Bronca: Opinião de Manuela Moura Guedes censurada no FB

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Manuela Moura Guedes criticou fortemente a TVI e o PS na sua página de facebook mas passados uns dias a publicação da jornalista acabou por ser censurada por, provavelmente, ter recebido muitas denúncias. A jornaklista já reagiu a reste facto:

“A Censura ainda é o que foi!

Como prova esta noticia do jornal I , anteontem à noite, publiquei ,aqui nesta minha página pessoal ,um comentário sobre o que tinha acabado de ver na TVI e que , por ser tão óbvio, era mais uma prova da manipulação vergonhosa que a estação tem estado a fazer a favor da campanha de António Costa. Bom, como se pode verificar, a minha publicação desapareceu! Evaporou-se!… Como não fui eu que a apaguei , só me resta concluir que alguém não gostou do que escrevi e censurou. Já não bastava terem censurado um jornal nas vésperas das eleições de 2009 porque não agradava aos socialistas, agora vão ao ponto de me cortarem a liberdade de expressão no meu espaço pessoal. Os donos da TVI são os mesmos, os espanhóis que em Espanha detêm o jornal El País, afecto ao PSOE. É o vale tudo!” – escreveu Manuela Moura Guedes

Recordamos agora o que Manuela Moura tinha escrito na sua página pessoal de facebook:

“vergonha dos media” 

“O crescimento do emprego na Europa é uma excelente notícia para Portugal e para os portugueses , principalmente porque diz respeito a um dos maiores problemas do País, que afecta directamente as pessoas. Ora , por tudo isto, era natural que fosse uma das principais notícias do dia” (…)

“Pelo menos ,que não fosse mandada quase para o fim do jornal, como aconteceu na TVI. Faltavam seis minutos para as 21h00 quando deram a notícia. O mais curioso é que até tinham já incluído no jornal o programa do Ricardo Araújo Pereira que de Informação não tem nada. É claro que isto é uma opção editorial e política. Só quem estiver distraído é que não reparou na campanha a favor de Antonio Costa que a TVI está a fazer” (…)

“Aqui, são todos muito ” independentes” e, assim, assistimos, sob a capa de grande “independência” , às mais vergonhosas manipulações. Porque não assumem? A TVI está longe de ser caso único!”, escreveu na altura.

Entrevista a Jorge Silva: o vencedor do “Quem Quer Ser Milionário?”

FOTO: JN
FOTO: JN

Sérgio Silva tem 36 anos, está desempregado, vive com 178 euros por mês, cuida do primo autista e da mãe, que está doente e num lar. Conheça o homem que, mesmo sem estudos, acaba de ganhar 10 mil euros no “Quem quer ser milionário”.

“Sem cunha, não se consegue nada”

Nessa pergunta estava muito indeciso, mas também muito calmo, como se estivesse em casa. Antes de entrar no estúdio é que estava numa pilha de nervos. Bebia água, bebia café, estava completamente nervoso.

Preparou-se de alguma forma?

Andei a jogar dois jogos de perguntas no Facebook, duas ou três vezes por dia, para ganhar aquele treino de reflexo rápido.

O que já comprou com os 10 mil euros?

Roupa, sapatos e um computador. Para o meu primo, comprei um BluRay, para ele ver DVD que gosta e um órgão sintetizador. Paguei dívidas antigas, comprei comida e livros – fiz a coleção toda do José Rodrigues dos Santos!

Quantas propostas de emprego já teve desde que ganhou o concurso?

Duas. Ainda ontem me ligaram para fazer traduções, mas era a recibos verdes, pagavam 4 cêntimos por palavra e não ficava com os créditos. Daqui a pouco, vou a uma entrevista na Padaria Portuguesa.

Lembra-se do seu primeiro emprego?

Foi numa tipografia, em 2002. Fazia os cartões de visita e as matrizes. Também já estive na Pizza Hut e estive para trabalhar na PT e no Minipreço, mas por questões de saúde acabei por recusar.

