilo que sou. Naquilo  em que me tornei, também muito por ser tua neta. Tinhas (tens!) um orgulho desmedido em mim e disse-te vezes sem conta que o meu maior motivo de orgulho eras (és!) tu. De todas as infinitas memórias que tenho de menina e mulher, fico com a da ta voz. A das tuas palavras. A dos teus ensinamentos. Nunca te ouvi, nunca, dizer mal de ninguém. Sempre te afastaste de quem não querias por perto e és a pessoa mais respeitada que conheço exactamente por isso. Os gritos rasgados da nossa avó, chamam por ti. Sessenta e um anos de amor já não se usam neste mundo descartável em que aprendemos a viver.
– Avôzinho, vou ter um bebé e acho que vai ser um rapaz.
Dias depois, refeito da emoção, quiseste conversar comigo.
– para mim, sempre foste a número um e tenho de pedir-te desculpa. – disseste- quando nascer o meu bisneto, por ser teu filho, vai passar a ser o meu número um.
Amaste-o profundamente até ao fim. Levei-to anteontem e agradeceste. Ele riu, brincou, chamou por ti. E de todos os ruídos que evitavas, os das gargalhadas do Tomás faziam-te sorrir. O meu filho é também a tua continuação nesta família que tanto amavas e que de tanto te amar agora te chora. Te chora tanto e tão fundo que nos dói para além de nós. A lei da vida, que é esta, não apazigua absolutamente nada. Porque, tal como todas as leis, quando não nos favorece parece tremendamente injusta. Obrigada, meu avô, meu amor, minha vida.

“Como pode o sol brilhar com este despudor amarelo num mundo onde tu já não estás?”

Para sempre tua neta,
Tânia”

Filomena Cautela: desmentiu Deusdado mas foi ela que mentiu!

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Afinal, Filomena Cautela vai mesmo regressar ao “5 Para a Meia-Noite”.

Depois de ter desmentido publicamente o director da RTP1, Daniel Deusdado, a actriz e apresentadora confirmou o seu regresso à RTP1 e ao programa do fim de noite da estação pública:

“Só agora é oficial e confirmado e quero que os primeiros a saber com certeza sejam aqueles que têm a gentileza de me seguir por aqui e por aí. Vou voltar apresentar o 5 para a meia noite, o grupo de apresentadores vai partir tudo e vamos estrear muito em breve. Pumba

 

 

1ª.Semana: quem teve + audiência: A Praça ou o Agora Nós?

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Na primeira semana do regresso de “A Praça da Alegria” que agora é só “A Praça”, Jorge Gabriel e Sónia Araújo não convenceram os telespectadores. A sua melhor audiência aconteceu no dia da estreia, segunda-feira dia 21 de setembro, onde Marco Paulo e Fernando Mendes foram os principais convidados. Nos restantes dias a audiência caiu a pique, enquanto o “Você na TV” e o “Queridas Manhãs” obteveram sempre mais audiência do que o programa que Daniel Deusdado quis fazer regressar e nunca foram ameaçados pelas audiências de “A Praça”

Em relação ao “Agora Nós” do José Pedro Vasconcelos e de Tânia Ribas de Oliveira as audiências têm sido boas já que tem ameaçado o programa da SIC “Grande Tarde”, onde, nalguns momentos, o “Agora Nós” liderou em confronto directo com o programa de João Baião.

Feitas as contas: o regresso do “Agora Nós” obteve mais audiência no que diz respeito ao Rating do que o regresso de “A Praça”. Em relação ao share, foi A Praça que levou a melhor. No entanto, é o Agora Nós que sai vencedor nesta primeira semana.

Segunda-Feira, 21 de setembro: Dia da Estreia da Praça e do Regresso do Agora Nós

  • A Praça: 2,5% rat e 19,1% de share
  • Agora Nós: 2,2% de rat e 13,9% de share

Terça-Feira, 22 de setembro:

  • A Praça: 1,8% de rat e 15,1% de share
  • Agora Nós: 1,8% de rat e 11,9% de share

Quarta-Feira, 23 de setembro:

  • A Praça: 1,7% de rat e 15,3% de share
  • Agora Nós: 2% de rat e 13,1% de share

Quinta-Feira, 24 de setembro:

  • A Praça: 1,7% de rat e 14,3% de share
  • Agora Nós: 2% de rat e 13,9% de share

Sexta-Feira, 25 de setembro:

  • A Praça:
  • Agora Nós:

HOJE NA TV – DESTAQUES

TVI SIC RTP1
SÁBADO – 26/09/2015

RTP1

14:10 VOZ DO CIDADÃO
14:32 AQUI PORTUGAL
20:45 LINHA DA FRENTE
21:21 O HOMEM DO SACO
22:43 UMA CASA, UMA VIDA (FILME)

SIC

15:30 GRANDE MATINÉ: SOLDADOS DA FORTUNA
21:30 CORAÇÃO D´OURO
22:25 A REGRA DO JOGO
23:35 SOM DE CRISTAL
00:35 HOUSE OF CARDS

TVI

13:55 CHICAGO FIRE
14:52 FLICKA 3
16:46 ULTIMATO
19:45 ISSO É TUDO MUITO BONITO, MAS
21:25 A ÚNICA MULHER
22:26 MULHERES

TVI: Leonor Poeiras é a apresentadora de “Temos Negócio!”

