Pedro Barroso esclarece polémica

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O actor Pedro Barroso viu-se envolvido numa polémica onde o acusaram de discriminação para com os refugiados de outros países.

Num longo texto, Pedro Barroso faz questão de esclarecer tudo tintin-por-tintin:

“VAMOS ENTÃO FALAR DAS COISAS COMO ELAS SÃO ….

Pois ser figura pública e ter um facebook ou seja um espaço de partilha pessoal e profissional pode ser um pau de dois bicos …para mim e na minha óptima e forma de comunicar não passa apenas por embelezar ludibriar ou comunicar de forma a conquistar gostos ou público …
Espaço este gerido por mim a tempo inteiro e não por nenhuma empresa que manipule ou articule os meus raciocínios ou forma de comunicar …ou mesmo facilite o meu dia a dia e me torne mais leve ao expor aqui os meus pensamentos partilhas e dia a dia…
Vejo de repente que a notícia que partilhei sobre os nossos sem abrigo e ausência de condições dos mesmos e o pouco que se faz por eles ganhou dimensões …
Estas dimensões com títulos polêmicos e alguns negativos quando na verdade na minha partilha apenas foi enunciada E OS NOSSOS???
Vamos então voltar atrás no tempo e vamos realmente entender a notícia e LER PORTUGUÊS ….

O mesmo português de todos nós E OS NOSSOS ??? Não requer qualquer entender negativo em relação a ajuda que desejo que seja dada aos que mais precisam …e os nossos é só e somente só isso e os nossos …aqueles que mais precisam e descuramos no dia a dia e que tão próximo estão ….
Tenho o livre arbítrio de me expressar e sei faze lo graças a Deus fui de formado e deram me bases nas quais estão assentes o amor respeito e carinho ao próximo …
Não me chateia algumas injúrias ou notícias menos positivas a meu respeito …

Mas esta requer uma atenção da minha parte …na verdade a minha pagina vem crescendo com o intuito de me conhecerem é igualmente aqui partilho e partilhei algumas acções nas quais me envolvo …muitas delas sem comunicação social presente pois não o faço para MOSTRAR para o carimbo do bom rapaz….
Mas enuncio então que entre elas estão ajuda com associações de animais com crianças noites que passei a ajudar na chamada sopa dos pobres as roupas não uso e acabo por ir dar e deixar no cais sodre entre outras …não quero uma bandeira uma medalha uma elevação da minha pessoa faço porque quero e posso é assim me sinto cheio e melhor comigo ….

Já errei Já fui melhor ….
Não sou nem mais nem menos que vocês ….
Não me julguem de ânimo leve ….
No meu trabalho para preparar um personagem eu gosto de fazer pesquisa de campo …trabalho de fundo de modo a entender melhor o personagem e poder dar lhe vida e poder …
Antes de me julgarem ou levarem a praça pública deveriam talvez percorrer um pouco no meu perfil ou página pois ela é a minha janela de escrita e partilha logo a minha voz … E entenderiam as minhas palavras apenas de alerta para tanta coisa que se passa a nossa volta e descura mos …podemos e devemos ser melhores …faço a minha parte não sou nem melhor nem pior …

E agora para aqueles que têm tempo ….outra explicação com doutrina nas palavras

No entanto nos comentários de parti-la da minha notícia apenas dois é apenas dois são de alguma revolta pelo não entendimento de uma simples expressão …

A Hipocrisia não é na verdade o teu forte Pedro Miguel. Podias ter ficado no “politicamente correcto”, mas…. quem diria…. O menino continua fiel à sua dignidade, aos seus valores, pensando, opinando, especialmente atento aos problemas da realidade que nos cerca, e conseguindo ao mesmo tempo fugir da imagem vestal da concorrente a um concurso de beleza nas terras do Tio Sam. Isto deve ter incomodado alguns pseudo pensadores, peço desculpa “comentideiros” da nossa praça. Realmente tenho de concordar é uma façanha digna da “6ª tarefa Herculiana”.
Mas vamos por partes. Na verdade convém irmos devagar porque é difícil para alguns acompanhar raciocínios, que fujam aos estereótipos das vestais da beleza. O “Ser Solidário” não se esgota na etimologia da palavra.