Desistiu dos estudos depois de ter sido atropelado por uma mota. Arrepende-se?

Hoje em dia, sim, mas se não fosse a lista de espera das operações, talvez tivesse começado o 10.º ano de raiz ou estudado à noite.

Mas fala fluentemente Inglês, Francês, Espanhol… Via-se a emigrar para algum destes países para poder viver melhor?

Se estivesse sozinho, emigrava. Mas tenho de tomar conta do miúdo e tenho a minha mãe num lar. Gostava de ir, se estivesse sozinho, mas para um país com uma comunidade portuguesa razoável, como o Luxemburgo ou os Estados Unidos.

Vive com o seu primo autista e cuida também da sua mãe. É um dia a dia exaustivo?

Bastante. Cuido do miúdo, tomo a minha medicação – porque tenho uma doença rara, chamada neurofibromatose tipo 1, que pode provocar convulsões -, à tarde vou ver a minha mãe e depois, quando volto, preparo os tupperwares para ir buscar a comida às carrinhas. Há dias em que chego à meia-noite a casa, completamente estoirado. Muitas vezes, a comida está estragada e tenho de ir ao supermercado mais perto para fazer umas batatas fritas, para não ficar a olhar para o prato vazio.

Calculo que já tenha passado fome…

Sim… Nos primeiros tempos, antes de saber das carrinhas, vivia de enlatados e do que me davam os vizinhos.

Foi tudo isso que o impediu de formar a sua própria família?

Sim. Se tivesse emprego estável e uma casa, podia ter criado família. Gostaria de ser pai, a minha irmã até diz que tenho jeito, mas desempregado e sem casa, é impossível.

Qual o pior momento dos últimos anos?

Foram dois de seguida: a morte da minha avó e ter ficado sem casa. Em 2007, o solicitador da casa onde eu estava disse mesmo “Estava à espera que a velha morresse para resolver o assunto”. A minha avó tinha morrido em setembro e, quando faltava uma semana para o Natal, meteram-nos na rua.

Em termos de planos para o futuro, será arranjar emprego, mudar de casa…

As primeiras coisas são deixar de estar dependente do subsídio e pagar a renda do meu bolso, pôr essa dor de cabeça de lado. Depois, conforme as respostas que tenha das entrevistas, se tiver um contrato a tempo certo, fico no quarto, se conseguir um contrato efetivo, aí já vou procurar casa e já tenho outra tranquilidade. Posso até conseguir conciliar com um curso na Universidade Aberta.

Que conselhos dá a pessoas que, também por não terem concluído os estudos, são colocadas de parte pela sociedade?

Não desistam, vão à luta. Se essas pessoas não aparecem, ninguém lhes liga. Quem está aflito tem é de procurar visibilidade, porque sem uma cunha, não se consegue nada.

Entrevista de Carolina Morais – Jornalista JN

Ao segundo dia “A Praça” afundou

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Sónia Araújo e Jorge Gabriel regressaram esta semana às manhãs da RTP1 Fotografia © Facebook A Praça

Depois de ter registado 210 mil telespectadores no dia de estreia, o talk show apresentado por Sónia Araújo e Jorge Gabriel registou uma quebra de audiência na terça-feira, 22 de setembro.

O regresso de Jorge Gabriel e Sónia Araújo às manhãs da RTP1 aconteceu na passada segunda-feira, 21 de setembro. A Praça, com cara lavada e cenário novo, foi vista por 243 mil telespectadores e registou 19,1 de share. Mas, na terça-feira, o talk show registou uma perda de 64 mil telespectadores, tendo registado 15,1% de share.

A Praça foi o 34º programa mais visto de um dia liderado por Coração d’Ouro. A novela da SIC protagonizada por Rita Blanco registou uma audiência média de 1,43 milhões de telespectadores e 29,9% de share. A Única Mulher (TVI) e o Jornal da Noite (SIC) fecharam o pódio das audiências.

Notícia da responsabilidade do jornal: Diário de Notícias

Dados: Gfk