TVI Leonor Poeiras é a apresentadora de Temos NegócioA apresentadora foi a escolha dos responsáveis da TVI para conduzir o novo “reality” da estação que vai desafiar os concorrentes a fazerem dinheiro comprando e vendendo produtos na internet.

“Recebi a notícia com grande surpresa e muita satisfação. Tem tudo a ver comigo, este programa!”, afirmou à nossa publicação Leonor Poeiras. Depois de conduzir algumas emissão de Somos Portugal, a apresentadora regressa ao horário nobre da estação e do qual já estava ausente desde Rising Star, emitido no verão de 2014. Mas este não será o seu único projeto televisivo, já que Leonor Poeiras vai acumular Temos Negócio com os diários de A Quinta. “Estou preparadíssima e cheia de vontade”, respondeu quando questionada se estava preparada para conciliar os dois programas.

“Sabes navegar na internet, certo? E tens tempo livre? Então ouve com atenção. A TVI dá-te 50 mil euros e a possibilidade de multiplicá-los (…) Inscreve-te no Temos Negócio!, o novo programa patrocinado pelo OLX. Não te esqueças: aqui, fazer dinheiro, só depende de ti!”, diz Leonor Poeiras na última promoção ao formato.

O programa produzido pela Shine Iberia irá juntar num armazém 15 concorrentes divididos por equipas constituídas por duplas, que têm de utilizar a sua criatividade, engenho e capacidade de empreendedorismo para fazer crescer um capital de 50 mil euros, atribuído a cada uma das duplas, através da compra e venda de produtos na plataforma OLX. A responsabilidade de equipar o espaço onde vivem é dos próprios jogadores. Ao fim de cada semana, o grupo que tiver arrecadado menor lucro no jogo terá de escolher um dos elementos para abandonar o programa. “Os concorrentes vão ter à disposição uma oficina – como eu tenho a minha Oficina Poeiras – para remodelar e transformar as compras que fazem. Faço questão de os ajudar nessas transformações”, contou a apresentadora.

Ainda sem data de estreia definida, as gravações do programa estão previstas para arrancar em meados de outubro.

IN, NTV

Bronca: Opinião de Manuela Moura Guedes censurada no FB

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Manuela Moura Guedes criticou fortemente a TVI e o PS na sua página de facebook mas passados uns dias a publicação da jornalista acabou por ser censurada por, provavelmente, ter recebido muitas denúncias. A jornaklista já reagiu a reste facto:

“A Censura ainda é o que foi!

Como prova esta noticia do jornal I , anteontem à noite, publiquei ,aqui nesta minha página pessoal ,um comentário sobre o que tinha acabado de ver na TVI e que , por ser tão óbvio, era mais uma prova da manipulação vergonhosa que a estação tem estado a fazer a favor da campanha de António Costa. Bom, como se pode verificar, a minha publicação desapareceu! Evaporou-se!… Como não fui eu que a apaguei , só me resta concluir que alguém não gostou do que escrevi e censurou. Já não bastava terem censurado um jornal nas vésperas das eleições de 2009 porque não agradava aos socialistas, agora vão ao ponto de me cortarem a liberdade de expressão no meu espaço pessoal. Os donos da TVI são os mesmos, os espanhóis que em Espanha detêm o jornal El País, afecto ao PSOE. É o vale tudo!” – escreveu Manuela Moura Guedes

Recordamos agora o que Manuela Moura tinha escrito na sua página pessoal de facebook:

“vergonha dos media” 

“O crescimento do emprego na Europa é uma excelente notícia para Portugal e para os portugueses , principalmente porque diz respeito a um dos maiores problemas do País, que afecta directamente as pessoas. Ora , por tudo isto, era natural que fosse uma das principais notícias do dia” (…)

“Pelo menos ,que não fosse mandada quase para o fim do jornal, como aconteceu na TVI. Faltavam seis minutos para as 21h00 quando deram a notícia. O mais curioso é que até tinham já incluído no jornal o programa do Ricardo Araújo Pereira que de Informação não tem nada. É claro que isto é uma opção editorial e política. Só quem estiver distraído é que não reparou na campanha a favor de Antonio Costa que a TVI está a fazer” (…)

“Aqui, são todos muito ” independentes” e, assim, assistimos, sob a capa de grande “independência” , às mais vergonhosas manipulações. Porque não assumem? A TVI está longe de ser caso único!”, escreveu na altura.

Entrevista a Jorge Silva: o vencedor do “Quem Quer Ser Milionário?”

FOTO: JN
FOTO: JN

Sérgio Silva tem 36 anos, está desempregado, vive com 178 euros por mês, cuida do primo autista e da mãe, que está doente e num lar. Conheça o homem que, mesmo sem estudos, acaba de ganhar 10 mil euros no “Quem quer ser milionário”.