“Definição de solidário segundo o Léxico: Dicionário de português online,: Adjectivo: 1. que apoia e ajuda os outros: ser solidário com o sofrimento dos outros.”
Como o povo diz “agora é que são elas”. Portanto,segundo aqueles, que não foram na enxurrada da “6ª tarefa”, temos todos de ser solidários com as imagens que nos bombardeiam constantemente pelos canais de informação. Ponto final e Parágrafo como nos foi verbalizado pelo estereótipo da velha professora primária de régua na mão, (pedindo desde já desculpa à minha irmã e a todos os seus estimados colegas por esta analogia).
Nem pensar em sermos solidários com “aquelas coisas” e digo mesmo “aquelas coisas” pois seres humanos não o são certamente, que certa “Élite” quer fazer esquecer, tem necessidade de esquecer, e procura apagar com a suaborracha, já que não é politicamente correcto apareceremnos “pequenos écrans”, ainda por cima, logo agora que o País está melhor e estamos em época eleitoral.

Assim logo alguns em bicos de pés se agitam com bandeiras estilhaçadas, esvoaçando ao vento e invocando os quatro cavaleiros do apocalipse, de que as realidades são distintas e estes são refugiados de guerra. Ponto final e parágrafo.
Por vezes tenho alguma dificuldade em perceber as coisas que me querem impingir como simpáticas, não sei se é defeito de formatação ou de fabrico mas como Não Compreendi, peço desculpa. Igualmente pede desculpa o Pedro Miguel que também não o conseguiu encaixar. Pelos vistos pedem desculpa muitos PORTUGUESES quetambém não o conseguem compreender e sentem na pele a injustiça do seu dia a dia.

Finalmente ficamos então informados, como se tratassem de pressupostos matemáticos, que afinal a sociedade portuguesa não está em guerra, porque as bombas e os tiros de cá não fazem fogo nem estouros como os de lá.

Felizmente ou infelizmente conforme o lado da barricada,surge sempre um dedinho, uma bandeira, que pergunta somente, e humildemente como em jeito de perdão e servilismo: “Desculpe, mas cá no nosso burgo, não temos feridos, mortos, desalojados, pessoas que tiveram de fugir desta guerra económica, como é o caso do autor destas palavras, que só não é considerada guerra, porque os tiros disparados não têm o cheiro de pólvora?

Logo se revolta a elite dos comentadores subservientes dos pasquins dos eleitos: “Pá de onde surgiu este “engulho” que se “desformatou”?
Há que formatá-lo de vez. E se melhor o sentiram, melhor o pensaram e o executaram. Toca a atacar o “engulho”.
Só que por detrás do tal “engulho” estão todos os refugiados desta guerra “económica”, calados porque os amordaçaram para não reclamarem, não visíveis por assim interessa ao pelotão dos “eleitos”. Neste campo de refugiados ficaram as famílias destroçadas que viram partir os seus para outras andanças, as famílias que viram os seus a suicidarem-se porque não conseguiram cumprir os seus compromissos, as famílias que se viram obrigados a sair das suas habitações e a passarem a viver debaixo de pontes e viadutos, já que os tais bancos querem as suas habitações, os doentes a definharem e a morrerem nas salas de espera dos hospitais ou em casa por falta de tratamento já que os medicamentos são muito caros, os designados para a sopa dos pobres, que isto de ser pobre é uma questão de preguiça, que interessa pacientemente às senhoras elegantes que lhes vão servindo umas tigelas de sopa.

AFINAL TEMOS OU NÃO TEMOS REFUGIADOS, FERIDOS E MORTOS?
Com esta tentativa de formatação ficamos a perceber o lado da barreira. Ninguém teve comportamentos xenófobos, ou insensíveis perante a desgraça dos outros. Antes pelo contrário xenofobia é o ignoramos constantemente a realidade desta guerra em que nos encontramos e em que são os próprios portugueses a serem as vitimas. Completamente ignorados e tratados como “abjectos” e “aquelas coisas”. Fico atónito quando vejo agora e somente agora a Igreja a reclamar a cedência das casas vazias para os refugiados. Os clubes de futebol agora e somente agora a solicitarem doações para estes tais refugiados. A União Europeia a dar dinheiro e a criar subsídios de integração para este refugiados. O Pedro Miguel somente perguntou. “E os nossos”. Nada contra os outros. Mas o que fazemos com os nossos? Apagamo-los com a borracha das estatísticas?

AFINAL O QUE VAMOS DIZER AO CAMPO DOS REFUGIADOS PORTUGUESES?
Expliquem-me devagarinho para ver se percebo.
Deixemos cair piedosamente o pano sobre mais esta notícia da “Formatação”.
Assinado J.Barroso pai do Pedro Miguel
(Ps. Pedro Miguel é como o trato quando estou aborrecido com ele. E neste caso estou e muito. Considero que apesar das suas muitas acções solidárias foi pouco o que ele ainda fez na luta contra as injustiças sociais em Portugal.)
Este texto não foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico. Recuso-me a tal” – escreveu o actor.

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