“Sem cunha, não se consegue nada”

Nessa pergunta estava muito indeciso, mas também muito calmo, como se estivesse em casa. Antes de entrar no estúdio é que estava numa pilha de nervos. Bebia água, bebia café, estava completamente nervoso.

Preparou-se de alguma forma?

Andei a jogar dois jogos de perguntas no Facebook, duas ou três vezes por dia, para ganhar aquele treino de reflexo rápido.

O que já comprou com os 10 mil euros?

Roupa, sapatos e um computador. Para o meu primo, comprei um BluRay, para ele ver DVD que gosta e um órgão sintetizador. Paguei dívidas antigas, comprei comida e livros – fiz a coleção toda do José Rodrigues dos Santos!

Quantas propostas de emprego já teve desde que ganhou o concurso?

Duas. Ainda ontem me ligaram para fazer traduções, mas era a recibos verdes, pagavam 4 cêntimos por palavra e não ficava com os créditos. Daqui a pouco, vou a uma entrevista na Padaria Portuguesa.

Lembra-se do seu primeiro emprego?

Foi numa tipografia, em 2002. Fazia os cartões de visita e as matrizes. Também já estive na Pizza Hut e estive para trabalhar na PT e no Minipreço, mas por questões de saúde acabei por recusar.

Desistiu dos estudos depois de ter sido atropelado por uma mota. Arrepende-se?

Hoje em dia, sim, mas se não fosse a lista de espera das operações, talvez tivesse começado o 10.º ano de raiz ou estudado à noite.

Mas fala fluentemente Inglês, Francês, Espanhol… Via-se a emigrar para algum destes países para poder viver melhor?

Se estivesse sozinho, emigrava. Mas tenho de tomar conta do miúdo e tenho a minha mãe num lar. Gostava de ir, se estivesse sozinho, mas para um país com uma comunidade portuguesa razoável, como o Luxemburgo ou os Estados Unidos.

Vive com o seu primo autista e cuida também da sua mãe. É um dia a dia exaustivo?

Bastante. Cuido do miúdo, tomo a minha medicação – porque tenho uma doença rara, chamada neurofibromatose tipo 1, que pode provocar convulsões -, à tarde vou ver a minha mãe e depois, quando volto, preparo os tupperwares para ir buscar a comida às carrinhas. Há dias em que chego à meia-noite a casa, completamente estoirado. Muitas vezes, a comida está estragada e tenho de ir ao supermercado mais perto para fazer umas batatas fritas, para não ficar a olhar para o prato vazio.

Calculo que já tenha passado fome…

Sim… Nos primeiros tempos, antes de saber das carrinhas, vivia de enlatados e do que me davam os vizinhos.

Foi tudo isso que o impediu de formar a sua própria família?

Sim. Se tivesse emprego estável e uma casa, podia ter criado família. Gostaria de ser pai, a minha irmã até diz que tenho jeito, mas desempregado e sem casa, é impossível.

Qual o pior momento dos últimos anos?

Foram dois de seguida: a morte da minha avó e ter ficado sem casa. Em 2007, o solicitador da casa onde eu estava disse mesmo “Estava à espera que a velha morresse para resolver o assunto”. A minha avó tinha morrido em setembro e, quando faltava uma semana para o Natal, meteram-nos na rua.

Em termos de planos para o futuro, será arranjar emprego, mudar de casa…

As primeiras coisas são deixar de estar dependente do subsídio e pagar a renda do meu bolso, pôr essa dor de cabeça de lado. Depois, conforme as respostas que tenha das entrevistas, se tiver um contrato a tempo certo, fico no quarto, se conseguir um contrato efetivo, aí já vou procurar casa e já tenho outra tranquilidade. Posso até conseguir conciliar com um curso na Universidade Aberta.

Que conselhos dá a pessoas que, também por não terem concluído os estudos, são colocadas de parte pela sociedade?

Não desistam, vão à luta. Se essas pessoas não aparecem, ninguém lhes liga. Quem está aflito tem é de procurar visibilidade, porque sem uma cunha, não se consegue nada.

Entrevista de Carolina Morais – Jornalista JN

Ao segundo dia “A Praça” afundou

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Sónia Araújo e Jorge Gabriel regressaram esta semana às manhãs da RTP1 Fotografia © Facebook A Praça

Depois de ter registado 210 mil telespectadores no dia de estreia, o talk show apresentado por Sónia Araújo e Jorge Gabriel registou uma quebra de audiência na terça-feira, 22 de setembro.

O regresso de Jorge Gabriel e Sónia Araújo às manhãs da RTP1 aconteceu na passada segunda-feira, 21 de setembro. A Praça, com cara lavada e cenário novo, foi vista por 243 mil telespectadores e registou 19,1 de share. Mas, na terça-feira, o talk show registou uma perda de 64 mil telespectadores, tendo registado 15,1% de share.

A Praça foi o 34º programa mais visto de um dia liderado por Coração d’Ouro. A novela da SIC protagonizada por Rita Blanco registou uma audiência média de 1,43 milhões de telespectadores e 29,9% de share. A Única Mulher (TVI) e o Jornal da Noite (SIC) fecharam o pódio das audiências.

Notícia da responsabilidade do jornal: Diário de Notícias

Dados: Gfk